Mostrando postagens com marcador Fotografando. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fotografando. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de maio de 2020

Plantas em vasos











Às vezes eu não sei bem o que estou fazendo no planeta. Sim, decerto ajudando a poluí-lo com todas as quinquilharias que lotam meu mafuá, digo, casa, estragando o ar com a minha existência. Eu não estou bem, gente.

Como falei no post passado (encarem este aqui como mais uma página do diário de quarentena, mas um diário de alguém muito muito chateado) estou trabalhando em casa, gravando as aulas que são postadas pela escola em canais e, dentro em breve, pra meu desespero, numa plataforma educacional. De começo eu tinha ajuda, mas a ajuda foi embora e eu estou me virando (ou não) com a câmera do notebook. É desesperador gravar aula de gramática sem um quadro, sem saber compartilhar slide. Quando é literatura e arte, que eu posso falar e mostrar meus livros até que vai, me sinto uma YouTuber até (isso não é legal. lembram do post sobre isso? então.) mas todo o resto, não está sendo fácil.

 Usei bastante a câmera, não só a do meu iPhone velho (porque o outro o ladrão me levou mais 500 bozolóides), mas a minha Canon. Tenho desenhado, rascunhado, aquarelado bastante, mas guardado pra outro momento. O Pinterest tem sido minha salvação pra me manter em cores e não em tons de cinza.

Tentando não entrar em colapso nervoso quando lembro dos momentos que descia a 24 de maio rumo ao Centro, passando pelos casarões antigos da rua, lamentando pela situação precária em que se encontram, aproveitando a sombra das árvores que resistem por aqui, pra ir tomar um café no Centro, ou o melhor pastel com caldo de cana do mundo (Leão do Sul) ou comer um acarajé na Praça do Ferreira com a família menos baiana do Brasil e a mais antipática (mas o acarajé é bom) e o quase colapso vem porque eu posso, nesse momento, descer a 24 de maio, os casarões e árvores estarão lá, mas tudo fechado, como uma cidade fantasma, com um ou outro mascarado, como eu, arriscando a vida pra comprar antitérmico.

Como podem perceber, a saúde mental manda lembranças, ela que já não era das melhores, dada minha ansiedade clínica, piorada ao longo dos anos difíceis e traumas. Moro no andar de cima de um sobrado alugado, não tenho quintal, não tenho jardim, só uma árvore que fica na calçada do vizinho do andar de baixo, que é filho do dono e não gosta da árvore. Vez ou outra, a gente acorda com a árvore pelada. Não, não é podada, é pelada mesmo. E toda vez eu sofro. mas agora a árvore está crescida, verde, um respiro em meio ao caos, Ela faz companhia as minhas plantas em vasos. mas cada vez mais, sinto falta de um lugar com terra e muito verde que me faça querer ficar lá. Inveja sincera de todos que têm isso. Eu tento fazer, mas nunca fica do jeito que eu quero, ou preciso. Eu sinto muita falta de ter um jardim ou um quintal, ou ambos.

 Saudades de tudo da minha vidinha de antes disso tudo. Dos meus lugares favoritos, dos meus passeios com quem amo, imortalizados por fotos ruins e fortemente censuradas "para de tirar foto de tudo". Coisas simples, bestas, bobas, mas que me faziam intensamente feliz. Mesmo sem jardim, ou quintal.

P.S.: Ontem assisti Little fires everywhere. Assistam.

Inté.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Receita de bolo de cenoura que não leva óleo



Olha, só a Deusa e euzinha sabemos o quanto procurei uma receita dessas pela internet e pelos livros de culinária da Saraiva (descaradamente sem comprar o livro e sem tomar café - ô café ruim o da Saraiva de Fortaleza) e nada. Nadica de nada. Só a desgraça da receita com óleo, que eu ODEIO.

Por quê? Porque eu nunca acerto essa demônia. Ou sola, ou vira um pudim (seria a mesma coisa?). Já tentei pesar as cenouras, colocar menos do que sugerem, colocar mais (nunca dá certo), já mexi em todos os ingredientes, alterei a temperatura pra fria, temperatura ambiente (dois ingredientes) e nada. O resultado sempre saía como o de alguém que nunca bateu um bolo na vida, que não é o meu caso, porque lá se vão quase 35 anos fazendo bolinhos. Lá na gênesis da minha vidinha cozinhando, um dos meus bolos mais elogiados era justamente o de cenoura com calda de chocolate (brigadeiro mole) pra de repente, eu não conseguir mais fazer, porque me deu um bug sinistro e esqueci como eu fazia, só lembrava que não era com óleo, porque eu DETESTO bolos com óleo.

Daí eu me lembrei o que fazia, ou melhor, tinha, que deixava a minha receita bem mais fácil: um multiprocessador. Com filhos pequenos e neurótica do tipo que não os deixava comer nada industrializado, eu fazia as sopinhas, papinhas e suquinhos do zero - eles não comiam açúcar - e pra isso, usava um multiprocessador, que tinha uma centrífuga, que extraia um suquinho de cenoura bem cenouroso (isso existe?) que, ao colocar no lugar do leite na minha receita de bolo fofo, voilà, bolo de cenoura fofinho e fácil de fazer!

Ok, se você não tem um multiprocessador com função centrífuga ou algo que o valha (nesse momento eu também não tenho, dá pra fazer usando um liquidificador, três cenouras raladas e picadas e uma xícara de chá de água filtrada. Bate tudo, coa e o apurado dá mais ou menos uma xícara de chá de suco de cenoura que você pode utilizar no lugar do leite em uma receita de bolo fofo comum, é a mesma coisa pra fazer bolo de limão, de laranja etc.

Receita do bolo

3 ovos grandes;
100 gr de margarina (dá umas 4 colheres de sopa);
3 xícaras de chá de farinha de trigo (talvez um pouco mais, depende);
2 1/2 xícaras de chá de açúcar;
1 xícara de chá de suco de cenoura;
1 colher de chá de fermento.

Preparo

Pré-aqueça o forno. Separe as claras dos ovos e as bata em neve. Reserve. Bata as gemas, a margarina e o açúcar até formar um creme homogêneo e claro. A esse creme, vá acrescentando a farinha, alternando ao suco. Quando acabar a farinha e o suco, acrescente o fermento. No final, junte as claras, mexendo delicadamente, de cima pra baixo, só para encorporar. As claras em neve ajudam a massa a ficar fofinha. Jogue a massa numa forma untada e enfarinha previamente. Leve ao forno, mais ou menos por 35-40 minutos.

Adendo
Temperatura do forno

Não sei vocês aí, mas o meu fogão é uma bomba. Foi muito baratinho, porque era o que dava pra comprar, diferente do anterior que era maravilhoso, mas que a vagabundagem da empresa de mudança do Rio pra Fortaleza esculhambou o fogão maravilhoso e daí que não pude ainda comprar outro tão bom quanto ou melhor. Na verdade, eu queria um Vikings, mas né? Pois é.

Então, voltando, o meu fogão tem um forno louco, que aquece demais e temperatura é tudo quando lidamos com fermento. Altas temperaturas tendem a fazer a mossa do bolo solar, mesmo que você faça tudo direitinho. Então tome cuidado. O ideal é pré-aquecer o forno e depois colocá-lo no mínimo.

Inté.

Imagem: Do meu Ig @Lilibete_


domingo, 17 de novembro de 2019

A tessitura de 2019



O negócio é que escrevo tanto pros outros que sobra pouca ou nenhuma vontade de escrever pra mim. Foi essa a conclusão a que cheguei. Tem um monte de ideias rondando a minha cabeça. Às vezes, pego no sono pensando nelas e tal, mas acordo pra trabalhar - aulas, revisão de texto, criação - que não me sobra força pra desemaranhar meus pensamentos e cuidar da tessitura de algo feito por puro prazer e fruição. Pois é, uma merda.

Até pra reclamar ando sem jeito. Ou vontade.

É muito cedo pra fazer um balanço de 2019? Não foi um dos piores anos da minha vida, mas também não foi aquele ano esplêndido.

Teve coisa boa: praia vazia num dia lindo de sol; resolver um monte de problemas; dar aula pra colegas professores sobre como ensinar erês a escrever, foi bem bonito (apesar de que pagaram atrasado); realizar pequeníssimos sonhos meus e dos meus; acertar a mão na aquarela e fazer coisas tão legais que não se quer mostrar pra ninguém, com medo de estragar (doida); pintar uma porta de branco e colocar uma maçaneta preta (influência de Vancouver Love it or List it); muitas geleias caseiras, voltar a acertar o bolo de cenoura; comprar notebooks que funcionam de verdade; comprar câmeras; comprar filmes pra câmeras!

E teve coisa ruim, muito ruim, mas, felizmente, mais com o mundo, o país - que me afeta muito, mas não tão diretamente - e teve sim coisa bem ruim acontecendo diretamente comigo. Desilusões, mágoas, as unhas quebrando direto (eu sou uma pessoa frívola); roubaram minha edição de 1984 etc.

Sim, eu sei, o ano ainda não acabou, faltam quase 50 dias pra isso e, muita coisa ruim (e boa, oxalá) pode vir acontecer.

Vamos ver.


Imagem: Feita por mim com uma T2i velhinha.

domingo, 15 de julho de 2018

Férias passadas



Sextas, sábados e domingos no shopping com as crianças. Algodão doce do tamanho de montanhas russas. Brinquedos coloridos que provocam espasmos e náuseas. Uma baleia orca. A interminável fila pra comprar Mclanhe feliz e Big Mac e depois, sundae de baunilha com cobertura de morango. Mas sem castanhas, não combina. Loja de brinquedos que ri e é feliz. Cheiro de plástico novo. Cheiro de cabelo de boneca nova. 

É tão bom que a gente sorri, ri e é feliz, lembrando dum passado nosso, só nosso, sem finais de semana em shoppings, mas que tinha o perfume sintético do cabelo da boneca nova da mercearia, que tinha cheiro de cesta de vime e pão.

Testinhas suadas querendo voltar pra casa no táxi apertado. A mais nova dorme no meu colo, segurando a boneca, mas o que dá pra sentir é o cheiro da boneca humana, cheiro de chega de lágrimas e lavanda infantil. Vestidinho de algodão com fita.

Chegando em casa, cheiro de cédula nova, retirada na carteira pra pagar o moço do táxi. Crianças entrando em casa numa fila indiana, menos a mais nova, carregada no meu colo, agarrada á boneca. Tiro os sapatinhos mary jane e as meias de morango, repouso-a na minha cama com perfume de brisa da manhã, que é meio doce e azul.

Que horas vamos partir o bolo de chocolate?

Partir tem vários sentidos.


domingo, 31 de dezembro de 2017

Surpresa de Abacaxi


Abacaxi é um algo doce, cítrico e pessoal. Aquela beleza ácida. E pessoal, que é uma coisa que eu insisto. É pessoal pra mim, porque minha relação com abacaxi data de muito tempo. 

Eu era uma criança difícil, que não gostava de maçã. Mas amava laranja, ata (fruta do conde), graviola e abacaxi. Também gostava de jambo. Eu vivia comendo flor de jambo. E de flamboyant. Só tomava suco dessas frutas e vivia aperreando o juízo dos pais por elas. Mas o ambiente da minha casa não era dos mais goumets. Meu pai cozinhava como cozinham os militares, com método de quartel. Era comestível, era correto, era saudável, mas sem grandes invenções (a não ser o colorau no arroz). Já minha mãe, cozinhava o básico muito mal, zero criatividade, tampouco inclinação. Acho que meio por conta disso, dessa falta, cresci pra ser a mãe que cozinha. Mas abacaxi não faltava. Era meu consolo das incontáveis tardes do eterno verão cearense. Abacaxi sumarento, doce, cortado em rodelas e guardado na geladeira azul.

A primeira sobremesa que me liguei que era uma sobremesa, que era o pièce de résistance da refeição, foi de abacaxi. A famosa surpresa de abacaxi. Foi na casa dum parente. Após o almoço (carneiro cozido com pirão escaldado e e arroz. eu suando em bicas) veio à mesa a travessa de surpresa de abacaxi, que de tão gelada, parecia ter pernoitado ao relento invernal europeu. Me foi servido num bowl de aço inox, daqueles que todo o subúrbio desse Brasil continental já teve ou ainda tem. E pra mim, acostumada com as porcelanas casca de ovo e os vidros duralex da minha casa, o bowl de aço inox tornava a experiência ainda mais inacreditável. O toque geladíssimo. Numa colherada só, pegar as três camadas. A compota de baixo, com abacaxis apurados no açúcar, o creme do meio, macio, quase um sorvete e por fim, a camada de cima, uma nuvem de claras em neve e creme de leite de lata. Uma a uma, as colheradas derretendo no calor da minha boca de erê, no contraste do gelado da colherinha de sobremesa. 

Ai de mim, como eu quis repetir. Cheguei a pedir, mas me negaram. Negar sobremesa a uma criança, deveria ser o oitavo pecado capital. Mas pouco importava, pois sorrateira, fui à cozinha e roubei uma generosa colherada da sobremesa, que eu mal sabia, seria a última até que mesma aprendesse a fazer. 

Adivinha qual a sobremesa da ceia de ano novo?

Imagem: Em algum lugar do meu Instagram.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

What a bright time 🌟




Eu vi no blog da Lolla, sempre lindo (ela vive numa casa de conto de fadas e escreve com humor debochado dos cariocas e a acidez dos ingleses) um post sobre a época mais maravilhosa do ano, ou seja, esta época, as festas de fim de ano. Além das fotos incríveis, algumas perguntas sobre coisas dessa época e daí que me deu vontade de trazer pra cá.

🌟 Você acreditava em papai noel? 
Bem, quando eu era criança, sim, eu acreditava. Meu pai era muito convincente, ótimo contador de estórias com 'es', que nem Guimarães Rosa. Lá pros 8 anos, comecei a entender que não era bem daquele jeito e meu pai, muito esperto, soube me contar sem macular a magia da coisa. Do mesmo jeito fiz com meus filhos. Já mais tarde, na universidade, numa aula de Filosofia, estudando Wittgenstein, filósoso da linguagem, ouvi algo que trouxe comigo pra sempre, e que confirma a magia: se falamos sobre algo, aquele algo existe, pois é impossível falar sobre o que não existe. O que não existe não é, e não está. Então, Papai Noel existe, meu povo.


 🌟 Peru ou pernil?
Peru.

 🌟 Quando você começa a decorar a casa? 
Em geral, dia 20 de novembro, pois era quando meu pai começava a decorar. Contudo, nos últimos três anos, temos começado em dezembro por falta de dinheiro em tempo hábil, falta de planejamento, falta de tempo e, às vezes, cansaço existencial.  

 🌟 Cheiro favorito do natal?
 Gingerbread assando. Canela, cravo. Panetone. Bacon pra fazer a farofa. 

 🌟 Filmes de natal favoritos?
Fiz um post indicando os meus favoritos ano passado, mas de todos estes, o favorito mesmo é o Estranho mundo de Jack e as animações de natal do Charlie Brown.



🌟 Um (s) natal (is) memorável (is)?
Nunca fiz nenhuma viagem no natal. Planejo, mas nunca fiz. Mas, tivemos alguns natais memoráveis sim, mesmo com todos os problemas de uma família disfuncional. Natal de 1985, o último que meu pai organizou. Talvez por ser o último dele com saúde, eu me lembro muito bem de tudo, e foi tão bom. Natal de 1996, em Brasília, o primeiro natal que eu, como chefe de família, decorei a casa, planejei e executei a ceia e comecei todas as pequenas tradições de natal. Natal de 2000, o primeiro com toda a família com esta configuração, eu já madura, com experiência em fazer mini eventos, como uma boa ceia de natal, e fazer as cosias entrarem no clima (cheiro de biscoito assando, floresta negra, frutas natalinas, etc) Muitos presentes pras crianças, árvore grande decorada, crianças felizes e de barriga cheia, usando pijaminhas cheirosos, assistindo especial de natal do Snoopy e dos Simpsons. Natal de 2007, foi bem do jeito que eu sempre sonhei: luz de velas, travessas finas, toalha de linho, faqueiro novo, casa muito decorada, cheia de luzinhas e crianças muito felizes. Natal de 2011 no Rio. Foi incrível.


 🌟 Melhor música natalina? 
Jingle Bell Rock 

🌟 Tradições boas e ruins de natal? 
Boas: decorar a casa, fazer a ceia, escrever cartões. Ruins: amigo secreto (e variações), festa da firma, que sempre é uó.

🌟 Dar ou receber presentes?
Dar. Com cartões.




 🌟 A coisa mais frustrante do natal? 
Não é nem do natal em si, é de passar o natal num lugar quente feito o inferno.

 🌟 Com que roupa você vai passar o natal? 
Como boa brasileira suburbana, a gente tem o hábito da roupa nova pro natal e ano novo, mesmo que seja pra ficar na sala comendo uma coxa de peru com farofa. Em geral, com a minha família, já que ficamos só entre nós, passamos de pijama. Quando estava casada e tinha que socializar, lá vinha a coisa da roupa nova pra todos (ainda tinha o chinelo de ano novo pra usar no churrasco do dia 1ª, bem Rio de Janeiro isso). Agora voltamos à tradição dos pijamas. Mas eu sonho em comrpar aqules suéteres temáticos de natal, bem ingleses/americanos.

 🌟 Onde você gostaria de passar o natal se pudesse escolher? 
Lugar com neve. 

 🌟 Qual a melhor parte do natal? 
A ceia com a minha família, do jeito que eu quero. 





Inté. Ho Ho Ho

domingo, 24 de dezembro de 2017

Gingerbread House, a saga



Amo as festas de fim de ano, mas sempre é do mesmo jeito, me sinto dentro dum programa da Food Network. Estou há três dias cozinhando quase que direto. Comecei com pilhas de biscoitos de gengibre, daí a gingerbread house, pão de ló de chocolate, bolo de maçã e especiarias (meu bolo de natal), a ceia que eu deixo pré-pronta pra ceia que, aqui em casa, não rola meia-noite (dia 24).

Resultado, estou morta.

Mas felizinha.

Este ano, depois de décadas protelando, resolvi tentar montar uma casinha de biscoitos de gengibre, que nem a gente vê em filme e desenho animado. E olha, vou confessar, acho que entendo o porquê de existirem kits completos pra montar as casinhas, com os biscoitos já assados, e o pó de glacê que é só bater. Que negócio difícil, tretoso e chato. Mas assim, pra ser a primeira vez de alguém que há anos faz gingerbread, mas sem nem decorar, até que ficou fotogênico. Gostoso eu sei que está, porque quase que não tem mais biscoitos pra contar história, num oferecimento, meu filho mais velho esfomeado.

Próximo ano serei mais disciplinada e treinarei tanto a decoração dos biscoitos quanto a montagem da cainha, daí, quem sabe, faço um passo a passo pro blog. Sonhar não custa nada.

E seguem fotíneas.




Bisous.

Imagens: São daqui de casa mesmo, não de Tumblrs nem Pinterest.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Síndrome de Ebenezer Scrooge



Tem uma galera que sofre da síndrome de Ebenezer Scrroge. Pra quem é meio inculto e não conhece, tampouco, nunca se ligou na programação da tv nessa época, eu adianto, é aquele velho uó que odeia natal e daí que resolve fazer a data miserável pra todos ao seu redor. Sacou? Pois é.

O natal é uma época linda, mágica, colorida (a única época que dá pra abusar de verde, vermelho, dourado sem ficar cafona), luzes, aromas e lembranças, tradições. Sempre fico pensando como alguém não gosta do natal. Mas acontece, tem gente que detesta. Acho que por aqui é até bem comum, mais do que na própria terra do natal, os Estados Unidos. 


Sim amiguinhos, o natal, com todos estes elementos que citei, é uma invenção americana, na verdade, uma invenção de Charles Dickens, que reuniu um monte de tradições do velho mundo sobre esta época do ano e criou seus famosos contos de natal, incluindo o conto do Ebenezer Scrooge, da síndrome que citei no começo do texto. Mas não precisa acreditar em mim, dê uma pesquisada e logo confirmará. Ah, mas natal é o nascimento de Cristo. Até isso é invenção. Na verdade, uma apropriação. Jesus Cristo, segundo historiadores, teria nascido entre março e abril. A coisa do nascimento do Messias ser próximo do solstício de inverno é pra se adequar à própria lenda da vinda desse Messias na tradição oral hebraica e ainda, uma apropriação do povo de Moises das crenças pagãs de mais de dez mil anos, cujo deus renasce no solstício de inverno, entre 20 e 25 de dezembro no hemisfério norte. Até a coisa do pinheiro dentro de casa e das luzes no período do inverno, pra trazer vida à casa, é tudo "emprestado" de outras crenças.


Então, voltando, tem gente que odeia esta época do ano ou simplesmente resolve fazer o cínico, tipo, você diz que tá louco pra comprar luzinhas e aí a pessoa solta um "época de hipocrisia, etc". Gente boring, gente Ebenezer. Cara, todos estes elementos de paz, amor, celebrar a vida, compartilhar, quem gosta de natal, dessa celebração do final de um ciclo, do inverno da vida (é isto que as comemorações dessa época representam) faz isso o ano todo, apenas ficam mais felizes quando estão na energia da coisa. Deixe de ser mala. Era bem feito os espíritos do natal (passado, presente futuro, especialmente o futuro) te visitarem. Ou o Krampus.


Meu pai morreu nessa época. O homem adorava natal. Tínhamos um monte de tradições, como rabanada (a única família que fazia rabanada no bairro todo, coisa que não é um hábito local), galinha guisada, uvas, vinhos, sangria pros erês. Aí ele ficou doente. Passou anos assim, até os irmãos deixaram de vir passar o natal lá em casa. Até o seu último ano, em que foi internado no dia que costumávamos arrumar a casa, 20 de novembro, e morreu dia 31 de dezembro. Eu era apenas uma criança de 11 anos e não passei a odiar o natal. Na verdade, passei anos da minha vida com muita saudade dele. Minha mãe deixou tudo pra lá, como uma boa parte das famílias que eu conheço aqui no Ceará (no Rio também é meio assim, a gente conta nos dedos as casas e apartamentos com as entradas decoradas com luzinhas. Triste. Aqui na minha rua este ano são apenas duas casas decoradas. A minha é uma delas). Até eu comprar meu primeiro pisca-pisca, e fazer a minha primeira ceia de natal (sem peru, ainda), há 23 anos. Cada enfeite que eu coloco na minha casa, eu sinto meu pai um pouco presente nele. Minha mãe, que não gostava de arrumar a casa pro natal, hoje morando sozinha, até decora. Acho que pra lembrar de mim, dos netos, de outros tempos.


E esse povo por aí, de azedume com gente que fica um pouco menos escrota nessa época do ano. Meu povo, melhore! Enche a boca de farofa e pára de azedar a vida alheia. Eu estou dulcíssima, depois de 150 biscoitos, 2 pães de ló de chocolate, bolo de maçã com canela e um mundo de rabanada.




Beijos de luz. De natal ;).

P.S.: Como eu sou multi-tarefas, amanhã, além da minha ceia de natal, farei post sobre gingerbread house, decoração de natal e em algum momento, o que o natal tem de melhor, ao menos pra mim,

terça-feira, 11 de julho de 2017

6 on 6 (junho de 2017)

Atrasada como sempre, e sei. O que é basicamente uma ironia em termos de sou eu, a rainha da pontualidade britânica. Serio, todo mundo que me conhece sabe  tanto que eu sou pontual, sempre sou a primeira a chegar num compromisso etcetera coisa e tal. Mas, em termos de vida bloguística, não mais. Fazer o quê, né?


segunda-feira, 22 de maio de 2017

6 on 6 (maio de 2017)


Mais uma postagem do 6 on 6 que, pra variar, não estou conseguindo que saia no dia 6 de cada mês, mas tudo bem, né? Aliás, não estou postando aqui no bloguito com a frequência que eu queria pelos mesmos motivos de sempre: trabalho, trabalho, trabalho.

sábado, 15 de abril de 2017

6 on 6 (abril de 2017)


Mês da páscoa, muito chocolate e muita cozinha pra mim, o que amo, porque cozinho com amor. Tinha planejado fazer uma moqueca, inclusive uma versão vegetariana, comprar panelas de barro no mercado São Sebastião (é tipo a Cadeg/Rio ou o Municipal/SP), mas não deu. No lugar disso um vatapá de pascada muito bom e minha primeira tentativa de vatapá vegano, que ficou bacana, mas não tão bom quanto o do Rango Verde. mas eu chego lá.

6 on 6 (março 2017)


  Voltei, como prometido em abril, que já era previsto. Eu sei que a postagem do 6 on 6 está errada, essa de março deveria ter sido postada dia 6 do mês passado, Mas é isso aí. Março foi até bom, bem acima da média, mês de aniversários, de fazer bolo e decorar, coisa que eu amo.

terça-feira, 14 de março de 2017

6 on 6 (fevereiro 2017)

Sim, está muito, muito, mas muuuito atrasado. Eu sei disso. Todos sabemos e pelos motivos que já dei: falta de tempo e de notebook a disposição, sem saco, todavia, para postar dependendo de iPhone. Mas cá estou eu, pra mostrar 6 coisas legais de fevereiro.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Hoje é dia de Rio ❤



Hoje é dia de São Sebastião, padroeiro do Rio. Fazem exatos três anos e cinco dias que saí de lá. E quem me acompanha sabe que venho padecendo de um arrependimento contínuo. Por mais que eu tente me convencer de que não havia outra opção, dada a situação medonha em que eu me encontrava, foi uma decisão equivocada a qual estou pagando meio que caro.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

6 on 6, Primeirão do blog


Vocês que me acompanham viram que nos últimos dois anos vinha postando um projetinho fotográfico, 3 Things, né? Pois então. Era semanal e eu tentava, aos trancos e barrancos conseguir postar com a frequência certa, o que nem sempre acontecia.  Descolar três coisas legais que te aconteceram e daí registrar e postar no blog, em anos tão uó como foram 2015 e 2016 não foi nada fácil. Mas, como disse, até que consegui.

domingo, 1 de janeiro de 2017

2017, I hope so


Realmente, não faço a menor ideia do que será feito de 2017, mas bem que podia ser um ano com menos sofrimento pelo mundo. Espero que seja. Por favor 2017, seja. Eu estou com medo, mas eu não vou estagnar, tampouco me conformar, porque tem que ser feito pela gente, mesmo sofrendo e com medo. Nunca que me conformarei com a minha situação e com a situação dos outros, porque os outros me importam. 

sábado, 31 de dezembro de 2016

2016, eu me permiti a florada amarela


O ano foi 2016. O que eu tenho pra dizer sobre você? Será que algum dia me lembrarei disso tudo que passei nesses 365 dias e vou rir? Espero que sim, porque agora eu nem consigo imaginar tal coisa. Na verdade, eu acredito que não vai acontecer. Talvez só um aliviozinho.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Outros Natais

Na outra postagem confessei meu desânimo nos últimos três anos em relação às festas de fim de ano. A gente cozinha, decora a casa, faz planos, mas não é mais como era. Acho que estamos um pouco deprê, depressão pós-Rio.

Pra confirmar, fui conferir as fotos de natal de outros anos e olha, na boa, bateu foi mais deprezinha e saudades. E eu sou uma pessoa memorialista, eu me alimento de recordações, da minha memória afetiva. E o Rio me presenteou com uma vida toda de memórias incríveis.Talvez eu esteja sendo injusta e não dando a essa minha fase de volta á terra natal uma chance, mas é mais forte do que eu, muito porque o Rio é a terra que escolhi pra ser minha, e eu só percebi quando já havia partido.

Mas tem nada não.Sorriso a gente recupera e sonhos são feitos pra se realizar.



Essa é uma lembrança feliz de Fortaleza, 2006.


Natal 2016


Como já disse, eu adoro o natal por tudo o que ele significa, inclusive as acepções místicas-míticas-sagradas. Adendo treteiro: apesar de que Jesus nasceu mesmo entre março e abril, e o 25 de dezembro foi escolhido pra converter praticantes de religiões que celebravam o deus nascido no Solstício de Inverno, Yule. Mas ok.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Filmes natalinos para ver no Natal ❤



Eu amo essa época do ano, amo decorar a casa, amo o clima, mesmo num ano como 2016, difícil, em que o clima de natal está meio chocho entre as pessoas, mesmo assim, aqui em casa eu não deixo que as coisas amornem. Mesmo com pouco dinheiro, com tanta dificuldade, a gente tem que fazer um esforço, porque a vida não é só trabalhar e pagar conta e viver em prol disso. A vida é pra ser vivida e gente é pra ser feliz. E natal me deixa feliz!


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...