quarta-feira, 17 de setembro de 2014

No final, eu não gosto de Woody Allen



Não será surpresa alguma caso tenha decepcionado alguns de vocês, caros leitores, com a minha sincera e miúda opinião em relação ao Woody Alen, tão querido e aclamado por todos, mas a obra exposta está aberta a todas as leituras e interpretações. E eu aqui para as espinafrações que virão, decerto.
Pois é, eu cheguei à conclusão de que não gosto de Woody Allen, o diretor no caso. Não que a pessoa me desperte simpatia, não. Por motivos de que é horrível se envolver com a enteada, mas e daí, né? Não foi a minha filha, não foi a sua, por que a gente deve entender o surto que virou a vida da Mia Farrow, não é mesmo?

 Mas, em termos de cinema, após assistir a uns 15 filmes do Woody Allen e, sinceramente, ter gostado muitomuito apenas de um, A Rosa púrpura do Cairo, eu conclui que não, eu realmente não gosto de Woody Allen.

Passei um tempo da minha vida decidindo sobre o que sentia por filmes como Noivo Neurótico Noiva Nervosa, Manhattan, Hanah e suas irmãs e o mais recente, Blue Jasmine e eu sinto um incomodo. E é isso. E não é um incomodo como o que sinto com os filmes de Von Trier ou a inquietação nervosa que Lynch me causa. Não. É só um incômodo, como a visão que turva quando tiro os óculos de grau. Eu acho que não consigo enxergar todas as qualidades e a suposta genialidade do Woody Allen, que, para mim, é um diretor mediano, portanto vivo sempre uma relação de visão turva diante seus filmes. Talvez minha alma seja míope afinal.

De tempos em tempos passa alguma maratona de filmes do Woody Allen no Tele Cine Cult, no último eu parei para reassistir, passou até o Boris Gruschenko, que parece um filme para televisão meio ruim. Desculpa gente, é a minha opinião. É curioso, porque começo a assistir qualquer coisa do Woody Allen com vontade verdadeira e, lá para a metade fico em súplicas de 'por favor, acabe logo'. É como se todos os filmes dele (é são muitos, meu Deus) se desdobrassem num longo bocejo. 

Woody Allen é um reacionário, minha gente. Os filmes sempre têm aquela paleta nude, mais ou menos alguma coisa, sempre hétero. Muito hétero, na verdade. Quase misógino, sem nenhuma filosofia que justifique. É um mundo pequeno o que ele recortou para contar e recontar. Seus filmes se passam num mundo que não me diz respeito e por opção. Portanto, não me agrada. Ou agrega. A vida alto-burguesa de Manhattan e seus relacionamentos amorosos nada me diz. Só me fica a trilha sonora anos 30, sempre tão linda.

Mas olha, acredito que a gota d'água para mim foi Blue Jasmine e a notória "homenagem" a Mia Farrow. Cate Blanchett mereceu o Oscar, mas Blue Jasmine é uma desnecessidade, o silvo do macho triunfante. Patético.

Pois então, acho que não assistirei mais Woody Allen, vou parar de fazer isso comigo, afinal a vida é muito curta para me aborrecer de graça. Deixo Woody para vocês, que são muitos e o adouram.

Inté.

3 comentários :

  1. Leio o que tu escreves desde outro blog , acho tua escrita equilibrada e bonita pra ler. Só que não concondo em nada com tuas opiniões sobre o mestre Woody Allen. Tudo bem , não existe a perfeição.

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  2. Olá! Também acho W.A. superestimado, além de previsível e repetitivo. Agora, sobre Blue Jasmine, parece que a inspiração foi Ruth Madoff, a mulher de Bernie MAdoff, aquele pilantra que (quase?) quebrou os EUA. ((Suzana).

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  3. Nem acredito que encontrei alguém que compartilhe a mesma opinião! Sinceramente não consigo gostar. Sempre que termino de assistir um filme dele fico com uma sensação de "vazio" que não consigo descrever. Dei-me conta que é uma sensação negativa pelo simples fato de ficar feliz pelo filme ter terminado. E que demora para terminar!!! Não digo que é um trabalho ruim, pois não sou "expert" no assunto. Mas, como simples espectadora, finalmente me sinto segura para afirmar: não gosto do trabalho de Woody Allen! Para os que gostam, aproveitem! Apenas minha simples opinião. Que não fará nenhuma diferença nesse universo de adoradores da obra dele.

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Sejam educados, seus lindos!

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