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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Ah, as agruras de ser professor - aula de campo

A escola em que trabalhamos começou o período das aulas de campo, em que a gente sai do contexto da sala de aula e leva os alunos para aprender interagindo com os espaços históricos, geográficos e filosóficos da cidade. E Fortaleza tem muito a mostrar.

O percurso da nossa aula de campo começou no lindo e revigorado Passeio Público, depois o Museu da Indústria e por fim, a Ponte dos Ingleses. As crianças tomavam nota das informações que a gente transmitia e registravam tudo o que podiam (e o que não podiam) com celulares. Inclusive as danadas das selfies; Prof. Josué (Geografia) e eu nos perguntávamos quando que superaríamos essa "geração selfie" que, se me permitem, é um pouco vazia. Em frente a uma peça antiga e super interessante no Museu parecia que o mais importante era registrar a pessoinha ao lado - às vezes na frente - tirando toda a atenção da peça histórica em si. Fora os momentos meio constrangedores com turistas que prefiro deixar para lá. Frutos da tal "geração selfie".

No mais, a aula de campo foi instrutiva em vários aspectos. Ao menos para nós, professores. E foi divertidíssimo para as crianças. Pois é, é bom aprender brincando,

E seguem fotinhas. Nenhuma selfie, porque né.


Árvore Baobá que foi testemunha da história da cidade de Fortaleza e que também foi testemunha das traquinagens dos nossos aluninhos.



Professora Érica Severo (História) em sua aula da história de Fortaleza, contada no Passeio e na Santa Casa.



Professor Josué em sua aula de cultura cearense.


Uns anjos.


Professor Josué dando o exemplo e mostrando como apreciar uma exposição. 


Professora Karol de filosofia entre-portas. 


Desacansinho no -ar-condicionado no Museu da Indústria. 


O poço. Um cacimbão centenário de 15 metros de profundidade, que me rendeu alguns calafrios e sustos. Piada interna.


A ponte. E o cansaço. Aliás, a Ponte do Ingleses presenciou alguns dos momentos de maior aventura da nossa aula de campo.

Inté.

Elizaebete de Figueiredo.

terça-feira, 24 de março de 2015

Todo dia é dia de presente



Hoje é meu aniversário, 38 anos de vida. Ao longo dos meus 38 anos de idade eu passei pela morte de uma irmã (a única), passei pela morte do meu pai, atravesso uma relação difícil com a minha mãe, enfrentei duas separações muito difíceis, que me deixaram marcas, me desiludi com gente. Mas, eu tive filhos lindos, que alegram a minha vida, cultivei amigos que conheço há anos, fui amada, lembrada, fiz plantinhas florescerem, criei gatos, cachorrinhos. Dia desses uma moça, de dentro do ônibus, tentou jogar um papel num cesto de lixo numa das plataformas no Terminal da Lagoa, só que ela errou e daí eu fui lá e coloquei no lixo para ela, que me retribuiu com um sorriso lindo e sincero. 

Eu aprendi que, se a gente parar e prestar atenção, todo dia recebe algum presente da vida, fora  acordar vivo, que já é presente por si só. Uma brisa fresca num dia de calor é um presente. Um gole d'água que refresca a garganta é um presente. Encontrar 20 reais num bolso esquecido é presente (50 hein rs?). Receber um lambejo do seu gato ou do cachorro é presente. Um abraço quentinho (do Olaf) de quem se ama, do nada, só por abraçar, é presente sim senhor. Um arco-íris é um presente.

Ano passado, nesse mesmo dia, no dia do meu aniversário, acordei sem bolo, sem festa e sem vontade, desacreditando de tudo, perguntando a mim mesma até quando duraria o inferno existencial em que minha vida havia entrado há mais ou menos seis meses. Bem, pois nesse mesmo dia, 24 de março, recebi oferta de emprego, esse emprego em que estou hoje e, recebi as chaves do meu apartamento fofinho, que todo mundo que vê as fotinhas no meu IG, diz querer visitar. 

O que eu tenho para dizer a vocês é que a vida é breve e intensa, em seus momentos bons e maus. Que tudo nos deixa algum ensinamento, por mais bobo que pareça e, que tudo tem fim ou mesmo arrefece, até o sofrimento mais dolorido.

Bisous. 

sexta-feira, 13 de março de 2015

Jout Jout Prazer




Uma altura dessas todos vocês, seus lindos, já conhecem a Jout Jout Prazer, mas eu tinha que vir aqui e compartilhar!

Na verdade eu descobri Jout Jout ano passado, meados de 2014 e me diverti horas com os vídeos, que eram poucos ainda, mas perfeitos, muito autênticos e de verdade. Aquela garota bacana, maluca, sincera, que explica a vida de forma tão eloquente e escatológica. Amo.

Mas acontece que a minha vida estava uma merda uma confusão tão grande que esqueci de Jout Jout, deixei pra lá. Até reencontrá-la num abençoado compartilhamento do Facebookson no vídeo que aparece lá pra baixo, Não tira o batom vermelho.

Assistam Jout Jout, gente. Jout Jout (ou Júlia) que tem balões de Parati sobre sua cama antiga e maravilhosa. Jout Jout faz dancinha que virou hit internacional, presente nas melhores fertinhas (eu sei que é festinha), Jout Jout que come no Tio Barriga, que mora em Niterói. Jout Jout maravilha!

P.S.: Aqui em casa a gente super concorda com o youPIX (donde, inclusive, roubei o gif maravilhoso) que Jout Jout é nossa Lena Dunham. 





Bisous.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Séries guilty pleasures


Para os queridos que odeiam estrangeirismos, gente colonizada que usa expressões em inglês (tipo eu), jamaicano arcaico etcetera coisa e tal, eu vos digo que, ninguém liga pra vocês. Apenas recolham-se às profundezas de gramáticas ruinszinhas como a do Cegalla e deixem-nos em paz, nós que somos bárbaros.

Guilty pleasures, ou prazeres proibidos, do tipo vergonha alheia, é aquele tipo de série que a gente sente vergonha por assistir, porque sabemos que são ruins. Mas é uma vergonha tão grande, tão grande, que nos abstraimos de nós mesmo e nos tornamos outrem, que nos apreciamos de fora para dentro e sentimos vergonha alheia de nós mesmos. Entenderam? Não. Não tem importância.

Para nós, seres estranhos que amamos séries ruins, é um prazer quase inenarrável apreciar tosqueira que, de tão ruim, fica bom, sabe como é? Pois é!


Barrados no Baile - Pois é, eu era adolescente na década de 1990 e eu assisti Barrados no Baile (ou Beverly Hills 90210) para mim, uma menininha de tranças aos 13-14 anos, era o máximo aquela baboseira de gente rica de Beverly Hills, daquela high school super nada a ver com a minha realidade de escola particular do Montese. Em Fortaleza. Nordeste. Brasil. Pois é, mas eu gostava e acompanhei tudo. Deve ser o mesmo sentimento de gente que era/é fã de Black Street Boys quando adolescente e hoje é fã de, sei lá, Pixies e sente no fundo do coração uma vergoinha. Amigo, dá cá um abraço, porque somos toscos.



Combo Buffy & Angel - Sim, eu assisti Buffy e Angel e eu acompanhava todos os episódios e eu já era adulta, mas eu gostava e ainda sinto saudades. Pode rir de mim.



Xena - Pois é, ria, ria muuuito, porque eu também rio muito do fato de que eu gostava de Xena, A Princesa Guerreira. Era tosco, era horrível, era homossexual pra caralho caramba e por isso mesmo eu adorava rs. Passava na Record, gente, uma coisa tão lésbica caminhoneira (ou guerreira rs) passar numa canal reaça ridícula como a Record, é simplesmente m.a.r.a.v.i.n.h.o.s.o. rs!




Smallville - Eu amava Smallville, eu me amocionava com Smallville, tipo aquele episódio que aparece o Flash, coisa linda de Deus. Na verdade, nem acho Smallville muito guilty pleasure. Não até a 3ª temporada, porque depois, virou uma porcaria nonsense (o que era a Lana bruxa, gente?). Mas eu continuei assistindo, mesmo achando tudo o horror. Um horror divertido.



Supernatural - Eu amo Supernatual, eu acompanho (tudo bem, houve um momento que eu parei de acompanhar, porque o ex o.d.i.a.v.a. e meio que implicava e daí eu largava mão). Mas a verdade é que eu amo Dean e Sam e seu Chevrolet Impala, o Metallicar e não ligo a mínima se a série está com o mesmo enredo desde o começo dos tempos: os irmãos combatem os demônios, um deles fica endemoniado, dai aparece um anjo maneiro, livram-se do demônio e voltam a combater os demônios, e daí um deles fica endemoniado e aparece um anjo maneiro... entendeu?



Combo Vampire Diaries & The Originals - Comecei a assistir as séries no início de 2014 nas maratonas da MTV e comecei odiando, mas daí foi me ganhando e ganhando e ganhando rs. Fiquei viciada. Durante meses foi minha válvula de escape e, confesso, eu comecei a gostar mesmomesmo quando os originais apareceram na trama de Vampire Diaries. Odeio a Elena Gilbert. Odeio a Katherine Petrova, apesar do nome K.a.t.h.e.r.i.n.e. P.e.t.r.o.v.a. ser lindo. Ainda mais lindo pronunciado pelo Elijah Mikaelson rs. Viu como é sério rs?



Glee - Sim, eu amava Glee. Cheguei até a chorar em alguns episódios, olha só que loka, chorando com uma série de comédia. Mas confesso que eu assistia mais ainda por causa dos professores Sue Sylvester e Will Schuester (especialmente Sue) e sua briga eterna e terrível e divertidíssima e nem aí para que me julguem. Amo rs.

 

Gotham - E a mais recente guilty pleasure, que eu assisto por causa do Pinguim genial. Oswald Cobblepot, o Pinguim, é disparado o personagem mais incrível da série. Ele é ao mesmo tempo charmoso, ingênuo e maquiavélico. O ator Robin Lord Taylor, fabuloso, faz o protagonista de verdade da série Gotham ser o Pinguim e não o James Gordon, ou seja, está tudo errado com a série rs. Genial, né? Assistam o episódio O Guarda-chuva do Pinguim e me contem. 

Bisous.


domingo, 8 de março de 2015

Mulheres São Seres Humanos


E, basicamente, isso é ser feminista.

Não é odiar os homens e tudo o que representa a sociedade falocêntrica (ok, essa parte é passível de ódio mesmo), tampouco o repúdio à depilação e demais elementos do chamado universo das feminicices. Não, também não. Odiar a Disney e sua concepção das princesas que aguardam por seus príncipes encantados, em cavalos brancos e cabelos louros esvoaçantes. Também não. Até porque, sejamos francas, tanto a figura do príncipe, quanto a do sapo são asneiras desmedidas. 

Simone de Beauvoir dizia que as mudanças pelas quais lutara não se realizariam durante a sua vida. Quiçá, dali a quatro gerações. E, infelizmente, podemos afirmar que, desolée Simone, ainda não.

Decerto que mudanças ocorreram, mas a essência do problema continua. A situação da mulher, do ponto de vista biológico, sociológico e psicanalítico, continua marginal perante instâncias de poder na sociedade contemporânea e às diferentes formas de dominação. 

Razões históricas e os mitos que fundaram a sociedade patriarcal e a sustentam e que trataram a mulher como um “segundo sexo”, silenciando-a e relegando-a para um lugar em segundo plano, continuam e, reafirmam-se.

Garotas, mulheres, precisamos ser respeitadas como seres humanos. Quando tivermos nossa humanidade reconhecida, as flores do dia 8 de março farão sentido.

Inté.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Motivos que me fazem amar a Madonna



Depois do Grammy polêmico em que Maddie mostrou os fundilhos e que alguns dos meus alunos fofos tretaram comigo, porque Madonna seria flop (em linguagem internética algo como um fracasso), e mesmo a mulher sendo a eterna rainha do Pop, mais do que provado, porque contra fatos não há argumentos, mesmo assim, ainda passaram por mim durante a semana pós Grammy rindo e chamando Maddie de flop. Tudo bem , são crianças de 13/14 anos e eu não vou trocar meu juízo, né? Pois é.

E, pode tombar, pode se esborrachar, não importa. Continua sendo Madonna.

Mas eu vou deixar aqui os motivos que me fazem amar Madonna, motivos aleatórios

1. ela é doida e controladora (leonina);

2. ela fez filmes péssimos que divertiram minha infância, tipo Quem é esta garota e Procura-se Susan desesperadamente;

3. ela ganhou o framboesa de ouro inúmeras vezes;

4. ela usava laço de tule e polainas no auge da década de 80;

5. o primeiro marido de Madonna foi a delícia do Sean Penn, que dava uns tapas nela (e isso é horrível); à época Maddie falou que até gostava, mas quando parou de gostar pediu divórcio;

6. ela foi excomungada, mesmo;

7. ela é brega, tosca;

8. mas virou moda na época de Vogue;

9. tudo o que a mulher faz é comentado, mesmo que todo mundo odeie;

10. ela se divorciou do babaca do Guy Ritchie;

11. ele curte uma mágoa de caboclo;

12. é viciada em trabalho;

13. na lista de músicas que me tiram da deprê-bode-preto estão pelo menos umas 6 músicas da Maddie;

14. ela teve uma fase maluca-mística-esotérica magnífica chamada Ray of Light *_*;

15. apesar de ser quem é, e de ter toda a imprensa do mundo vigiando sua vida há pelo menos duas décadas, nunca se envolveu em polêmicas agredindo ninguém ou enlouquecendo nas baladas, nunca foi presa (quase, mas por motivos artísticos, digamos assim), quer dizer, apesar de doida, ela é sã e caretinha, sabe como? acho fofo;

16. sempre foi completamente anti-homofobia;

17. a mulher faz musculação há 36 anos, meu povo. é quase o que eu tenho de vida;

18. como eu, ela não viu graça em 50 tons de cinza, pelo contrário;

Morram, Maddie é Rainha.

Bisous.



sábado, 21 de fevereiro de 2015

Previsões de Madame Bete para o Oscar 2015


E eu estou numa nóia pós consumo exagerado de carboidratos (depois de um loooongo tempo sem comer nada nadinha de nada) e estou aqui, muito entusiasmada com o Oscar 2015, praticamente sob efeito de psicotrópicos. Mesmo o Oscar 2015 com poucos filmes que eu gostei-pra-caramba (com exceto de Grande Hotel Budapeste), mas me deu vontade de apostar em quem levará a estatueta do moço pelado.

Ano passado eu acertei todas (eu disse t.o.d.a.s.) as previsões e daí que comecei uma nova profissão, armei uma barraquinha de cigana na Praça da Igreja de Fátima, ao lado do acarajé, e faço consultas filmísticas, teatrísticas, etcetera coisa e tal. Eu estou brincando.

Vamos lá, minhas previsões carb-psicotrópicas.

Melhor filme: Birdman

Para quem eu torço: Boyhood ♥

Diretor: Richard Linklater

Para quem eu torço: Richard Linklater (e o Wes Anderson, mas eu sei que não) ♥

Ator: Eddie Redmayne.

Para quem eu torço: Eddie Redmayne ♥

Adendo gigante: Apesar de que adouro Keaton, um ator maravilhoso, que muitos menosprezam por conta do BittleJuice e do Batman do Tim Burton e esquecem de momentos ótimos de sua carreira, como em Jackie Brown do Tarantino. Keaton já está com mais de 60 anos e pode ser que sua carreira decole com trabalhos incríveis por conta de toda repercussão incrível de Birdman. E pode ser que isso não aconteç, e seria uma injustiça ele perder o Oscar agora. Mas injustiças são a cara do Oscar. Enquanto isso, Redmayne está perfeito em A Teria de Tudo, mais é tão jovem. É osso.

 Atriz: Julianne Moore. 

Para quem eu torço: Julianne Moore e sem adendos♥

Ator Coadjuvante: J.K. Simmons

Para quem eu torço: Ethan Hawke ♥

Adendo: Mas o Mark Ruffalo (Foxcatcher) é um ator surpreendente (até fazendo um personagem de filme blockbuster, como por exemplo Hulk), fora o ano ótimo, incluindo The Normal Heart.

Atriz Coadjuvante: Patricia Arquette

Para quem eu torço: Patricia Arquette ♥

Roteiro Adaptado: O Jogo da Imitação

Para quem eu torço: A Teoria de Tudo ♥

Roteiro Original: O Grande Hotel Budapeste

Para quem eu torço: O Grande Hotel Budapeste ♥

Filme Estrangeiro: Ida

Para quem eu torço: Relatos Selvagens ♥

 Animação: Como Treinar Seu Dragão 2

Para quem eu torço: The Tale of Princess Kaguya ♥

Fotografia: Birdman

Para quem eu torço: O Grande Hotel Budapeste ♥

 Design de Produção: O Grande Hotel Budapeste

Para quem eu torço: O Grande Hotel Budapeste ♥

Figurino: O Grande Hotel Budapeste

Para quem e torço: O Grande Hotel Budapeste ♥

Maquiagem: O Grande Hotel Budapeste

Para quem eu torço: O Grande Hotel Budapeste ♥

Trilha Sonora: A Teoria de Tudo

Para quem eu torço: A Teoria de Tudo ♥

Canção Original: Glory, de Selma

Para quem eu torço: Glory, de Selma ♥

Efeitos Visuais: Interestelar

Para quem eu torço: Interestelar ♥

O chatíssimo Sniper Americano deve ganhar na categoria edição de som, porque a academia ama o Dirty Harry Clint Eastwood e não o deixará de mãos abanando. A mesma coisa do roteiro adaptado para o péssimo Jogo da Imitação. Sim, eu achei péssimo.

Um sonho: na hora da categoria animação, subiria ao palco o Hayao Miyazaki, que já teria recebido seu Oscar homenagem por sua obra, e daí já saberíamos que a Princesa Kaguya ganharia. Mas né.

São raros os momentos em que o Oscar faz história, como na premiação do Woody Allen (sim, eu decidi que não gosto de Woody Allen, mas não sou uma idiota ignorante) ganhou Oscar de melhor diretor por Noivo Neurótico, Noiva Nervosa e tirou onda, reclamando que havia perdido a aposta de que comédia não ganha Oscar. Ou quando o Hitchcock ganhou Oscar pela obra e seu discurso se resumiu em olhar de um lado para o outro, esconder a estatueta e sair, aclamado. Ou, um dos momentos mais lindos do Oscar, o prêmio honorário de Chaplin em 1972, quase 3 minutos de aplausos em pé e ele apenas agradeceu a gentileza e doçura dos presentes, duma humildade absoluta. Lindo. Já viram?

Bisous.

Imagem: Dá pra pensar em Oscar e não pensar em Meryl Streep? Na imagem querida Meryl em Sophie Choice, salvo engano, seu segundo Oscar.


Achismos Pré-Oscar - Birdman



Birdman é o filme mais ousado dos indicados ao Oscar. Ousado e, parece, difícil de entender por boa parte das pessoas que estão assistindo, inclusive alguns críticos. Decerto a linguagem do filme é diferente para atender à proposta ousada. Mas o filme fala sobre a arte de interpretar, a vida de ator, entre o mainstream, que é vilão do filme, e de algo relevante. Vemos os bastidores da vida de quem vive entre a arte do teatro e a indústria do cinema, mas também sobre a natureza das aspirações que move os artistas. 

Mas, apesar de ter conseguido, sem grandes esforços, entender bem direitinho do que se trata Birdman, ele nem é dos meus favoritos dos filmes que estou resenhando. Mas eu gostei.

A valorização do trabalho dos atores é o foco constante no entorno em que eles se encontram na história de Birdman. Daí o grande público, aquele mesmo que gosta de acompanhar determinados atores e diretores mas que de repente não entende a coisa da disputa de egos, não se vê ali. Ou, vê e não gosta. Porque né, disputa de egos existe em todas as camadas, em todos os setores, em todas as profissões. Mesmo.

Com muita ironia e autocrítica para o próprio mainstream americano, que pensa em bilheteria com o formato de filmes sobre super heróis, sendo o próprio Birdman fruto disso, ator que um dia já teve sucesso como um super herói (Birdman), mas que agora só pensa em voltar à cena para ganhar respeito. 

Algumas leituras míticas e filosóficas podem ser feitas, como a lenda de Ícaro, já que Birdman vira "um pássaro", numa metáfora de liberdade criativa, e o Super-Homem nietzchiniano, o modelo ideal para elevar a humanidade, segundo o qual não são todos os indivíduos que vão evoluir, mas apenas os mais dotados e fortes, o homem superior. 

Mas no fim das contas, nosso herói só queria aprovação, reconhecimento, ser amado por todos, o que todo artista quer. Todo. O que prega o contrário está mentindo, talvez até para si mesmo.

Inté.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Achismos Pré-Oscar - A Teoria de Tudo



Não sou aquele tipo de cínica que não gosta de filme baseado na história de "alguém de verdade" que traduz uma vida edificante e que emociona todo o tempo. Não, isso não me incomoda. Sabe por quê? Porque filme é ficção, mesmo baseado em fatos reais, porque, como sempre repito, a vida não é vivida em pedaços. Então um filme baseado em fatos reais é isso, um filme, que antes de tudo é suporte da ficção. Portanto, não me incomoda que a ficção se romantize, que é exatamente o que acontece em a Teoria de Tudo.

Li a autobiografia do Hawking, livrinho curto e difícil. Sua filha afirmou que ele era agredido pela ex-mulher, a segunda esposa. A primeira, que aparece no filme, colocou o amante dentro de casa. Pois é. Suponhamos que ele tenha um gênio dos infernos, uma índole horrorosa, que através de sua voz computadorizada profira toda sorte de impropérios. Ainda assim ele é uma pessoa fisicamente limitada (falando o mínimo), portanto toda a forma de agressão e humilhação é uma covardia sem proporções. O que eu sei da vida de Hawking, para além do seu livro Uma breve história do tempo, que eu li, é que ele tem um excepcional senso de humor, por vezes negro, ácido, como bom inglês e, que participou de alguns episódios do meu querido Big Bang Theory. Ou seja, não me parece um monstro, parece pra vocês?

Se o filme romantiza uma vida de perdas, as perdas mais absolutas, talvez o filme queira mostrar a vida que, apesar de tudo, ele merecia. Mais ou menos como acontece em Uma mente brilhante.

Voltando ao filme, que mostra a vida extraordinária de Stephen Hawking praticamente sem nenhuma mácula. O filme tem um roteiro falho, daquele tipo que deixa o filme bem bonitinho. Por outro lado, conta com um ator incrível, Eddie Redmayne, que vale pelo filme todo. Se existe a coisa do "filme de atriz", esse é um "filme de ator" certamente. Na verdade o filme deveria se chamar Hawking, mas tudo bem.

Stephen Hawking é uma existência incrível, um homem extraordinário, que mudou para sempre a forma com que as pessoas veem a física e a ciências. Com a obra Uma breve história do tempo, já citado. Tudo bem que recentemente Hawking escreveu um artigo dizendo que os buracos negros não existem da forma que imaginamos. O trabalho dele era sobre isso, ok? Ok. Uma mudança de posição radical, que não invalida sua obra, mas deixou cientistas perplexos e gerou especulações delirantes coisa e tal.

O que me parece é que depois de revolucionar a física, Hawking quer contar sua história. Deixa ele contar, né? Do jeito dele, extraordinário.




Inté.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Achismos Pré-Oscar - Boyhood



Filme indicado em várias categorias, entre elas melhor filme. Patricia Arquette indicada a melhor atriz coadjuvante, simplesmente tocante.

Acho que já cheguei a comentar o tanto que achei a empreitada de levar uma década filmando, por um propósito criativo, por uma perspectiva estética, uma coisa assim, audaciosa. Um projeto que poderia perfeitamente dar muito errado. Mas não foi o que aconteceu. Pois é, o genial diretor Richard Linklater, responsável também pelo roteiro de Boyhood, filmou a história com os principais atores envolvidos no enredo durante 12 anos.

Boyhood é um filme sensacional, porque mostra as mudanças que sofremos ao longo da vida. Toda a sorte de mudanças, físicas, filosóficas, espirituais. Um filme profundamente inspirador. A cena inicial, em que toca Coldplay enquanto Mason está deitado na grama verde, é uma das mais bonitas e despretensiosas que já vi. Um filme de quase três horas que não fica chato em momento algum. Mas é bom alertar que esse é o tipo de filme para quem tem paciência com cinema de verdade. É um filme que, enquanto proposta, debruça-se sobre a vida de algumas famílias, mostrando sua evolução humana num longo período que atravessa a infância dos filhos. Um filme que ativa nossa autorreflexão.

Além de interessante pela maneira como foi filmado, é interessante ainda por mostrar a evolução de Mason, ao passar dos anos, que começa a vida cheio de perguntas e questionamentos e termina o filme ainda cheio de dúvidas. O que pode ser mais humano do que isso?  A história gera empatia e se torna algo familiar, como a estreia de Harry Potter vivida pela geração dos meus filhos, que é a geração de Mason e de sua irmã.

A mãe, vivida por Patricia Arquette, despertou em mim uma profunda empatia. Como tantas mulheres, como eu, cria os filhos sozinha, acaba se envolvendo em relacionamentos que não dão certo, por conta de escolhas às vezes não muito acertadas, mas em busca de acertar, passa por rupturas, perdas, recomeços e dificuldades das mais variadas. Os filhos e ela.

Destaque para o personagem Bill, aparentemente um sujeito respeitável, equilibrado, admirável, mas que intimida e agride a família na mesa de refeição. De pronto podemos julgar esta mãe, mas só assistindo o filme para ver como ela é rica em nuanças, inclusive a nuança de servir de exemplo para as pessoas. Nunca somos apenas uma coisa, não é mesmo?

Não há como não se apegar à personagem, especialmente em sua fase "síndrome do ninho vazio", momento que super temo em minha vida. 

Óbvio que Boyhood me tocou pela identificação, mas também pelo projeto excepcional que é. 





Bisous.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Achismos Pré-Oscar - Para Sempre Alice




Filme indicado na categoria Melhor atriz, levou o Globo de ouro. Julianne Moore perfeita.

Assisti Para Sempre Alice após os Globos de Ouro e confesso, mexeu muito comigo por conta do que acontece com a nossa personagem principal. Não, não tenho histórico de família, mas tenho um medo absurdo de deixar de me ser, que consiste basicamente no que é o alzheimer. Antes que vocês, que não assistiram, comecem a supor que o filme é sobre a doença, e sobre como as pessoas sofrem, as famílias sofrem, como tudo isso é terrível (e é sim, de verdade, não sabemos) o filme se direciona para outro lado, para a solidão humana, para o desespero de não ser mais quem você sempre foi e para o amor, amor de verdade.

O filme é sobre o indivíduo, não sobre o coletivo que o cerca.

Imagine que você tem a sua vida sob total controle e tudo muda. Desesperador, não é? É no desespero que habita Para Sempre Alice, na fragilidade da vida e das escolhas que fazemos e de como as pessoas ao nosso redor reagem quando toda aquela fortaleza que parecemos ser desaba. Filme sensível, roteiro irretocável. 

A vida é uma soma de dias, de ações e de decisões e suas consequências. E ninguém pode adivinhar quando tudo isso vai se dilacerar. Então, entramos na vida de Alice, as relações familiares, a carreira de doutora em linguística, e, pouco a pouco, algo se mostra errado na aparente normalidade. Na comemoração do aniversário, totalmente “out of blue", Alice confunde uma brincadeira feita pelo genro, ao ironizar a rivalidade da irmã mais velha com a mais nova (filhas de Alice), a ausente naquela comemoração Lydia, com a própria relação dela com a irmã falecida. O equívoco, que poderia ser normal para qualquer pessoa, logo se soma a outros. Como o filme não enrola, Alice procura um neurologista para entender o que está acontecendo. Ela diz que começou se esquecendo de algumas palavras mas que, agora, já vive momentos em que se sente perdida. E vem o diagnóstico: alzheimer precoce. Entre a primeira consulta e o veredicto, Alice aguenta tudo sozinha. Tem medo de falar alto que talvez ela tenha que parar de fazer o que sempre fez ou, parar de ser quem sempre foi. Mas ela ainda é Alice, Still Alice.

 Julianne Moore brilhante, representa muito bem a aflição e a dor dessa história. A progressão da doença, seus sintomas e dificuldades, é tudo muito rápida. Contudo, o filme não se volta apenas para a tragédia das perdas que Alice vai sofrendo (memória, foco, consciência de si e dos demais). Para Sempre Alice tem a grandiosidade de mostrar a luta desta mulher por conseguir ter uma vida digna. 

Nem a Kristen Stewart  estraga o filme. Na verdade ela está até que muito bem.




Bisous.

Eu ♥ Kombis



Como falei no outro post, tenho uma história afetiva com kombis. Sim, eu sou louca, eu sei. Mas faz meio que parte da minha história de vida. Passei minha infância toda indo para a escola na Kombi do Sr. Antonio, transporte escolar da Medalha Milagrosa, a escola onde estudei no Montese.

Depois um dos meus amigos mais queridos comprou como primeiro carro uma kombi caindo aos pedaços, mas que fez nossa alegria durante muito tempo. Barulhenta, esculhambada, o parachoque vivia caindo, mas a pintura vintage era tão fofa. Tinha cheiro de infância, de praia, de ta de de compras de material escolar ao som de Nirvana. E dava pra dormir *_*. Depois meu amigo vendeu a Kombi e comprou um outro carro, menos esculhambado. Na verdade, bem menos esculhambado (cadê você :( ?).

E daí que eu meio que estou nutrindo o desejo de comprar uma Kombi, em algum momento da minha vida. Sim, eu sei que elas não são mais fabricadas, que se conseguir, terei que comprar uma antiga (lindo!) e que Kombis só devem ser uadas como utilitários. Mas sabe sonho? Sonho não tem que ser lógico ou exato. Sonho tem que ser o que é, sonho. E só.






Bisous.

Imagem: E a primeira imagem do post é do filme querido Little Miss Sunshine.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Achismos Pré-Oscar - Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo



Está indicado em várias categorias, entre elas melhor filme e melhor ator, Steve Carell.

Não sei afirmar muito bem o que senti em relação ao filme Foxcatcher, baseado em fatos reais. Procurem no Google, caso não conheçam ou não lembrem do caso. 

Mas o filme é bizarro, estranho. E não é porque o Carell está fazendo um personagem dramático e vilão, nada disso. O filme, o enredo, o clima, é tudo meio estranho, tudo isso permeado por aquela sensação de que algo ruim vai acontecer. E acontece, logicamente. O título do filme no Brasil não ajuda no mistério, porque né, “uma história que chocou o mundo” deixa claro que a coisa toda tem  a ver com um crime. E tem. E não tem. Ao mesmo tempo.

O certo é que Foxcatcher se fez enquanto filme para que seus realizadores pudessem colocar em xeque algumas das certezas da sociedade americana, através do estranhíssimo John du Pont (vivido por Steve Carell). John Du Pont encarna diversos elementos da cultura e valor americanos, que, invariavelmente, são uma farsa.

O filme foi um sucesso de crítica, ganhou tudo em Cannes, contudo, foi um fracasso de bilheteria, especialmente nos Estados Unidos, que sabemos, é terra do combo coma seu hamburger com bastante hipocrisia. Vale lembrar que a diferença entre o remédio e o veneno está na dose. E que muitas vezes a aplicação dos conceitos faz toda a diferença.

 Com um tom amargo constante, Foxcatcher vai contando histórias de gente desvirtuada e que, aparentemente, não tem limites para a própria ambição. E estamos falando mais uma vez do bizarro du Pont. Bizarro porque, avalie a situação: um homem considerado baluarte de sua sociedade, um homem de valores, veja bem, valores yankees, ou seja, homens que levam as suas vidas como John du Pont, até se enraiveceram com algo que fuja da sua concepção do que é justo, e descarreguem uma arma abençoada pela segunda emenda à constituição.

Fazendo uma contra partida com  a promessa de chatice, Sniper americano (eu goso de Clint Eastwood, mas não acho que tudo o que ele faz é perfeito), outra história de alguém que morre por causa de um maluco. Só que, em Sniper, temos um "herói de guerra", já em Foxcatcher temos um "valoroso" sujeito americano se desvirtuando, ou revelando quem de fato é. Com quem o Oscar ficará, não é mesmo?

 Talvez a estranheza que eu sinta em Foxcatcher seja pelo fato de que transformar o assassinato do campeão olímpico David Schultz em filme para escarafunchar os (des)valores da sociedade americana, talvez seja um pouco de mais. Levar para um outro nível, no qual são questionados os valores, as relações de poder e o ambiente em que as famílias abastadas do país estão fundamentadas, Mas também é explorar de forma pejorativa. Cannes gostou.

Outros filmes fizeram isso melhor, começando pelo Beleza Americana, outro filme que eu não gosto, mas que funciona melhor do que Foxcatcher.

Bisous.


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Achismos Pré-Oscar - Relatos Selvagens




Uma coisa que sempre quis fazer e nunca deu em termos de blogagens, uma semana de resenhas bestas sobre os filmes do Oscar que assisti e/ou estou torcendo. Não dava, porque nem sempre eu havia conseguido assistir a tudo antes da premiação ou porque não havia estreado, ou porque eu não pude ir coisa e tal. Mas este ano consegui e cá estou eu para deixar um monte dos meus achismos sobre os indicados ao prêmio mais rico do cinema. O que não quer dizer absolutamente nada.

Começando pelo meu favorito dos que concorrem como filme estrangeiro, Relatos Selvagens, filme argentino de 2014. Assisti faz algumas semanas e foi surpreendente. O roteiro é dividido em seis capítulos (uma espécie de antologia) sem nenhuma relação entre si, só o tema, que é gente aloka perdendo as estribeiras. Mas é perdendo as estribeiras mesmo, radicalmente e sem volta. Todos os capítulos são intensos, selvagens mesmo, mexe com os nossos instintos mais primevos.

Uma comédia de humor negro que apresenta seis maneiras diferentes de nos levar à revolta contra o ser humano, o mundo, a sociedade em si.

Os relatos, como disse, são diversos. Tem uma briga cheia de ódio assassino, que começa de maneira banal numa estrada (muito medo disso). Tem um pai de família aparentemente normal, mas que coloca sua vida em risco por causa de uma multa de estacionamento. Um casamento infeliz, tipo farsa, que se transforma numa comédia negra de erros (meu favorito). Uma garçonete reencontrando um velho conhecido e dá tudo errado. E adolescente bêbado que mata uma grávida atropelada. Pois é, não há respiro, não há o ameno. Nada. Tudo é extremo. E sádico. Daquele tipo de filme que provoca taquicardia.

Uma das comédias de humor negro que mais me divertiram nos últimos tempos (ao lado de Lobos Maus). Filmes consistente, terrível, elenco impecável que no final, me fez ficar com ainda mais medo de brigas de trânsito.




Bisous.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

The girl with the thorn in his side



Organizando e procurando os blogs que eu gosto de ler para, finalmente, editar a lista de links do blog (assim como as outras páginas) descobri que mais um blog querido se foi, o Hello Lolla. Conheci o blog em meados de 2008 e de lá pra cá sempre o procurava para ler e me sentir inspirada, mexida e por vezes incomodada (sim, por que não?) com as postagens. E daí que hoje, no endereço do blog, há uma senha. Uma pena, porque é dos poucos blogs incríveis em língua portuguesa. Uma merda, porque fez com que eu relembrasse do porquê encerrei o Reverbera, querida.

Acho que eu nunca contei abertamente o que me fez parar de escrever lá no Reverbera, querida (que ainda continua no ar, apenas não é mais atualizado). Foi porque me separei. E por quê? Usando vocês como terapia...

Antes do Reverbera, eu escrevia um outro blog, Nights with Violet Skies. Publicava pretensos textos literários, acadêmicos e meus desenhos. E acontece que sempre algo de minha autoria lá do Violet Skyes era utilizado em outro blog, sem a minha permissão. E eu me aborreci e deletei, sem salvar nada. Fazia pouco tempo também que meu gato Mingau havia morrido, depois de meses de muito sofrimento com insuficiência renal. Deixei de falar com amigos por escrotidões minhas, deles, alheias. Toda uma convergência ruim em minha vida. 

Pouco tempo depois disso tudo, conheci uma pessoa, e essa pessoa se tornou meu noivo. Aí, inspirada pela Constance e por um outro blog muito lindo (duma conterrânea) criei um blog diário de noiva, que era o Reverbera. Acontece que mais rápido do que deveria, o noivo virou marido e fomos morar no Rio. O blog se calou enquanto minha vida se reajustava. Meses depois voltei e o Reverbera voltou com outra voz, mais polissêmica, não só versado em noivices. E foi assim, até uma separação muito dolorosa e feia em 2013, que me fez pôr fim ao Reverbera. Mas acontece que eu queria muito bem a um monte dos textos que escrevi por lá, e sei que vocês também queriam, então o deixei por aí. Às vezes ele é muito mais acessado que o Solilóquios, mas eu não ligo ;).

O Solilóquios nasceu da minha vontade de não me calar, de mostrar que ainda estou aqui, da minha teimosia e verborragia, que algumas pessoas não entendem e outras gostam tanto.

Inté.

Imagem: Mozy falando por nós. As usual.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

50 tons de cinza (abuso)



Faltam dez dias para a estreia do filme 50 tons de abuso cinza baseado no livro homônimo. E daí que eu acabei de entender que a tranqueira estreará dia 14 de fevereiro, valentine's day, ou o dia dos namorados (12 de junho é só aqui, ok?). E isso é um absurdo. É revoltando e me dá asco.

Até já comentei alguma coisa com algumas pessoinhas, por conta do fenômeno fanfic, que, de certo modo, acho bacana, porque trouxe à tona uma geração que lê muito. Não necessariamente lê bem. E escreve, inspirado pelos ídolos, geralmente escritores YA. E o tal dos 50 tons de abuso cinza é uma fanfic da série de livros dos vampiros fadinhas, digo do Crepúsculo da Stephanie Meyer. E eu nunca pensei que eu diria isso, mas eu prefiro Crepúsculo e seus vampiros fadinhas.

 E eu li as duas séries. Da Stephanie Meyer eu li os três livros. Já da E. L. James, vulgo autora da outra série, confesso que li os dois primeiros. E o segundo eu li superficialmente, porque simplesmente não consegui terminar. Asco, sabe? Confesso ainda que já estava com asco desde o primeiro livro, que apresenta Anastasia e Mrs. Grey.

Eu posso afirmar que sou filha da contra-cultura, que tive meu quinhão de experimentações, não sou puritana, contudo, 50 tons de abuso cinza me incomodou profundamente. Além de todos os problemas com a coisa da submissão, da humilhação, da leitura desvirtuada das práticas de sado masoquismo (que me incomoda. é a minha opinião) a leitura me deixou um ranço, um amargo que eu não entendia muito bem, até ler um artigo que relacionava a história do livro à pedofilia. Aí aquela coisa que me incomodava tomou forma e me fez muito mal.

50 tons de abuso e agora sem o cinza. Sim, abuso, o livro fala de abuso de um homem mais velho, que é sempre descrito como "poderoso", contra uma menina, que é apresentada no livro com apenas 21 anos, ou seja, maior de idade, mas que sabemos, foi inspirada na personagem de Crepúsculo, Bella, que tem quantos anos mesmo? Entre 16 e 17. E na verdade, Bella soa muito mais pueril. Não sei onde, mas li que Crepúsculo parecia o diário de uma adolescente idiota, cujos hormônios estão explodindo, como se uma menina de 13 anos estivesse por trás da escrita. É quse a mesma sensação em 50 tons de abuso cinza, só que piorada.
Adendo: fora que até em Crepúsculo já tem algo de muito estranho naquele imprinting com um bebê. Pensando bem, eu não prefiro Crepúsculo porcaria nenhuma.

Mas voltando.

E na verdade, Anastasia parece muito muito mais jovem em sua psiquê. Virgem, intocada, quase imaculada, beijara apenas dois rapazes. E só. Algumas vezes a melhor forma de se esconder alguma coisa é deixar à vista. Como mencionei, Anastasia não tinha nenhuma experiência sexual. Nenhuma. Inocente.  A narrativa, que é a voz da Anastasia conversando com o leitor, é a voz de uma menina. É inconfundível. Há muito pouca maturidade emocional e absolutamente nenhuma maturidade sexual. Ela é seduzida por este homem, da mesma forma que um pedófilo seduz uma criança. Estamos lendo a sedução de uma menina por um pedófilo. Ela é quase completamente impotente. Ela é ingênua até mesmo para uma adolescente, e certamente muito mais ingênua do que uma estudante universitária. Ela é incapaz de sequer tomar as mais simples das decisões do dia a dia e deve ser dita o que fazer por seu agressor, e este por sua vez gasta muito tempo e esforço convencendo-a de que isso é realmente o que ela quer. Nojo.

Estamos lendo pornografia infantil. Remove a idade falsa da menina, que não tem base na realidade, e o que estamos realmente a ler é o abuso de uma menininha.

 A personagem principal é descrita com tranças, seu vocabulário "holy cow" parece que saiu da boca do Bart Simpson. Não sabe operar um computador, mas é, supostamente, graduanda em jornalismo. Como? Descreve pula-corda e piruetas. Tem até um amigo imaginário, a sua "deusa interior". Sente vergonha, é espancada e banhada em óleo de bebê. Está sempre sobre ordens do que comer, do que fazer. E além de todas essas evidências, há o fato de que o personagem masculino, Mrs. Grey, é ele próprio um produto do abuso sexual nas mãos de um pedófilo. Sim, eu não li a trilogia completa, mas eu sei do que se trata. 

A menina cujos pensamentos ouvimos a medida em que é abusada, reconhece este aspecto do agressor, mas aparentemente é muito ingênua ou não quer perceber que ela continua esse ciclo de abuso, o que reforça a ideia de que ela é realmente apenas uma criança.

E você que leu 50 tons de abuso (sim, abuso!), e está na contagem regressiva para lotar os cinemas nesse novo e nefasto fenômeno mundial, procure ajuda. Sério e por favor.

Até mais. 

Imagem: Mãe morta de Munch.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Curso de Letras ♥



Faltam algumas horas para o Sisu 2015 abrir suas inscrições e me ocorreu, agora de véspera, que prometi faz um tempo, uma postagem sobre o curso de Letras. Fora que ao longo do ano passado, alguns alunos me perguntaram sobre o curso. É que não gosto de fazer alarde, não preciso espalhar para os quatro cantos que, de alguma forma, influenciei a escolha profissional dos meus alunos. Também não preciso me vangloriar por uma nota alta no Enem de algum aluno meu na prova de códigos, especialmente se o aluno já é excepcional por si só. O mérito é todo do aluno, para mim basta a alegria. Mas tem uns colegas que querem conquistar o lugar no grito, sei lá.

Vamos lá, o curso de Letras. 

Eu cursei Letras na Universidade Federal do Ceará (UFC), há duzentos milhões de anos atrás, turma de 2003. O Enem era então a primeira fase da UFC, a prova era bem diferente, mas já igualmente cansativa. Os resultados eram dados em percentual. E tinha a prova da UFC, que eu confesso, sinto aquela saudade, que a gente sente de rua de paralelepípedo, que tem lá seu romantismo, mas na verdade é uma desgraça. Pois é, eu sei que os modelos dos agora quase antigos vestibulares eram equivocados, onde só cabia a decoreba com pouco ou nenhum espaço para a reflexão. Eu sei de tudo isso, mas sinto falta da lista de livros da prova de língua portuguesa. Então, não é de se estranhar que a prova de códigos e linguagens não dá espaço para a gramática normativa, mas sim para a reflexão sobre o uso da língua, questões de apreciação estética e interpretação. 

Dia desses, numa discussão com uma colega professora de português como eu, mas com uma formação profundamente diferente, eu afirmava que não havia espaço para gramática normativa no Enem, ela meio que se aborreceu comigo e perguntou o porquê de não estarmos desempregadas então. Bem, se a persona padecer de pouca ou pobre formação linguística, é bom que procure estudar  e acompanhar as mudanças, do contrário mude de profissão, porque as coisas estão mudando. No meu caso, estou sempre estudando e procurando me informar sobre a minha área: livros, textos, autores. Fora a formação quase impecável que o curso de Letras da UFC me forneceu. 

Mas vamos lá. O curso se estrutura assim: língua portuguesa e literatura (tem a língua estrangeira para quem faz habilitação em inglês francês, etcetera). O estudante de Letras da UFC vai entender a língua portuguesa mediante os conceitos linguísticos (e existem várias linhas). Na minha época, o curso ainda era bastante estruturalista, olhando de soslaio para a linguística de texto e a análise do discurso. E isso foi profundamente enriquecedor para minha formação. Lembro como hoje, numa das primeiras aulas de Introdução à linguística, a Profa. Hebe Macedo afirmando que a gramática estava equivocada; como aquilo foi impactante e libertador. Então, se você acredita que no curso de Letras você vai estudar análise morfossintática do jeito que está na sua gramática do ensino médio, não, você não vai. Você será convidado a refletir sobre a morfologia, a morfossintaxe, a sintaxe, sobre história da língua numa perspectiva linguística, como ciência. E isso é lindo. Não consigo levar a sério um curso de Letras em que não se estude linguística. O que adianta se repetir num curso universitário que uma substantiva subjetiva tem função de sujeito em vez de refletir sobre o processo de subordinação das subordinadas substantivas? Isso é conteúdo de ensino médio.

Já na literatura também desistam dessa coisa das datas, dos autores e das escolas literárias. Sim, até que a gente vê, com a ajuda do Alfredo Bosi por exemplo, mas os estudos literários no curso de Letras vão além. Parte essencial do curso é para desenvolver o olhar crítico, orientado por autores que vão do Antonio Candido ao Adorno. 

Dinheiro. De novo citarei a Profa. Hebe Macedo (musa) que nos avisava logo, quem almejava a riqueza estava no curso errado. O curso de Letras da UFC é uma licenciatura, ou seja, é um curso de formação de professores e professor, via de regra, não fica rico. Mas pode sim viver com dignidade. Começo de carreira é difícil para a maioria, porque é preciso exercer a profissão em jornadas longas, em escolas com hora aula baixa e às vezes mais de uma escola para conseguir se manter. E ainda é preciso indicação, porque a maioria das escolas particulares só contrata assim. Entre dois e quatro anos de experiência, já se pode encarar um concurso para professor efetivo de uma escola técnica ou da rede pública comum. Os salários não são altos, contudo pagam sim melhor do que a maioria das escolas particulares numa jornada de 40 h semanais. Fora a establidade.

Conselho. Durante o curso, entre para um grupo de pesquisa da área que tenha mais afinidade, linguística ou literatura. Mesmo que não consiga uma bolsa, seja ouvinte. É nos grupos de pesquisa que você encontrará o caminho mais fácil para uma pós-graduação, mestrado para começar. Isso enriquece o seu currículo (enriquece como pessoa também) e aumenta o seu salário num concurso público. Adendo: as escolas particulares não dão a mínima para o seu diploma de mestre, tampouco de doutor. Porém, as faculdades particulares ligam sim para o seu diploma de pós-graduação, mas também só contratam por indicação.

A melhor coisa do curso de Letras: o acesso a todo um mundo novo de conhecimentos. 

Sim, o curso se divide, como expliquei, quase numa metáfora para a dicotomia sausssureana (Língua x Fala), linguística x literatura. mas somos apresentados a muito mais. Filosofia, sociologia, as disciplinas de história da arte estão do outro lado da Avenida da Universidade, pode assistir como ouvinte (eu fiz isso). A Casa Amarela e todo o seu mundo de audio-visual está no outro quarteirão. E tenho certeza que em outros cursos de Letras pelo país, a interdisciplinaridade se faz presente.  

Não é à toa que Letras é um dos cursos mais antigos. O curso de Letras da Sorbonne tem a idade da universidade, cerca de 800 anos. Óbvio que o curso mudou sensivelmente, no começo não existia a linguística. Aristóteles, em sua Poética Clássica, alguns mil anos atrás, já falava da ciência sem nome, que investigava a poesia. Como afirmei, é um curso enriquecedor, que faz parte da história dos estudos acadêmicos pelo mundo. 

No Brasil é muito desprezado e padece de um certo problema: a maioria dos alunos tranqueira escolhe Letras, pois não passam para outro curso. Ah, fora os familiares profetas do mal que sentenciarão que você morrerá de fome, porque fez Letras. Olha, eu ainda não morri de fome. Fiz, algumas escolhas erradas, que não foram em absoluto culpa do curso. Tenho conhecidos com formação em Letras, pós-graduados, recebendo salários consideráveis, que lhes possibilitam uma vida confortável e com alguns mimos, tipo viajar frequentemente.

Ah, uma vez formado (e pós-graduado) em Letras você pode praticar seus conhecimentos em outras áreas, em jornais e revistas como revisor, que eu particularmente acho lindo.

P.S.: A escrita desse texto tem um outro significado, mas só conto depois. Se eu decidir contar rs.

As dez melhores graduações de Letras do país

Universidade Federal da Bahia (UFBA) 
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) 
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) 
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) 
Universidade Estadual Paulista (Unesp) 
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) 
Universidade Presbiteriana Mackenzie (Mackenzie) 
Universidade de São Paulo (USP)

Onde fica o curso de Letras da Universidade Federal do Ceará (UFC)? Salvo engano, em 11ª. Com certeza entre os 20 melhores

Bisous.

Imagens: Fernando Pessoa que cursou Letras, mas abandonou o curso, porque né, pois é.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Golden Globe 2015 e suas surpresas




Quando a gente pensa que nada pode surpreender, tipo, uma cerimônia do Golden Globe que estava assim, murcha, insossa, sem graça, com gente feia ganhando - que é o de sempre, porque todo mundo sabe que o Golden Globe é vendido - as surpresas vêm e são bacanas, e são lindas.

Primeira surpresa



 Como treinar seu Dragão 2 ganhando prêmio de melhor animação. Sim o filme é do tipo blockbuster, muito dinheiro envolvido na causa, bilheteria absurda, então qual o motivo da surpresa? Porque não é o tipo de animação que ganha Golden Globe. Geralmente é a indicação tão rica quanto, só que favorita, e às vezes não tão boa. E Como Treinar seu Dragão é das animações muito muito boas. Tudo bem, em termos de técnica de animação não há nada de mais, só que em termos de história e conteúdo a conversa é outra. Baseada na série de livros homônimo - que eu super recomendo que vocês leiam, leiam muito, leiam pra caramba - é divertida, é rica e tem sua profundidade. Como não amar Toothless (Banguela)? Apesar do fundo fantástico, com dragões alados na era dos vikings, no âmago da história a gente vê que Como treinar seu dragão fala de amizade, de família e de crescer, que às vezes dói. As relações estabelecidas entre pessoas queridas e toda a complexidade dessas relações. Inclusive a perda.

Segunda surpresa



Amy Adams ganhando por Big Eyes, como melhor atriz de comédia. Um filme do Tim Burton, gente! Eu não tinha a menor esperança. Ninguém tinha, nem ela mesma rs. E eu amei Big Eyes e eu amo Amy Adams.

Terceira surpresa. A maior surpresa da noite.



Hotel Budapeste ganhando como melhor filme de comédia e/ou musical. Ganhou de Birdman, que era o favorito. Fora que é Wes Anderson, que é tipo, um novo Tim Burton, que todos amam odiar, porque trabalha com uma estética completamente diferente, fora dos padrões e das caixinhas da vida.

Como sempre, o mundo pitoresco de Wes Anderson foi criado para parecer uma maquete perfeita, que alimenta os sonhos de quem é fã dessa estética, tipo euzinha. O Grande Hotel Budapeste é um resort excêntrico, segue a ideia de uma incrível casa de bonecas, cheia de cômodos coloridos, personagens intrigantes, histórias, diversão, confusões e mistérios. A assinatura de Wes Anderson é marcada por imagens simétricas e detalhadas, que foram envolvidas por um clima nostálgico para oferecer uma experiência única. É uma homenagem ao cinema clássico, arrancando sorrisos e suspiros durante os seus 100 minutos de duração. 

Wes Anderson provou que não tem medo de abraçar o passado e sair da realidade e eu acho que aí que reside o problema das pessoas com diretores como Wes Anderson e o próprio Tim Burton, as realidades alternativas, a arte como escapismo. Não entendo essa necessidade do povo de que a realidade seja retratada, até porque, por mais que um filme se aproxime da realidade, nunca será realidade, visto que, antes de qualquer coisa, tratamos de ficção, de projeção, mesmo em documentários, porque vida não é vivida em pedaços e em recortes. Mas continuando. Wes Anderson é dos poucos diretores do cenário atual com a capacidade de articular uma visão tão original aos meios para expressá-la com liberdade. Não há dúvidas que as principais características, que diferenciam Wes Anderson dos demais, são sua sensibilidade e estética predominante. 

E vocês viram que eu amo amo amo The Grand Hotel Budapeste? Pois é. E Amei Big Eyes, então fiquei super feliz. E surpresa com os globos de outo 2015.

Bisou.


domingo, 4 de janeiro de 2015

Como fazer um Blog




Dia desses uma fofa me perguntou como fazer um blog. Criar, na verdade. Como já me perguntaram isso algumas vezes, decidi fazer um post rapidinho para explicar como, onde e o porquê.

Adendo: Pode ser que alguém passe por aqui e ache a postagem ridícula, do tipo óbvia ululante. E é. Mas leve em conta que absolutamente tudo é relativo. O que é óbvio pra gente, pode ser a descoberta da roda pr'alguns. Não custa compartilhar a informação.

Qualquer um pode fazer um blog? É pago?

No Reverbera, querida!, meu antigo e querido bloguito, costumava escrever umas postagens filosóficas sobre o tema bloguelândia (blogosfera me dá vergonha alheia). Vivi e sobrevivi a tal era dos blogs, quando houve um crescimento absurdo da importância dos antigos diários virtuais, que passaram a ser formadores de opinião. Começaram a chamar a atenção, owners a ganhar dinheiro e daí virou negócio. Nesse tsunami, um monte de gente se perdeu, outro bocado se firmou e houve quem sobrevivesse, just like me. Eis que fica a pergunta, quem pode escrever blog? E a resposta é: qualquer um. Não precisa saber escrever, nem ter assunto, porque tem um monte de blog monotemático enriquecendo blogueiro por aí. É relativo.



Sobre dinheiro.

Conheço duas plataformas de blogs gratuitos, os melhores, os mais antigos: Blogger e Wordpress. É só preencher o formulário e criar seu bloguito, não paga nadinha de nada. Depois, ou mesmo antes, você pode comprar o domínio (o nome do seu blog). Precisa de cartão internacional. Mas não é muito caro. Acho mais adequado para blogs que funcionam como marcas ou que ja são marcas, tipo o Dia de Beauté, que acompanho faz anos, acho que era Wordpress, daí passou pra Vogue (a owner é editora de beleza da Vogue Brasil). 

Ganhar dinheiro com blog? 

A maneira mais simples é deixar o Google anunciar, a própria plataforma do blog dá a opção. Particularmente acho que deixa o visual poluído. Fora que é meio caça-níquel, mas é apenas a minha opinião. Caso seu blog chame atenção, seja lá por que motivo for, aparecerão anunciantes, uns bons, outros muitos péssimos, querendo comprar espaço no seu blog por centavos. Cabe a você decidir.

Blogger ou Wordpress?

Obviamente eu prefiro Blogger. Por quê? Porque é infinitamente mais simples, dá pra alterar toda a formatação, configuração, mexer em html sem precisar pagar uma versão avançada, o que acontece com o Wodpress metido a besta. Deu pra perceber que acho o Wordpress antipático? Pois é, eu acho. Aquela coisa "eu sou profissional", acho um saco. Eu escrevo blogs desde 2004, acompanho blogs desde 2001, sou velha-guarda, do tipo que ainda manda flores ♪♫ ainda acredita no vinil, em câmeras analógicas, na tapioca de frigideira e no blog como diário pessoal, tipo o Vodka Barata.

Tenho uma sugestão fuefa e moderninha que se chama Tumblr. Pra quem não conhece, é tipo o sucessor do blog, só que os blogs não acabaram, daí que as duas plataformas meio que competem. Uma competição saudável. O certo é que o Tumblr é um "blog de imagens" que também pode ser escrito. Não tem comentários, o que eu acho legal. E tem reblogagem, que eu acho muuuito legal. Amo: Weird things customers say in bookshops.

E agora umas fotinhas fofas, com gatinhos e cordão de luzes, porque né, meu bloguito é fofinho *_*.







Bisous.

Imagens: T2i.

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