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sábado, 30 de dezembro de 2017

O que mexeu comigo em 2017 - filmes


Continuando, ou tentando continuar com a minha fuga do peso cotidiano, a fuga pela fruição das artes, os 14 filmes que me marcaram em 2017.



1. Demônio de neon - É um filme de 2016, mas que só consegui assistir em 2017. Que fotografia escândalo da porra. Pra quem curte exposição, abertura, macros, cores, texturas é "O Filme". Mas o enredo/roteiro (desculpa o meu eu literário/lírico) também pode vir a gostar da fome, do alimento, da joça toda.

2. Corra - Engraçado que fui ao cinema ver Corra, super empolgada e, ao assistir, eu não curti. Na verdade cheguei a não gostar. E quando acordei no outro dia, já o odiava. Aquela coisa da inveja branca e tal, achei mal elaborada. Mas, com o passar das horas, dos dias, dos meses, reassisti o filme e gostei bastante. Então, é um filme cuja história deve assentar, que nem marinada. Eu só tiraria aquele humor desnecessário, mas né? Quem sou eu na fila do cinema?



3. It - Assisti no mesmo dia de Corra, nem lembro agora qual primeiro. Como já havia assistido a versão antiga pra tv, fiquei fazendo as comparações e distanciamentos necessários. Gostei. Gostei muito até, mexeu com meus frames oitentistas.

4. How to talk to girls at parties - Um cinema que atira para cima e acerta um planeta sem nome, cria novos lugares e nos solta da mente, um legítimo exemplo de subvenção onírica. Uma festa da qual eu jamais sairei. 

5. Happy end - Insira aqui aquele palavrão <PQP>. Existe essa vertente de cineasta que pratica uma vida ficcional obscura para se livrar do próprio horror corrosivo, entrega um tipo de cinema que funciona como um matador de aluguel 'a favor' do inconsciente coletivo. Na concepção cristã, Haneke não vai pro céu. 

6. Mulheres do século XX – Assisti dia desses, já estreou pelas canais Max. No sul das sobrancelhas, algo grande acontece, porque as sombras do todo são sempre nossas também, e sabem disso os olhos. Ora emocionada muito, ora emocionada bastante, continuo encantada com essa hora e meia de dia desses, essa que também te espera, bemvindamente.



7. La la land - Um conselho: não procure a felicidade em La La land, aliás, não procure a felicidade, nem La La land. Fique bem distraído, se distraia sem se preocupar em preencher a lacuna, tome sorvete no frio, se desligue do antes, tudo depende ou então não era mesmo o guichê da alegria. Ou, ou, talvez, tenha eu sido um dos enganados e confesso: estou adorando a ideia. Porque eu também me rendi e fiquei meio la-la-lover. 

8. Moonlight - Um balcão de especialidades que não pode passar batido para quem a infância foi o prólogo de uma cicatriz, e as cicatrizes não envelhecem, principalmente para quem a cor ardeu em ofensas. A criança reaparece num futuro qualquer. E eu também desço do palco, porque tudo o que posso é aplaudir. 

 9. mãe! - Ainda que alguém tente explicar o que esse filme queria de nós, a resposta são todas as respostas. Estamos entre o melhor e pior que o cinema é capaz. Odiei com meus mais profundo amor, amei com o meu ódio mais sincero, mas definitivamente não me sinto no meio.


10. Star Wars, Os Últimos Jedi - Toda vez que eu ler ou ouvir "A long time a go, in a galaxy far, far away from here", meu coração vai se acender. Com Luke, Darth Vader, Kylo Ren, Rey, BB8 (ainda quero o balde de pipoca) porque decerto, sempre quis fugir daqui, seja onde for o aqui.



11. O estranho que nós amamos - No sul profundo, em algum bosque encantado, isolado e sombrio, com toques fantásticos. Nesse ínterim temporal, donde cresce cogumelos e se explode o conflito, que se encontra o soldado ferido, o inimigo nortista que acha refúgio entre os confederados, num internato distante, aos amores e humores de oito mulheres. Uma coisa gótica sulista. Você fica esperando o Lestat aparecer. Um mundo feminino em tons pastel, de bordados e jardinagem. Com sua propensão para a beleza, Coppola filma no chiaroscuro, na nevoa e no crepúsculo, seus personagens bem alinhados, confortáveis em seus espartilhos, renda e algodão.Um toque de Barry Lyndon, lavanda, caçarola de pêssego, um humor incomum, inesperado e voilà: Um belo filme sobre a tensão voraz e mortal do tédio.

12. Alien Convenant - Fiz um post gigantesco sobre o filme, depois do impacto de assisti-lo, eu, cujo maior medo é duma criatura tipo xenomorfo. Mas daí apaguei, achei pretensioso, longo, chato e carente. Sou tão carente que logo logo, viro escritora. Já viu bicho mais carente do que escritor? Que precisa da companhia do olho alheio pra se fazer vivo? Pois então. Mas Convenant foi odiado por todo o universo geek, que se diz fã de Ridley Scott, acho que só eu gostei. Gostei até demais. Sonho com David me eviscerando vez ou outra. Ele de mãos dadas com Pennywise. E nasce um novo vilão, odiado de dentro pra fora, recitando Ozymandias.

13. Logan - Gente do céu, como eu chorei. Que maravilhosa é a capacidade de nos tirar do sério. Arte é isso, é tirar do sério. Sim, ainda mais quando acontece num filme sobre personagens de HQs, que fala de solidão, velhice, doença, legado, cansaço, dor e perda. Daí o recomeço, e aquele garotinho segurando o boneco do Wolwerine.




14. Animais noturnos - Este também de 2016, mas que só assisti em 2017. E que pancada seca. Interessante é reparar, para além do filme, a apreciação deste. Uns veem o pobre do cara que exorciza suas dores num livro pra ex-mulher. Já outras (sim, no feminino mesmo) veem um macho escroto que por despeita cria uma história horrenda onde mata a mulher e a filha de uma maneira brutal. Um filme sobre o que é a misoginia.

Inté.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

O que mexeu comigo em 2017 - Livros e afins



Foi um ano duro, como eu já falei, um desdobramento de todo o peso de 2016 (e caso não tenha sido ruim pra você, parabéns), mas a gente sempre encontra um jeito de tentar sublimar a treta que, no meu caso, é através das artes: um livo novo, uma série, filmes, etc. E deixarei aqui o que salvou meu ano em termos livrísticos.

Livros.

Li pouca coisa nova em 2017. Reli muitos livros queridos, aliás, um velho hábito. Reli muitos trechos do Sopro de vida da Clarice, os diários da Virginia. Mas comecei umas leituras novas, uns nomes meio que inéditos pra mim. Confesso que não gostei da maioria, não por ser ruim, mas por não gostar, simplesmente por não gostar. E eu não sou aquela pessoinha que vai amar a Tércia Montenegro simplesmente porque todo mundo de Fortaleza ama a Tércia Montenegro. Ou a Socorro Acioli. Apesar de que não há defeitos na escrita dessas moças, apenas não me permite fruir. 

Clubes de leitura

Aí teve essa coisa dos "clubes de leitura" aqui por Fortaleza. Bem, clube de leitura é um negócio vintage, data do século XVIII. Na Inglaterra, nos idos das irmãs Brontë e da Jane Austen, era o hit do inverno. Eu acho a ideia uma fofura e, como professora e apaixonada por literatura desde que me entendo por gente, acho lindo, e faço votos de que fique pra sempre. Contudo, não é pra mim. Se eu participasse de um, haveria de ser algo bem mais intimista, quase como uma coven de bruxaria.

O ano teve um livro pra mim.

Falando em bruxaria, coisas sobrenaturais, o livro que marcou o meu ano, eu me dei de presente em março, no meu natalício, e foi A Garota Submersa, edição linda da editora DarkSide, que eu super queria que me apadrinhasse, mas né? Confesso que comprei o livro pela capa, pela beleza. É um dos meus livros mais lindos: capa dura, sem informação alguma na capa ou na contracapa, com dorso em rosa choque e aqueles arabescos e libélulas sobre o preto que envolve a história de India Morgan Phelps suas sereias e lobisomens. E que história. É assustador, é sensual. É lacaniano e lovecraftiano. Sensacional. Comecei a ler de verdade mesmo numa rua cheia de árvores da antiga Jacarecanga. O fronte das árvores assomando em sombras pelas páginas, ornando com a diagramação. Um livro estranho, uma leitura estranha, duma leitora estranha.


O livro fala de águas turvas da memória, dos contos de fadas de Perrault, dos mais assustadores. Exala do livro um cheiro agridoce, um miasma de alguém que já viveu ou foi sensato um dia. Há maresia nas entrelinhas e nas garras dos lobos, dos corvos e das sereias que se deparam com o Dália negra. Não é pra gente boa da cabeça. Não é um livro que faz bem. É pr'além de triste. É soturno e ineficaz, incompleto. E continua, como quem se depara numa rua sem saída, mas que tem um muro com heras que te chamam a pular. O pulo no abismo, no canto das sereias, com corais e águas vivas adornando os cabelos cor e de lodo. Boa sorte pra quem quer se perder. Ou submergir.

Inté.

Imagens: Girl on the river, no livro A Garota Submersa é atribuída a Phillip George Saltonstall, foi inventado pro enredo, mas a ilustração que é inspirada no livro é de Michael Zulli, um dos principais ilustradores de Sandman de Neil Gaiman (que por sinal, adora o livro).

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Resoluções, sinceronas e possíveis, pra 2018



No tempo em que eu fingia que era uma pessoinha doce, dulcíssima, eu fazia as tais listas tradicionais de resoluções inspiradoras pro ano novo. Acho que só ano passado que não fiz esta babaquice. Sim, eu já reparei que estou deveras cínica, meu filho me falou isso semana passada. Pois então, resolvi fazer a lista que sempre me ocorre, não pra agradar e/ou inspirar seu ninguém, só porque me deu vontade de dizer o que realmente acho que consigo fazer por mim em 2018.

1. Não matar ninguém. Quase todo dia eu tenho ímpetos assassinos. tenho vontade de estrangular alguém, de meter a cabeça d'outrem num meio fio, especialmente gente escrota, ruim, safada. Tipo racista, gente que debocha da pobreza alheia, assediadores e práticas nefastas desta feita. Tipo o cara que bateu na minha filha caçula, que estava de braço dado comigo porque ele supôs que éramos um casal lésbico. Se eu tivesse uma arma, eu teria usado. Então, eu preciso me controlar pra não matar ninguém, já que será um ano uó, com eleição presidencial (tanto de merda que eu vou ouvir, minha deusa) e Copa do mundo.

2. Ignorar o máximo possível gente sebosa, tipo essa classe média brasileira que é ridícula, ou ainda, o pobre burro de direita, homofóbicos, gente que usa religião pra ser ruim, esquerdomacho, aliás, machos héteros cis em geral. Deixar estas pessoas falarem o que quiser, e não me abalar, porque eu não posso lobotomizá-las, tampouco o item 1 das minhas resoluções. 

3. Comprar um iPhone novo que o meu já era. Comprei um tempo atrás um 5c, que foi o que deu. Está funcionando bem, mas parou de atualizar. Daí né? Pois é. (Na verdade, tem um monte de coisas que eu quero comprar em 2018, tipo uma tv 4k, uma câmera nova, novas lentes, um note novo, um pc de mesa maneirinho, mas né? Proletária sofre).

4. Neste momento estou com um plano de reproduzir, um pouco, aquela parede linda do quarto da Amélie Poulain. O plano consiste em pintar a parede dum vermelho próximo, fazer umas estrelinhas de stencil e imprimir as telas de Michel Sowa do cachorro com o cone e do ganso. Vamos ver.

5. Parar de adotar gatos. Sou praticamente uma ONG que ninguém ajuda e que ninguém liga.

6. Ir a todos os cafés que planejei em 2017 e não fui (só fui ao Mercado do Café e ao Viriato). Incluindo a Sublime, a Sablé, o Consulado do Café, Amika.

7. Ir a todas as hamburguerias que planejei em 2017. (Não fui a nenhuma): incluindo Porpino, Barney's, Burger Street 1130. Este ano só rolou McDonalds, Burger King e o podrão da Praça da Gentilândia. Triste.

8. Encontrar uma casa com tudo o que eu, no momento almejo, dentro das minhas possibilidades, nos arredores da Praça da Gentilândia e da Reitoria. Bem difícil. Na verdade, eu sonho com uma casa tipo a casa do restaurante Mandir. Mas podia ser a do Rango Verde também. 

9. Quero livros! Novos, usados, roubados, ganhos, tanto faz!

10. Voltar a adquirir novos membros pra minha coleção de toys, artigos de décor, Blythes, porcelanas.

11. Comprar a bolsa da Chopette do Karl Lagerfeld.

12. Quero voltar a comprar material de desenho e pintura e voltar a desenhar e pintar. 

13. Comprar 10 biquinis pra mim.

14. Ir mais ao cinema.

15. Terminar de pagar uma parte das minhas dívidas, quem sabe tudo. Comecei em 2017. Aliás, foi uma das melhores coisas do ano, mas não me livrei de todas. Ainda.

16. Comprar uma cesta de pique-nique e fazer ao menos três pique-niques.

17. Comprar, ao menos, 5 packs de Tarot, fazer para cada um dos Tarots uma caixinha decorada.

18. Fazer meu altar da Arte, voltar às minhas raízes bruxísticas.

19. Fazer 4 tatuagens pequenas e duas de tamanho médio, todas com mulheres tatuadoras aqui de Fortaleza. Este ano fiz uma.

20. Falar bem pouco em ambientes sociais. Deixar as pessoas falarem, parar com a carência de ser ouvida, seja por alunos, colegas, filhos, afinal, blogs servem pra isso ;).

Inté.

Imagem: Detalhe do quarto da Amélie Poulain.

P.S.: Óbvio que eu também quero ganhar na loteria, destruir o patriarcado, passar no concurso da Seduc, descobrir o sentido da vida, dormir 12 horas seguidas, decidir qual mestrado eu quero (história, literatura, arte) e ser selecionada dentre outras coisas, tantas coisas. Mas a lista é de coisas possíveis mesmo mesmo.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Maquiagem boas bonitas e baratas



No post de ontem do 6 on 6, mostrei que uma das alegrias do mês de junho foi comprar um monte de maquiagem, porque poucas coisas são tão legais quanto make up. Ao menos pra mim, é claro.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Hoje é dia de Rio ❤



Hoje é dia de São Sebastião, padroeiro do Rio. Fazem exatos três anos e cinco dias que saí de lá. E quem me acompanha sabe que venho padecendo de um arrependimento contínuo. Por mais que eu tente me convencer de que não havia outra opção, dada a situação medonha em que eu me encontrava, foi uma decisão equivocada a qual estou pagando meio que caro.

domingo, 1 de janeiro de 2017

2017, I hope so


Realmente, não faço a menor ideia do que será feito de 2017, mas bem que podia ser um ano com menos sofrimento pelo mundo. Espero que seja. Por favor 2017, seja. Eu estou com medo, mas eu não vou estagnar, tampouco me conformar, porque tem que ser feito pela gente, mesmo sofrendo e com medo. Nunca que me conformarei com a minha situação e com a situação dos outros, porque os outros me importam. 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Pedalar em 2017 ❤


Natal está chegando, Ano Novo também, e junto com estas datas queridinhas, os desejos e planos para o novo ano que está chegando. E como 2016 pra mim foi difícil, coisa que, aliás, vem se repetindo desde 2013, o que eu posso esperar pra 2017? Uma hecatombe? Sei lá.


domingo, 3 de janeiro de 2016

Resoluções felizes (e francesas) para 2016



E eu tomei a resolução de que meu 2016 será mais francês ou seja, mais baguetes, vinhos, queijos, maçãs. Ah, e só tomarei banho no verão. Brinks, até porque é verão o ano todo em Fortaleza e eu amo tomar banho ;). Mas sabe, viveria muito bem à base dos itens que enumerei acima. Mas essa coisa do ano mais francês é brincadeira até certo ponto, porque uma das minhas metas para 2016 é justamente retomar meus estudos de francês, por isso mesmo escrevi minhas resoluções en français! De começo estudarei em casa, lendo, tentando escrever, consultando uma grammaire quando o drama for grande e, quem sabe, volto a estudar formalmente, se assim for possível.


Gosto muito de resoluções para o ano novo, amo fazer listas e, apesar de ser ariana (dizem que arianos não terminam nada que começam) eu gosto também de cumprir metas e itens de listas (talvez por conta da minha lua em touro, apegada com as coisas, pé no chão; terra é sempre bom no mapa astral). Mas confesso que nos últimos três anos mal ou pouco tenho cumprido as metas que tracei para mim mesma, 2013, 2014 e 2015 que não me deixam mentir. Aconteceram muitas coisas complicadas na minha vida nesses anos que atrapalharam o meu rendimento em outros setores: a procrastinação, a tentação de ficar em posição fetal no sofá da sala, zapeando ad infinitum as canais da tv, sendo tragada para dentro da NetFlix e seu encantador mundo de séries com temporadas incríveis e completas, tudo regado a muito café, coca-cola e sorvete, especialmente após corrigir 300 redações. É muito fácil se render ao cansaço e não criar coragem para fazer algo por você, que não seja procrastinar. E é outra meta importantíssima que assumi esse ano, nada de procrastinação!


Outra coisa a ser abandonada é a negatividade (em todos os aspectos), aquela vibe "ô vida ô azar" que me acompanha invariavelmente, porque também é difícil se manter positiva quando tudo parece dar errado. Tinha uma conhecida que afirmava que "não há nada ruim que não possa piorar" e isso ficou na minha cabeça dando voltas e mais voltas, ao ponto de praticar o discurso do inverso, tipo, um dos gatos está lindo e saudável, mas não podemos dizer que está, não, ele está horrível e pra morrer. Absurdo, né? Pois é. E logo eu que preguei minha vida toda o poder e energia das palavras. Mas veja bem, é ser positivo e não arrogante. Uma coisa é confiar no seu potencial e acreditar que é possível, outra coisa é ser presunçoso.

No mais, tenho as minhas pequenas resoluções, que coloquei no meu quadro de inspirações, assim como o mantra do ano e as minhas metas mais sérias e acertivas que farão minha vida e dos meus amores deslanchar.

Lema de vida: la parole est d'argent le silence est d'or!


 

Bisous.

Imagem: T2i.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Minha (da Rory Gilmore) lista de livros - Nova aquisição


O desafio literário da Rory Gilmore é muito fofo e despertou em mim o carinho que tinha e que ainda tenho pela série Gilmore Gilrs, mas acredito que esse seja o último post sobre. É meio chato isso, vou largar de mão. Até porque eu já li a maioria dos livros da lista da Rory. O que a tal lista suscitou em mim foi a vontade de comprar novas edições dos livros que li, ou mesmo comprar os que li, mas que não tenho. E isso eu continuarei fazendo.

Como último momento das postagens (que foram bem poucas) sobre a lista de livros da Rory, a edição escândalo que comprei da editora Barnes&Noble.







E ainda, a edição, também escândalo, do Dracula, da mesma editora. Comprei na Saraiva numa promoção maravilhosa e ambos saíram por menos de 60 moças da república, o que é bem barato se considerarmos a qualidade dessas edições e toda a sua beleza.





Barnes&Noble ❤


Bisous.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Minha (da Rory Gilmore) lista de livros - Aquisições



Estava testando a câmera quando tirei esta primeira foto e gostei tantotanto, que resolvi usar para abrir o post. Nem sei se consigo reproduzir se tentar, mas tentarei.

Demorei um pouco, mas cá estou eu para mostrar as minhas recentes aquisições daquela lista da Rory Gilmore. Não foram muitas aquisições, mas foram consideráveis. Algumas baratinhas, outras nem tanto, outras lindaslindaslindas, tanto que às vezes coloco na cabeceira e adormeço admirando a beleza, tal qual poeta ultrarromântico pela musa idealizada.


As Aventuras de Huckleberry Finn, Mark Twain 




É da editora Barnes and Nobles, é seguramente uma das minhas edições mais lindas. Capa dura, com um lindo trabalho em relevo e letras douradas. O dorso das páginas é azul, gente, Azul! Aliás, essa editora tem algumas das edições mais lindas que já vi e são total desejo de consumo livrístico. Comprei na Saraiva e nem acreditei no valor, à época 36 moças da república (R$), achei muito baratinho por toda a qualidade e beleza envolvidas.


Jane Eyre, Charlotte Brontë




É da editora Penguin Books, da coleção Classics, capa dura em tecido, um primor. Comprei na Cultura aqui em Fortaleza. Não foi a coisa mais barata do mundo, mas é uma edição tão linda, que ai de mim, valeu.


Divina Comédia, Dante 






Na verdade só a parte do Inferno, mas a edição é tão bonitinha, capa dura em tecido e bem baratinha, coisa de R$ 10,00.


The secret life of bees



Encontrei sem querer na Bienal do Livro do ano passado, lembram? Foi bem baratinho. Ao menos eu achei, 18,90.


 Several biographies of Winston Churchill



No sebo do Seu Geraldo, custou 5 moças da República. Queria muito que todos os livros custassem assim, bem baratinho, mas né. Pois é.

Conforme eu for adquirindo as edições da lista, venho aqui e mosto para vocês, o que eu acho que vai demorar um pouco. No momento estou precisando de livros do tipo acadêmicos, como Sevchenco, Bourdier coisa e tal. Vou bem ali jogar na sena.


Inté.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

A minha lista de 15 músicas mais tristes



Estava escrevendo dia desses sobre minhas reflexões acerca do fracasso (Nubia Lafayette mode on) daí que me ocorreu um monte de músicas tristes e, como boa adepta da internê e das listas, ça fait long temp (faz tempo à beça) revolvi fazer uma lista minha, muito-minha-só-minha, de musiquinhas tristes e lindas.

1. Climbing Up The Walls (Radiohead, Ok Computer)

" I am the key to the lock in your house, that keeps your toys in the basement"

Como fã do Radiohead considero o Ok Computer a coisa mais depressiva e auto-destrutritiva já criada pelo caolho de Oxford, vulgo Thom Yorke. E essa faixa em específico, a mais melancólica (e perturbada) do álbum, que já é uma ode ao buraco existencial de cada um de nós.

 "That either way he turns,  I'll be there"

Não sei vocês, mas eu leio que é sobre a tristeza que se fala. Então, né? Pois é.

Adendo: você, pequeno padawan fã de Radioahead, que acha Creep uma musiquinha triste e tem peninha do Thom Yorke, saiba que Creep não é uma música sobre depressão ou tristeza, Virou o hino dos geeks, porque what the hell I'm doing here. Mas é uma tiração de sarro, porque Thomas é assim, gente.

2.  Gloomy Sunday (na voz de Billy Holliday)

"Sunday is gloomy, my hours are slumberless, dearest the shadows, I live with are numberless"

Meretriz que deu à luz ou o correlato vigente.

Tem outras versões, inclusive uma na voz do Michael Stipe (REM), mas é na voz de Billy que o negócio pega. Além das lendas sobre a música em si. A história acerca dessa música e dos suicídios que ela provocou é bem controversa, uma vez que não há registros oficiais sobre.

Mas vamos lá, a música, que no original é Szomorú Vasárnap (Gloomy Sunday - Domingo Lúgubre), é do compositor húngaro Rezső Seress e algumas pessoas chamam essa música de Overture to Death (Abertura para a Morte). Seress a escreveu em 1933. Em 1936 ocorreu o primeiro suicídio. Joseph Keller, de Budapeste, deixou uma mensagem de suicídio que continha as frases da Gloomy Sunday. Após essa morte, mais 17 pessoas se mataram, com mortes de alguma forma relacionadas à música. Além dessas, especula-se que mais 100 suicídios tenham sido cometidos ao redor do mundo. Diz-se que muitos pularam no rio Danúbio segurando a partitura da música. Dois atiraram em si mesmos enquanto ouviam uma versão da música. Um homem pediu a música em um clube noturno antes de sair e atirar em si mesmo. Outro se enforcou com uma cópia da música a seus pés. Uma secretária se suicidou com gás após pedir que tocassem a música em seu funeral. Também se diz que, por causa disso, a BBC e outras rádios decidiram banir a música. São causos não comprovados, lendas urbanas. Mas a música é triste de doer n'alma. Eu mesma tenho vontade de morrer bem lindo quando ouço Gloomy Sunday. Você não? Que não, né?

3. I"ve seen at all (trilha de Dancer in the dark, na voz de Björk e Thom Yorke)

Eu, particularmente, não consigo evitar as lágrimas ao ouvir a música, porque lembro automaticamente da pobre Selma.

A história sobre a gravação da música é interessante, Björk tinha acabado de conhecer Thom Yorke nos bastidores das gravações do Space Gost coast to coast (não poderia ser mais bizarro). Daí eles se identificaram, saíram para tomar umas biritas e surgiu o convite, que Thom não recusou.

4. You know you're right (Kurt Cobain)

Eu fui adolescente nos anos 1990. Eu vivi o grunge. Eu fui-sou grunge ainda, porque eu não sei ao certo se tem como deixar de ser. E a minha banda grunge favorita é o Nirvana, seguida de perto por Alice in Chains (formação antiga, por favor). Essa música é a única coisa que sobrou gravada na voz do Kurt pós -n Utero, último álbum de estúdio do Nirvana. Por si só já seria duma tristeza imensa. Mas a canção em si é dolorosa.

"I will never bother you, I will never promise too, I will never follow you, never speak a word again, I will crawl away for good, I will move away from here,You won't be afraid of fear, No thought was put into this, I always knew it would come to this, I have never failed to felt. Pain. You know you're right"

Às vezes eu tenho a nítida impressão de que minha alma ficou presa em 1994.

5. The Suburbs (Arcade Fire)

"Sometimes I can't believe it, I'm moving past the feeling"

É linda. E triste.

6. Tempo Perdido (Legião Urbana)

" Veja o Sol dessa manhã tão cinza, a tempestade que chega é da cor dos teus olhos, castanhos"

Outra banda que trancou o meu coração na década de 1990. Eu cresci com Legião Urbana, responsável por minha educação musical. Foi por causa do Renato Russo (e dos meus vizinhos ruivos, indies ancestrais) que eu descobri Smiths.

Tempo Perdida é possivelmente a musica mais triste da Legião, mas eu me entristeço muito por conta de um fenômeno de agora: todo mundo, de qualquer geração, sabe cantarolar alguma mísica da Legião, entrou no imaginário coletivo do brasileiro. Tem gente inclusive que, de tão metido hipster-indie, tem vergonha de admitir que gosta da Legião por conta dessa popularização extrema. Qual é o problema? O vazio, sabe? As pessoas cantam, como se tivessem cantando atirei o pau no gato, virou quase que folclore. Ninguém entende a profundidade das letras, como Pais e filhos que fala de suicídio.

7. Dead Souls (Joy Division)

"Someone take these dreams away"

O Joy Divison é uma banda que fazia um som existencialista que nos leva aos mais diversos labirintos de nós mesmos, em diferentes facetas de tristeza coisa e tal. Para mim Dead Souls é o ápice disso tudo.

8.  Prayers for rain (The Cure)

"And drab the hours all spent, on killing time again, all waiting for the rain"


Soa quase como um encantamento desencantado e eu amo The Cure que, para mim, é a banda mais melancólica de todos os tempos.


No livro The Beatles - a história por trás de todas as músicas - diz que Paul se inspirou na luta das mulheres negras dos Estados unidos, e queria encorajá-las. Tem a lenda do melro-preto, que Paul desmente. Tantas lendas. Tão linda.

Eu pintei blackbirds na minha antiga casa no Rio. E lá fiocu, sabe como?

10. Let it be (Beatles)

Essa música é a cara do meu pai, que é um dos maiores amores da minha vida, de quem eu sinto falta todos os dias e sentirei pra sempre. Só por toda a carga emocional e pessoal já bastaria, mas citando de novo o livro The Beatles - a história por trás de todas as músicas - Paul escreveu a música como desabafo perante a desintegração da banda.

Let it be não saía da minha cabeça durante a minha separação. E passei boa parte do vôo para Fortaleza cantarolando let it be.

11. Preciso me encontrar (Cartola)

Deixe-me ir 
Preciso andar 
Vou por aí a procurar 
Rir pra não chorar 
Se alguém por mim perguntar 
Diga que eu só vou voltar 
Depois que me encontrar

Quando eu paro, muito raramente, para ouvir o que o povo diz que é samba hoje em dia e que toca nas rádios por aí, eu me remeto automaticamente ao Cartola. E não, não é samba. 

Como é intenso e lindo. Profundo. Aprendi a amar Cartola com meu pai também.

12. Falando de Amor (Tom Jobim)

"Quando passa, tão bonita, nessa rua banhada de sol"

Imagine uma mãe solteira e seu bebê, e esta mãe embalando sua criança, cantarolando Falando de Amor. Esta fui eu em 1998. Imagine esta mesma mãe, passeando pelo orla do Rio, em 2008, com o bebê já crescido e ouvindo no fundo da mente e do coração, o mesmo choro canção.

13. Por enquanto (Renato Russo na voz de Cássia Eller)

"Mudaram as estações, nada mudou"

Um dos maiores especialistas em músicas melancólicas, Renato. A voz intimista de Cássia.

14. O Bêbado e A Equilibrista (na voz de Elis Regina)

"A esperança dança na corda bamba de sombrinha, e em cada passo dessa linha , pode se machucar, azar, a esperança equilibrista, sabe que o show de todo artista tem que continuar”

A lista de músicas tristes da maior intérprete brasileira é gigante, mas esta em especial, autoria de João Bosco e Aldir Blanc, gravada por ela em 1979, nesse momento em que as pessoas pedem uma intervenção militar, é de doer.

15. Ne me quittes pas (na voz da Maysa)

Não existe outra versão mais linda e melancólica. 

Ah, Piaf nunca gravou esta canção.

Depois eu volto com a minha lista de músicas felizes, ao menos umas 30, pra contrabalancear, porque né, "tristeza não tem fim, felicidade sim."

Imagem: La Coloriste.

Bisous.



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Minha (da Rory Gilmore) lista de livros



Como contei aqui, refiz a lista de livros da Rory Gilmore para uma versão mini, de livros que já li, mas que não tenho uma edição minha ou ainda, tenho uma edição meio chinfrim, pedindo outra melhorzinha ou simplesmente uma edição magnífica.

Conforme eu consiga comprar, vou mostrando aqui, até conseguir a lista toda. Vale lembrar que aceito de presente tal e coisa e coisa e tal ;).

1. As Aventuras de Huckleberry Finn, Mark Twain - super quero esta edição dos sonhos;
2. O Segundo Sexo, Simone de Beauvoir - uma edição de sebo;
3. Moby Dick, Herman Melville - edição de sebo, capa dura, no máximo uns 15,00;
4. A Pequena Vendedora de Fósforos, Hans Christian Andersen - um dia vi uma edição lindalindalinda dos contos de Andersen, com iIlustrações incríveis. Pois é, esperando encontrar;
5. Guerra e Paz, Leo Tolstoy - edição de sebo, capa dura, no máximo uns 15,00;
6. Grandes Esperanças, Charles Dickens - edição de sebo, capa dura, no máximo uns 15,00;
7. Um conto de duas cidades, Charles Dickens - edição de sebo, capa dura, no máximo uns 15,00;
8. Harry Potter e o Cálice De Fogo, J.K. Rowling - minhas edições estão bem feinhas, herdei (na verdade Yan herdou) da Jacinta. Estou sonhando com estas daqui ó. Baratinha, bonitinha, tá ótimo;
9. O Livro dos Insultos, H.L. Mencken - difícil;
10. Obras Completas; William Shakespeare - edição dos sonhos;
11. Cozinha confidencial; Anthony Bourdain;
12. Em busca do tempo perdido, Marcel Proust - eu tenho uma edição muito idosa de Caminho de Swann, mas já li muito Proust. Mereço umas edições lindas;
13. New Poems of Emily Dickinson, Emily Dickinson - tenho uma edição pocket da L&PM, que não reflete o meu amor por Emily Dickinson;
14. Os Diários de Sylvia Plath, Sylvia Plath - edição linda;
15. As Vinhas da Ira, John Steinbeck - edição de sebo tá bom;
16. O Evangelho Segundo Jesus Cristo, José Saramago - não sei, pode ser uma edição de sebo, pode ser uma edição novinha. Oremos;
17. On the Road, Jack Kerouac - sebo;
18. Uivo e Outros Poemas, Allen Ginsberg - não sei;
19. O Som e a Fúria, William Faulkner - sebo.
20. Memórias de uma Moça Bem-Comportada, Simone de Beauvoir - sebo;
21. Ilíada, Homero - minha edição é bem caidinha;
22. O Velho e o Mar, Ernest Hemingway - sebo;
23. Cartas a um jovem poeta, Rainer Maria Rilke - minha edição é bem pobrinha, Rilke merece mais;
24. Bhagavad Gita, Krishna - sei lá cara, Krishna;
25. Cândido, Voltaire - edição pocket, preciso de outra;
26. Garota Interrompida, Susanna Kaysen - alguma coisa linda encontrada na Amazon; 
27. Almas Mortas, Nikolai Gogol - edição de sebo;
28. A Arte da Guerra, Sun Tzu - sebo;
29. O Corvo, Edgar Allan Poe - numa edição completa assim ó;
30. Cem anos de Solidão, Gabriel Garcí­a Márquez - sebo;
31. Os contos de Cantuária, Geoffrey Chaucer - o terror dos alunos do inglês;
32. Rosemary's Baby, Ira Levin - Amazon, meu amor;
33. Sonetos, William Shakespeare - tenho uma edição bem classe operária;
34. Emma (e Pride and Prejudice), Jane Austen - olha, eu tenho uma edição tipo, obra completa, mas eu quero uma dessas edições bonitinhas das reedições da Jane Austen chérie *_*;
35. Jane Eyre, Charlotte Bronte - uma edição linda, por favor;
36. Divina Comédia, Dante - tem um box bilingue bem ali que é meu sonho;
37. Sonnets from the Portuguese, Elizabeth Barrett Browning - lovely;
38.Virgin Suicides, Jeffrey Eugenides  so so lovely;
39. Poderoso Chefão, Mario Puzo - difícil;
40.O apanhador no campo de centeio, J.D. Salinger - sebo;
41. Gone with the Wind, Margaret Mitchell - Amazon salva;
42. Several biographies of Winston Churchill - vi uma bem ali de 5 moças da república;
43. The secret life of bees - Amazon, sua linda;
44. Notes of a Dirty Old Man, Charles Bukowski - sebo;
45. Frankenstein, Mary Shelley - minha edição é pobreinha, mereço outra;
46. Hamlet, Shakespeare - mereço uma edição só de Hamlet, bem linda;
47. Candido, Voltaire - minha edição é pobre de marré decê;
48. Bhagava Gita - cara...;
49. Othello, William Shakespeare - mereço uma edição só de Othello, que nem Hamlet;
50. As escolhas de Sofia, William Styron - Amazon salva;
51. How the Grinch Stole Christmas by Dr. Seuss - (nhoin;
52. Demônios, Fyodor Dostoevsky - sebo;
53. Leaves of Grass, Walt Whitman - sei lá;
54. Sangue frio, Truman Capote - sebo. eu acho;
55. Eva Luna (e Casa dos espíritos), Isabel Allende - sebo;
56. Diário de Anne Frank - sebo.

Rezem por mim.

Imagem: Foto ruim do caralho, desfocada, do tipo que faz o povo me odiar por eu tirar fotos e ousar postá-las em toda a sua falta de qualidade. Eu gosto de foto desfocada e ruim ;).


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