segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A Rua João Gentil em Fortaleza


Dos poucos lugares arborizados, agradáveis e que mantém a sua história, através da arquitetura bonitinha e pitoresca de suas construções, em sua maioria, casinhas antigas em tons pastel, emolduradas por floreiras e pelas copas das árvores. Eu seria feliz morando nessa parte da cidade.

Um passeio pela rua, que ainda conta com uma praça, dividida, creio que harmonicamente, pela juventude acadêmica do bairro Benfica, centro intelectual da cidade e ainda, pela antigos moradores, em busca de prosa ao fim da tarde. É quase como se voltássemos no tempo, para uma época mais calma e de cadeiras nas calçadas. Mas o food truck de hambúrguer nos traz de volta à 2016, sem problemas, ao menos pra mim.

Fiz as fotos com iPhone (pouco saio com a Canon por falta de coragem mesmo) bem escondida, morrendo de medo dos moradores ralharem comigo, por invadir sua privacidade, não tão privada; algumas janelas abertas, mostrando móveis antigos, fotos de família. Na ponto dos pés conseguia até conferir se alguma das casinhas tinha o pavoroso piso de cerâmica cafona, que tanto me atormenta, mas não, casinhas felizes, variando entre o ladrilho e o taco de madeira.






Bisous.

Customizando móveis



Já customizei alguns móveis, uma penteadeira, uma mesinha, e uma cômoda estilo Casas Bahia, até um guarda-roupa já customizei. Então sou quase uma expert nessa coisa de transformar um móvel sem graça e meio brega numa coisa fofa.

E como aprendi? Primeiro em revistas como Casa Claudia, Casa e Jardim, observando matérias em que as casas tinham mais ou menos o estilo que gosto e imaginando como aquilo era feito; depois com blogs como o Casa de Colorir, que tem até um post exatamente sobre isso aqui, inclusive a owner hoje tem um programa da GNT, Mais cor por favor e olha que ela começou com um quadro no Decora com a Bel Lobo (ah, e JoutJout trabalhou com a Thalita também).

Basicamente, você tem que saber o que quer: se mudar a cor, se agregar uma fofura com tecido, papel decorativo (até mesmo papel de parede). O certo é que dá pra fazer um monte de coisa bacana e gastando quase nada, se você mesmo fizer, como eu fiz.

O móvel que aparece nesse post já não existe mais, infelizmente, por conta da irresponsabilizabilidade da transportadora que contratamos pra fazer nossa mudança, a cômoda chegou destruída (fiz até um post sobre, mas a tal empresa ameaçou me processar, daí larguei de mão). Era uma cômoda-baú que comprei no Rio, numa casa estilo Casas Bahia, em mdf, com espelho, muito muito barata e bem feia. Comprei uns tecidos, uns puxadores e recortei, colei, parafusei e pronto, móvel novo. 

Daí é só usar a criatividade, decorar com um espelho (que eu roubei da minha ex-sogra), luzinhas, perfumes e fica tudo lindo.





Bisous.

domingo, 14 de agosto de 2016

Feliz dia dos pais



Hoje é dia dos pais, uma data super comemorada pela mídia e comércio, só que é nesse mesmo comércio que a gente identifica o que todo mundo sabe, mas cala: mãe é mais significativo do que pai. Herança das culturas antigas talvez, basta lembrarmos dos milênios iniciais da nossa espécie, em que éramos matriarcado, em que nem se cogitava a participação masculina (pai) na criação das crianças. E se lembrarmos das metáforas clássicas de pais, a coisa fica bem tensa, tipo Chronos, Zeus e se procurarmos em outras mitologias, a coisa fica ainda mais sinistra.  Trazendo para nosso tempo, o dia das mães sempre vende mais, porque mãe é fundamental como construção social, porque foi designado que a vida de sacrifícios e dificuldades sempre será da mãe, que é recompensada com umas florzinhas no dia destinado a ela. E isso está errado como construto, mais uma prova de como nossa sociedade é doente.

Mas hoje falarei sobre essa coisa de ser pai, porque olha, eu tenho muita experiência nisso. Alguém que lê essa minha afirmativa deve pensar que não, eu não sou pai porque não sou homem (graças a tudo que é bom e que alumia!), mas vamos lá raciocinar: se ser pai for apenas ser um macho homo sapiens que engravida a fêmea, então eu não sou pai mesmo; contudo, se ser pai significa amar, prover, educar, cuidar, zelar, proteger em todas as instâncias, nunca abandonar, então, eu sou pai sim. Daí que vem uns psicólogos com uma conversa fiada de que a figura paterna não pode ser substituída. É? Deixe-me fazer um flashback da minha vida: várias empregos pra conseguir manter as contas da casa (pagas por duas mulheres, mãe e avó), resolver briga de garoto em escola (apartando os moleques e resolvendo tudo), incontáveis consertos domésticos (encanamento, fiação elétrica, fechaduras, montar móveis, pintar casa, trocar botijão de gás e água, empurrar carrinho de supermercado, abrir o pote de palmitos, carregar minhas sacolas), festas de dia dos pais na escola (pra receber as gravatinhas), defender as filhas de aliciadores nas ruas (prometendo quebrar a cara, inclusive). Tudo isso aí listado que, em geral, a sociedade brasileira destina aos pais, sempre foi a minha verdade, por mais que eu não considere que essas coisas classificam um pai. Mas a sociedade acha. E o mais engraçado é que basta o homenzinho fazer todas essas cosias que ele merece uma medalha. Mas se a mulher fizer todas essas coisinhas, fora o que a sociedade entende que é serviço de mãe (lavar, passar, cozinhar, cuidar do filho quando adoece, ensinar lição de casa), a mulher não fez mais do que sua obrigação.

E eu digo uma coisa: está errado. E se você não vê nada de errado nessa inversão, nessa perversidade, nessa desproporção no papel social da mulher, você é uma criatura toda errada. E que se exploda as convenções sociais.

Ser pai não é fazer filho, ou criar filho. Ser pai (assim como ser mãe) é um estado em que a natureza te coloca, de não conseguir viver, agir e sentir de outra forma que não para esse outro ser, que é colocado nas suas mãos para ser criado e crescer e, a partir daí, sentir uma imensa e completa empatia por todos os seres que precisam ser criados para crescer. Então, se você só é pai dos seus filhos e está pouco se lixando para as outras crianças, você é apenas um macho provedor.

Uma lista de possibilidades medonhas enquanto pais:

O mais óbvio, o pai que abandona porque se separou da mãe, e passa um tempo e não procura mais os filhos; ou apenas engravidou a mulher e não assumiu ao menos as responsabilidades morais: vocês são pessoas horríveis. E, se em outra fase da vida, casam e têm outros filhos e daí viram o tal do pai socialmente aceito, saibam que vocês continuam sendo um lixo, porque uma coisa não abona a outra.

O pai que se separa da mãe porque a traiu, enjoou, a paixão acabou, etc, Mas, este pai "maravilhoso" continua participando da vida dos filhos, mesmo sendo o causador de um trauma terrível que é a separação, porque toda separação é dolorosa, imagine então uma separação por conta de uma traição, e os filhos assistindo aquilo: briga por conta de guarda, visitas, pensão alimentícia, humilhações, a outra figurando em todas as pautas, quando a pessoa (mãe e filhos: porque a traição envolve a todos) só quer entrar num buraco e morrer. Você é uma pessoa horrível que acha que é legalzinha.

O pai que está casadinho, dentro de casa com os filhos, mas só de corpo. Não há relação emocional, e aquele filho cresce pra reproduzir, provavelmente, o que aprendeu que é ser pai. Você também é um lixo. Ah, tem o pai que trai a mulher, mas ainda fica dentro de casa, fazendo com que toda aquela humilhação se perpetue ad infinitum e tem aquele tipo monstro, que do mesmo jeito está em casa com a "família", mas agride de várias formas (verbal, física, moral) a quem deveria proteger. Não tem nem palavras pra classificar.

E tem aquele camarada que cresce, fruto de um pai desses tipo lixo, que poderia tentar ser melhor do que o pai foi com ele, mas não, ele vai reproduzir esse comportamento em alguma instância. Um exemplo bem comum são os filhos do primeiro casamento que odeiam os filhos do segundo casamento, só porque eles cometeram o crime de nascer. E se tiver diferença grande de idade, e herança, o ódio é ainda maior, porque na verdade se trata do ódio que aquele filho sentia daquele pai, que ele repassa pro meio irmão. Não importa se você é bom pai pros seus filhos, se você agir assim, você é um super lixo.

E tem o avô, que dizem por aí que é pai duas vezes, isso depende, porque se você é aquele avô que ao descobrir que o filho engravidou uma mocinha por aí, e daí o incentiva a não assumir ou ainda, ameaça, dizendo coisinhas fofas como, 'se seu filho depender de mim, morre de fome', você é um mega lixo.

Se você está nessa lista de pessoas lixo, de repente, se você largar tudo e virar voluntário numa missão humanitária a Síria e se colocar na frente de uma bomba, talvez você se redima. Mas é só talvez. Levando em conta que a maioria dos missionários, o são de coração, é essa empatia verdadeira que os faz agir de forma tão desprendida, isso já tira os nossos tipinhos de homenzinhos do perfil, ficando difícil o expurgo, então vocês merecem mesmo o inferno cristão.

Inté.

Imagem: Jack de O Iluminado, um exemplo de pai. 


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

3 Things #17


A gente só pode ficar feliz quando tem festa junina e julina que se estende além das férias no condomínio, quando a gente descobre que tem uma Targaryen dentro de casa e que seu gato só tem coração ❤.




 

Bisous.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Uma parede quadro negro



Muito utilizada em cozinha ou copa, a parede quadro negro nada mais é do que uma parede que é pintada com tintas pra quadro de escola, verde escuro ou preto, e pra quem gosta (como eu), deixa a casa linda!

Lembro que quando pensei nessa parede pra casa do Rio, acharam que ficaria escuro, ou que não combinaria etcetera tal, e foi com muito prazer que vi todos quebrarem a cara, porque ficou maravilhoso, parecendo capa de revista de decoração (Adendo: descobri que pintaram a parede dum rosa bem cafona :( ).

Na época não me arrisquei a fazer, ficou por conta de um profissional (muito bom. saudade Sr Elson), que nivelou a parede com massa corrida e fez algumas aplicações da tinta própria (sim, tem uma tinta própria pra esse propósito, é só procurar em casas de tintas e afins) e ficou excepcional. Hoje eu me arriscaria (até porque não tenho mais condições de contratar um pintor).




Bisous.

domingo, 7 de agosto de 2016

Bizarrices da madrugada - A Pirâmide



Sempre gostei de assistir tv de madrugada. Primeiro porque fui uma criança/adolescente frustrada, que tinha toque de recolher, horário pra dormir e era proibida de assistir as coisas que queria, como filme de terror de noite (mas às vezes eu conseguia burlar o sistema carcerário maternal, e assistia coisas como o Exorcista, Amityville, Lobisomem americano em Londres, a Hora do espanto, fora os indispensáveis Jason, Freddy e Michael Myers). Segundo porque tenho insônia e uma das coisas mais legais a se fazer quando não se consegue dormir é assistir filmes avulsos de madrugada. E com o advento da NetFlix então, toda uma orda de filmes de terror b para serem explorados, fora os disponíveis no YouTube (são muitos), outros tantos para assistir online e os da tv por assinatura mesmo. E semana passada dei de cara com um novo (ao menos pra mim) e decidi fazer logo esse novo tipo de post: coisas bizarras que assisti na madrugada e o dessa vez é o mais recente, como já citei, A Pirâmide.

Como o nome indica, é um filme sobre lendas egípcias, só que nada tem a ver com A Maldição da Múmia e afins. Não, é uma espécie de found footage com câmera em terceira pessoa. A trama se passa no interior da tal pirâmide de três lados, recém-descoberta no Egito. A tal descoberta conduzirá uma equipe de pesquisadores e cinegrafistas ao local, durante um período conturbado no Cairo, entre 2012 e 2013, com inúmeros protestos do povo egípcio, no auge da Primavera Árabe. Temos Nora e seu pai Holden (nome duma banda francesa que eu amo) comandam a expedição ao interior da pirâmide, depois que um robozinho-câmera da NASA (por que eles têm um treco desses? emprestado?), é atacado e desaparece no local. Integram o grupo o documentarista Sunni e seu cameraman Fitzie, além do cara do robôzinho, Zahir. Forçados a abandonar o projeto, pela expressão do único soldado do local, Shadid, eles decidem entrar na pirâmide e óbvio que tudo desanda. Como se pode esperar em produções similares, eles irão encontrar restos do robô e não terão mais acesso à saída, tendo que buscar uma fuga alternativa pelo labirinto que é a pirâmide, cheia de armadilhas e de outras coisas. 



As outras coisas? Uma múmia? Não. Bandidos? Não. Basicamente, gatos esfinge do submundo egípcio, comedores de gente e, um deus egípcio, um dos mais assustadores de todos, Anúbis! Mas é claro que os efeitos especiais são ruinzinhos (já vi piores, na verdade), as atuações sofríveis, tem furo de roteiro, mas a premissa da história é bem interessante, justamente por conta do Anúbis, a coisa de pesar os corações para ver se a alma pode continuar para o além. O final não tem sentindo (alguém assiste e me explica), mas no final de tudo eu gostei e recomendo.

Boo.


Troféu



Dia desses me ocorreu que fazem quase vinte anos que fiz vinte anos, e que desde os vinte, já me sentia velha, porque eu já nasci velha. Talvez porque tenha herdado os sessenta e tantos anos que meu pai tinha quando resolveu que dava tempo pra ser pai de novo. Mas sempre fui meio gauche nessa vida, talvez um pouco diferente do Carlos, autor do tal verso copiado aqui, mas sim, sou gauche. Tudo comigo é meio desandado, é meio na contramão, o que sempre me atrapalhou. Aos vinte, aos trinta e nove, tanto faz.

Namorar, por exemplo, sempre foi um problema. Nunca me entendi bem com essa coisa de namorar. O que os moralistas imbecis não entendem, porque né, eu tenho uma penca de filhos, dois casamentos. Bem minha gente, isso não é sinônimo de ser alegre saidinha, eu até queria ser, morro de inveja de todas as moças alegres e saidinhas. O meu problema com namoros é que namorei pouquíssimas vezes na vida, por tempo curtíssimo, e pronto fui morar junto. Montar casa, comprar liquidificador, coleção de prendedores de roupa. Rotina, plantas, contas, traição e a separação com tudo o que tem direito, todo aquele dramalhão ridículo, e uma vida toda pra recomeçar, que eu sempre recomeço da maneira errada - diga-se de passagem - pra depois ter que recomeçar tudo de novo. É a fase que estou vivendo exatamente agora.

Interação com homens é sempre algo complicado, jovens, velhos, é complicado. Dia desses, passei por uma situação engraçada, quase constrangedora. Um homenzinho que pediu a outro homenzinho pra me perguntar se eu tinha alguém, porque eu sou charmosa e ele estava interessado. Como é que se comporta nessas horas? Minha vontade foi de sair correndo e gargalhando. A parte de rir aconteceu, confesso, porque foi engraçado. Um homem adulto, duns quarenta anos, pedir pro coleguinha intervir. Não sei. Isso não é coisa de intervalo de colégio? Ou de filme ruim, quando o garçom vem com uma bebida que a gente não pediu, mas alguém pagou, no caso um cara cafona? Enredo de filme tosco, que eu sempre mudo de canal. Mas não sei lidar com essas coisas, e não tive reação, além de rir. 

Da minha roda de convivência, sou a única solteira, e meio que tem uma pressão pra que eu saia desse limbo. O que essas pessoas não sabem, é que esse meu limbo é seguro e quentinho, estou muito bem aqui, justamente porque não seu lidar com essas interações, porque eu sou gauche

Quando eu tinha uns vinte e poucos, um homem de uns quarenta e tantos, que por sinal era casado e meu professor, dava em cima de mim de forma discreta, até começar a me seguir de carro, e aparecer em todos os lugares em que eu estava. Homens de quarenta com moças de vinte. A gente funciona como troféu dos quarentões. Com trinta, começaram a aparecer os garotões, que fantasiam com mulher madura, mas que ainda não está decrépita. A gente começa a funcionar como um troféu dos garotões. E olha só, a gente não é troféu, sendo gauche ou não. Mais novas, mais velhas, deixa quem quer ficar no seu limbo.

Inté.

Imagen: Minha chará maravilhosa.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

3 Things #16


Chá, dia de chá. Pra mim todo dia é dia de chá. Tanto faz se Fortaleza não tem clima, nem ligo pro povo que diz que parece água suja ou que não tem graça (Twinings te despreza), porque eu amo chá e não me abalo. mais pra mim :).




Bisous.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Penteadeira colorida



O título deste post poderia perfeitamente ser a estória pregressa da minha penteadeira. Ou estórias, porque já me contaram dois versões diferentes. A primeira versão contava que a penteadeira fora de uma tia avó da ex-dona. A senhorinha era surtada, odiava móveis antigos e resolveu jogar fora a penteadeira que foi resgatada pela dona (antes de mim). Adendo: nem posso criticar, porque fiz algo assim, também joguei fora um guarda-roupas antigo, de madeira, do tempo do sítio do meu pai em Pacatuba (Ceará). A vizinha espertinha catou o guarda-roupas. Hoje eu me odeio, mas tudo bem. A segunda versão, a penteadeira foi dada de presente pra uma senhorinha, muuuitos anos atrás, e já era uma antiguidade. Acontece que essa senhorinha também enjoou da bichinha e a deu (ou vendeu), isso tudo faz muitomuito tempo. Resumo, a penteadeira foi desprezada de todos os jeitos e, é muito velha, coisa de 100 anos. 

 Quando cheguei ao Rio e visitei a casa da antiga dona, me levaram ao quarto pra mostrar a penteadeira, porque todos sabiam que eu gostava de móveis antigos. Quase surto, porque né, lá estava a penteadeira com aquele espelho gigante e eu havia há pouquíssimo tempo deixado meu arremedo amado de penteadeira (uma cômoda) pra trás. Como às vezes a falta de noção baixa em mim, perguntei se ela não haveria de vender algum dia (porque a bichinha estava meio maltratada) e óbvio que ela respondeu que nunca venderia. Isso foi em 2008.

 Bien, um belo sábado de 2012, já morando na minha casinha linda com papel de parede, eis que bate na minha portinha a dona da penteadeira, e o que ela queria? Vender a penteadeira! Isso mesmo, aquela penteadeira velha de guerra, e por apenas 300 moças da república. Gritinhos e pulinhos felizes depois, ela estava aqui em casa, com Miu (meu único gato na época) bisbilhotando e tudo. E só faltava arrumá-la, o que levou um bom tempo. 

 A primeira coisa que fiz (fora colecionar cosméticos, maquiagens e perfumes) foi fazer um tampo de vidro pra penteadeira. Eu mesma medi e fui à vidraçaria encomendar. Custou R$ 20,00. Além de dar um aspecto mais legal ao móvel, serve pra proteger o tampo de madeira do desgaste do contato com produtos e outras superfícies que arranham. A segunda coisa foi escolher uma cor. Pensei em amarelo primeiramente. Sei lá, curto amarelo. Mas fui à loja de tintas, pedi a cartela de cores e vi um azul lindo, azul mar da Eucatex. E rapidinho mudei de amarelo para azul. 

Não fiz tudo sozinha, lixar ficou com outra pessoinha, que hoje é meu amigo, e a pintura dividimos. E ficou lindo! Levou uns dois dias para secar e encher de luz o quarto. Sério, o quarto se transformou completamente, ficou iluminado, alegre, vivo. Hoje ela enche de alegria o quarto das meninas e, diferente da antiga dona, não pretendo jogá-la fora nunca.





Bisous.
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