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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Customizando móveis



Já customizei alguns móveis, uma penteadeira, uma mesinha, e uma cômoda estilo Casas Bahia, até um guarda-roupa já customizei. Então sou quase uma expert nessa coisa de transformar um móvel sem graça e meio brega numa coisa fofa.

E como aprendi? Primeiro em revistas como Casa Claudia, Casa e Jardim, observando matérias em que as casas tinham mais ou menos o estilo que gosto e imaginando como aquilo era feito; depois com blogs como o Casa de Colorir, que tem até um post exatamente sobre isso aqui, inclusive a owner hoje tem um programa da GNT, Mais cor por favor e olha que ela começou com um quadro no Decora com a Bel Lobo (ah, e JoutJout trabalhou com a Thalita também).

Basicamente, você tem que saber o que quer: se mudar a cor, se agregar uma fofura com tecido, papel decorativo (até mesmo papel de parede). O certo é que dá pra fazer um monte de coisa bacana e gastando quase nada, se você mesmo fizer, como eu fiz.

O móvel que aparece nesse post já não existe mais, infelizmente, por conta da irresponsabilizabilidade da transportadora que contratamos pra fazer nossa mudança, a cômoda chegou destruída (fiz até um post sobre, mas a tal empresa ameaçou me processar, daí larguei de mão). Era uma cômoda-baú que comprei no Rio, numa casa estilo Casas Bahia, em mdf, com espelho, muito muito barata e bem feia. Comprei uns tecidos, uns puxadores e recortei, colei, parafusei e pronto, móvel novo. 

Daí é só usar a criatividade, decorar com um espelho (que eu roubei da minha ex-sogra), luzinhas, perfumes e fica tudo lindo.





Bisous.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Uma parede quadro negro



Muito utilizada em cozinha ou copa, a parede quadro negro nada mais é do que uma parede que é pintada com tintas pra quadro de escola, verde escuro ou preto, e pra quem gosta (como eu), deixa a casa linda!

Lembro que quando pensei nessa parede pra casa do Rio, acharam que ficaria escuro, ou que não combinaria etcetera tal, e foi com muito prazer que vi todos quebrarem a cara, porque ficou maravilhoso, parecendo capa de revista de decoração (Adendo: descobri que pintaram a parede dum rosa bem cafona :( ).

Na época não me arrisquei a fazer, ficou por conta de um profissional (muito bom. saudade Sr Elson), que nivelou a parede com massa corrida e fez algumas aplicações da tinta própria (sim, tem uma tinta própria pra esse propósito, é só procurar em casas de tintas e afins) e ficou excepcional. Hoje eu me arriscaria (até porque não tenho mais condições de contratar um pintor).




Bisous.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Penteadeira colorida



O título deste post poderia perfeitamente ser a estória pregressa da minha penteadeira. Ou estórias, porque já me contaram dois versões diferentes. A primeira versão contava que a penteadeira fora de uma tia avó da ex-dona. A senhorinha era surtada, odiava móveis antigos e resolveu jogar fora a penteadeira que foi resgatada pela dona (antes de mim). Adendo: nem posso criticar, porque fiz algo assim, também joguei fora um guarda-roupas antigo, de madeira, do tempo do sítio do meu pai em Pacatuba (Ceará). A vizinha espertinha catou o guarda-roupas. Hoje eu me odeio, mas tudo bem. A segunda versão, a penteadeira foi dada de presente pra uma senhorinha, muuuitos anos atrás, e já era uma antiguidade. Acontece que essa senhorinha também enjoou da bichinha e a deu (ou vendeu), isso tudo faz muitomuito tempo. Resumo, a penteadeira foi desprezada de todos os jeitos e, é muito velha, coisa de 100 anos. 

 Quando cheguei ao Rio e visitei a casa da antiga dona, me levaram ao quarto pra mostrar a penteadeira, porque todos sabiam que eu gostava de móveis antigos. Quase surto, porque né, lá estava a penteadeira com aquele espelho gigante e eu havia há pouquíssimo tempo deixado meu arremedo amado de penteadeira (uma cômoda) pra trás. Como às vezes a falta de noção baixa em mim, perguntei se ela não haveria de vender algum dia (porque a bichinha estava meio maltratada) e óbvio que ela respondeu que nunca venderia. Isso foi em 2008.

 Bien, um belo sábado de 2012, já morando na minha casinha linda com papel de parede, eis que bate na minha portinha a dona da penteadeira, e o que ela queria? Vender a penteadeira! Isso mesmo, aquela penteadeira velha de guerra, e por apenas 300 moças da república. Gritinhos e pulinhos felizes depois, ela estava aqui em casa, com Miu (meu único gato na época) bisbilhotando e tudo. E só faltava arrumá-la, o que levou um bom tempo. 

 A primeira coisa que fiz (fora colecionar cosméticos, maquiagens e perfumes) foi fazer um tampo de vidro pra penteadeira. Eu mesma medi e fui à vidraçaria encomendar. Custou R$ 20,00. Além de dar um aspecto mais legal ao móvel, serve pra proteger o tampo de madeira do desgaste do contato com produtos e outras superfícies que arranham. A segunda coisa foi escolher uma cor. Pensei em amarelo primeiramente. Sei lá, curto amarelo. Mas fui à loja de tintas, pedi a cartela de cores e vi um azul lindo, azul mar da Eucatex. E rapidinho mudei de amarelo para azul. 

Não fiz tudo sozinha, lixar ficou com outra pessoinha, que hoje é meu amigo, e a pintura dividimos. E ficou lindo! Levou uns dois dias para secar e encher de luz o quarto. Sério, o quarto se transformou completamente, ficou iluminado, alegre, vivo. Hoje ela enche de alegria o quarto das meninas e, diferente da antiga dona, não pretendo jogá-la fora nunca.





Bisous.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Papel de parede ❤



E como prometi, começarei uma série de postagens sobre decoração e coisas pra deixar seu cafofo arrumadinho. Lembrando que serão dicas pra quem tem orçamento humilde, mas criatividade e um certo gosto que una o vintage ao moderno (minha erê Carol me define assim *_*). E o primeiro post não poderia ser diferente, tinha que ser sobre papel de parede, que é um dos meus orgulhosinhos da vida. Não, no meu (quase ex) atual habitat não tem papel de parede e nem teria como, não por falta do papel (trouxe alguns rolos do Rio), mas porque o apartamento todo tem uma aplicação de textura daquelas ásperas, ótimas pra machucar a mão e juntar poeira, teia de aranha, ódio eterno, etc. Mas, na minha última morada no Rio, a casinha tão querida, era decorada com papel de parede, dentre outras cousas. E este post serve pra dar dicas.

Então, se você tem em sua morada paredes lisinhas, aprumadas e sempre sonhou com papel de parede, mas é pobre, este post é pra você. É, porque em geral associa-se o papel de parede à classe abastada, que procura um serviço especializado, contrata e voilà, casa com papel de parede. A proposta aqui é outra, é comprar o papel e você mesmo aplicar. E vou logo avisando, não é fácil, mas vale a pena. Ah, e ainda, esta postagem, originalmente era do meu antigo Reverbera, à época publiquei com um título enorme: "Tudo o que você queria saber sobre papel de parede mas não havia ninguém suficientemente doido para te dizer de graça." Um título meio "woddyalleano" ou título de dissertação.

E vamos lá, papel de parede é uma coisa cara, em casas especializadas pode chegar a R$300,00 o m² sem contar a mão de obra. Até mais. É, eu sei, é osso. Como era um desejo assim, daqueles que dói e tira o sono (eu sou besta), nunca desisti e um belo dia encontrei na Leroy Merlin (do Rio) papel de parede, uma seção só deles e, não era tão caro assim! Quer dizer, não era caro comparando com os papeis de parede grifados que custam o preço do mármore mais nobre. Mas há de se ressaltar que, o papel de parede que se encontra na Leroy Merlin, variando de R$ 60,00 a R$120,00 o rolo com 10 m, é bem diferente do papel de parede caro. Isso quer dizer que o papel da Leroy Merlin não presta? Não, de jeito nenhum. É um tipo de papel específico para parede, a gramatura é mais espessa, sem grosseria, na verdade, apesar da resistência, é delicado, acho que por conta da beleza. Mas eu não tenho certeza. Quanto às variedades mais caras, elas são emborrachadas, laváveis, algumas são auto-colantes, tipo, já vêm prontos para aplicar na parede e isso pode ser uma benção, porque vocês não tem noção de como é trabalhoso colocar papel de parede. E aí está outro ponto: se você, querido leitor, nunca encapou seus caderninhos de escola (vixi), nunca sequer usou aquele papel contact e fora isso tudo, ainda sofre de problemas nervosos, não aconselho a se meter com papel de parede. Na verdade, se você for muito calmo, ainda corre o risco de enlouquecer durante a empreitada, então avalie bem a situação. 

 Passo a passo nada pedagógico (use a abstração); você vai precisar de: - papel de parede suficiente para o projeto (meça a parede); - trena, régua, lápis, tesoura, estilete; - cola (pode ser a cola para papel de parede ou grude, que consiste em polvilho - goma - dissolvido em água e levado ao fogo até engrossar e virar, duh, um grude. É para usar frio, tá?). eu uso cola branca cascorez, rende que é uma beleza. - pincel ou rolinho para passar a cola na parede; -um paninho macio; -alfinete. 

1.  Antes de tudo, meça o papel e recorte direitinho os moldes que irão para a parede. Se o papel tiver desenhos, como arabescos, cenas, ainda tem que medir, afim de que um desenho encontre com o outro, para que fique bonitinho e correto. Pois é. 

2. Não dá para fazer sozinho, você vai precisar de ajuda. Recorte tudo com cuidado, lembre-se que paredes quase nunca são 100% perfeitas e, sempre tem uma tomada, um ar-condicionada a ser contornado. É, é dose. Dica, melhor que o molde do papel que vai ser colado fique um pouco maior, porque pode acertar cortando com estilete já na parede. Quando todos os moldes estiverem medidos e recortados, aí começa a parte legal e desesperadora que é colar. 

3. Aos poucos, passe a cola na parede (com rolinho é mais fácil) e vá fixando o papel e passando um paninho macio no papel já colado (facilita a não formação de bolhas de ar). E assim vai até o final. Essa parte é fácil, ruim mesmo é recortar tudo, calcular (dá ódio). 

4. Quando tudo acabar, você vai notar que, apesar de ter passado o paninho, está tudo cheio de bolhas, ou seja um cocô. Daí entra o alfinete, você vai em cada bolha e vai furar delicadamente e, passar mais uma vez o paninho. Você vai olhar e vai parecer que ainda está tudo uma porcaria, mas, no outro dia, como num passe de mágica, as bolhas terão sumido!

 Aconselho a ler este post algumas vezes, ouvir Enya, Coldplay, comer um cookie. pense que, apesar da trabalheira, ao final sua casa ficará lindalindalinda, que nem casa de filme.

Imagens para inspirar (minha casinha no Rio, eita saudade ❤).






Bisous.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Penteadeira azul




Como a mesinha azul, a penteadeira também causou alvoroço, porque né, é uma penteadeira. Azul. 

Toda menina dada às meninices já sonhou ou sonha com uma penteadeira ou algo que o valha. Mas reparei que depois que maquiagem virou moda, graças à internet e seus blogs de beleza (e canais do Youtube, com tutoriais para ensinar a fazer a maquiagem do cisne negro para comprar limão na feira) todas querem um cantinho da maquiagem. E eu não sou diferente. A única diferença é que meu desejo de ter uma penteadeira é anterior à moda da maquiagem. Mas preste atenção, não estou afirmando que por conta disso, o meu sonho de penteadeira é melhor do que o de vocês, tudo bem? Obrigada.

Mas vamos falar sobre a minha penteadeira azul, que nem sempre foi azul, na verdade ela viveu por volta de 100 anos uma vida vernis colonial, passada de uma senhorinha para outra, desprezada e sob pragas, tanto a praga do cupim, como a ameaça de ser jogada num terreno baldio.

Super me contaram duas estórias da Carochinha sobre essa penteadeira: a primeira,  pertenceu a uma tia avó de alguém, que veio de Minas, traga nos ombros por escravos eunucos. estoubrincando. A senhorinha era surtada, odiava móveis antigos e resolveu jogar fora a penteadeira, que foi resgatada. Adendo: nem posso criticá-la, porque fiz algo assim, também joguei fora um guarda-roupas antigo, de madeira, do tempo da fazendo do meu pai em Pacatuba (Ceará). A vizinha espertinha catou o guarda-roupas. Hoje eu me odeio, mas tudo bem. A segunda versão: a penteadeira foi dada de presente para uma outra senhorinha, muuuitos anos atrás, e já era uma antiguidade. Acontece que essa senhorinha também enjoou da bichinha e a deu (ou vendeu) para quem, por sua vez, me vendeu, uns três anos atrás. Resumo, só sei que pouco sei acerca da penteadeira. Sei que é antiga e foi desprezada de todos os jeitos. 

Quando cheguei no Rio todos sabiam que eu amava uma antiguidade e foram me mostrar a tal penteadeira, meio que para me fazer inveja, sabe como? Eu tenho, você não tem, coisa e tal. Bem, a pessoa acabou me vendendo, para dar lugar em sua quarto aos lindos e duradouros móveis das Casas Bahia. Manja dos paranauê, só que não. Arrependeu-se, tentou reaver a penteadeira, quando soube que eu voltaria para Fortaleza o que é óbvio, não aconteceu. Risada diabólica bicha má.

A customização.

A primeira coisa que fiz (fora colecionar cosméticos, maquiagens e perfumes rs) foi mandar fazer um tampo de vidro para a penteadeira. Eu mesma medi e fui à vidraçaria encomendar. Custou R$ 20,00. Além de dar um aspecto nobre, serve para proteger o tampo de madeira do desgaste do contato com produtos e outras superfícies que arranham. A segunda coisa foi escolher uma cor. Pensei em amarelo primeiramente. Sei lá, curto amarelo, tenho outros dois móveizinhos amarelos na casa. Fui à loja de tintas, pedi a cartela de cores e vi um azul lindo, azul mar da Eucatex. E rapidinho mudei de amarelo para azul. Daí foi lixar e aplicar a tinta umas duas vezes. Ficou linda, como podem perceber. Levou uns dois dias para secar e é aquele móvel que enche de luz qualquer ambiente.


 Uma foto nada a ver com o post, mas é que ficou tão bonitinho que decidi postar. Fora que minha casa parece uma filial do Mundo Verde com tanto incenso, comida natureba e apanhador de sonhos, sino dos ventos.



A penteadeira azul em sua morada em Fortaleza.



A penteadeira azul em sua antiga morada, no Rio.

Adendo: mal vejo a hora do natal, para que se comece a vender enfeites natalinos, pisca-pisca, para que eu possa comprar e ligar em casa sem medo de incêndio. Os que trouxe do Rio são 110, a voltagem daqui é 220 e sempre que a gente tenta ligar - rapidinho, para fazer uma foto - é fumaça, é catinga de chifre queimando, u-ó.

Bisous.

Imagens: feitas por mim com uma T2i.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Uma certa mesinha azul



Semana passada postei no IG dois móveis que customizei para a minha saudosa casa melão (amarelo por fora e creme por dentro) quando ainda morava no Rio. Perguntaram sobre, coisa e tal e resolvei comentar alguma coisa sobre por aqui, deixar como dica de décor, assunto que eu amo.

Vamos começar pela mesinha azul, uma espécie de criado mudo. A estória do móvel é bem simples, comprei por R$100,00 em uma loja de mdf de Nova Iguaçu. Acho que tem similares pelo Brasil todo. Bem, comprado o móvel eu já tinha uma ideia prévia do que iria acontecer, comprei tinta pva azul celeste (a idéia era mesmo que ficasse fosco) e providenciei uns puxadores Le Lis Blanc. Eu mesma pintei, sem pré-base, primer ou algo que o valha. Óbvio que precisou de algumas demãos. Ficou lindo. Coloquei os puxadores (cada um custou por volta de R$ 12,00). Ah, as gavetinhas são forrados com tecidinho ♥.

 Adendo: Também me perguntam sempre pelo atelier (ou ateliê, como queiram) que é muito fofo e meu xodó, confesso. Depois juro que mostro o atelier La Coloriste.




Volto com a penteadeira ;).

Bisous.

Imagem: 1. festa das mninas; 2 e 3 meu antigo quarto.

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