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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Joan Rivers ♥



E se foi Joan Rivers, que ensinou a todos nós o que era red carpet. Foi ela a primeira pessoa que perguntou num tapete vermelho: quem é seu estilista? O que você está usando?

E é por isso, e também por suas tiradas terríveis e humor negro deicioso, que a gente vai sentir muita falta de Joan. O que será de nossas vidas sem Fashion Police? :(

Bisous.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

ABC da Moda - C (Chanel)



O que me faltou  falar de Chanel que não falei no Reverbera, querida! ? Como diria meu professor de Teoria do Verso, Rafael Sânzio, sempre se tem algo pra se falar sobre alguém ou alguma coisa, porque nada está completamente fechado. 

 A cada desfile da Chanel que pude acompanhar neste tempo todo que me interesso por moda o recado foi dado. Na escrita de coisas como Os signos de Chanel e Chanel, uma megera histórica, mais coisas foram deixadas ai, para se ler e saber. E, pela leitura do lay out do blog, em que coloco a imagem de uma Gabrielle já idosa e com sua famosa postura de pessoa insuportável (que eu acho ótima) em que subscrevo 'maman, que ninguém sabe', já deixo todas as pistas dos meus sentimentos em relação a esta pessoa incrível. E até agora, desculpa ae, sem precedentes.

 Foi o primeiro nome da moda que eu ouvi falar, tive contato, muito criança que eu era, sem uma figura feminina pra me agarrar. Não deu outra. A menina cresceu e quanto mais buscava Chanel, mais se apegava ao mito, às histórias, à mulher e a coisa toda. Por mais que eu tenha certeza que ela seria uma mãe demoníaca, não é esta imagem de mãe ipsi literis que eu me apego, mas sim de panteão, de musas, de deusas. 

 Chanel não criou apenas uma roupa super inteligente de tecido barato, que as mulheres, de fato, precisavam usar. Chanel não apenas entendeu o seu tempo, enganou a história, traduziu sua geração para as vindouras, em códigos que Lagerfeld decifra e antropofagiza. Chanel é o meu símbolo mor de que do mais absoluto nada, uma órfã lascada e mal paga que poderia ter terminado num cabaret, pode sim sair do lugar comum. Ela é o símbolo. 

 Qualquer outra coisa que vocês queiram saber sobre Gabrielle, leiam aqui e se divirtam com suas megerices rs. 

 Bisous. 

 Imagem: Gabrielle bem jovenzinha, acho que ainda no internato.

sábado, 12 de julho de 2014

Musa do dia - Rebecca (Ghost World)


Rebecca, de Ghost World, cínica, sagaz, ácida e um pouco menos insegura que Enid. Vive em uma pequena e ridícula cidade norte-americana no começo dos anos 90. Amiga. 

 Rececca e Enid acabaram de terminar a high school (colegial americano), são as melhores amigas do mundo, isso desde pequenas. O que para um adolescente é muito, mas muuuito tempo para se conhecer alguém. Se você tem amigos de infância sabe do que eu falo. Enquanto tentam decidir o que farão de suas vidinhas, passam quase que o tempo todo criticando Deus e o mundo - e com razão e propriedade - e procurando um emprego. Ao menos Rebecca. Adouro que ela compra um liquidificador, tenho cousas com liquidificadores. 

 Pois então, Ghost World fala dessa maldita fase da adolescência, aquele momento que deveria definir toda a nossa vida e que é super cruel. Tudo bem, é menos radical do que aquelas tribos africanas que mandam os adolescentes tipo, matar um leão, né? Coitado do leão. Voltando. Seria completamente vazio se a coisa não fosse contextualizada num mundo contemporâneo, dominado pela tal cultura de massa, coisificação de tudo e todos o tempo todo. Como ser você mesmo ou, definir o que é este tal de "você mesmo", em um mundo de modismos, de coisas idênticas, de padrões a serem seguidos, em que, parece, que toda filosofia de vida já foi para alguma vitrine, óbvio que deturpada? 

 E a apatia mórbida de Rebecca (e Enid) perante isso tudo? Como se fossem espectros, alter-egos observando este mundo fantasma? Sensacional. Rebecca, que odeia mudanças (Amiga), tudo que deseja é ter uma vida simples, como nos tempos do colegial, mas sem as cobranças da vida adulta. Um tanto diferente de Enid, que almeja mudança. Daí a tensão que aprofunda as duas personagens. É quase verossímil de tão absurdo. 

 Inté.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Clube dos Cinco

Esta publicação é originalmente do meu antigo blog Reverbera, querida!, tomei a liberdade de publicá-la aqui, porque né, o texto é de minha autoria.



Se a minha vida tem trilha sonora, mais ainda, ela se passou numa sala de exibição ou no sofá, de frente pra tv, com um balde de pipoca e guaraná, que nem a propaganda, lembram? Infelizmente fazem uns anos que perdi o bucólico hábito de ir até a locadora e trazer pra casa, no fim de semana ou feriadões, uma leva de filmes de arte, alternativos ou mesmo os bobos, trash, porque né, às vezes a gente só quer ser feliz sem muita força. E deixei de lado este hábito, das locadoras, porque simplesmente elas estão em extinção. Quem sabe um dia. 


Ainda bem que nos dias de hoje a gente consegue fácil comprar DVDs, até box com muitos títulos do chato do Woody Allen, do tio Bergman, tio Lynch, o Polanski e assistir a tudo em uma qualidade que é pura loucura, nas TVs de LCD e DVDs Blu-ray. Podem me chamar de louca, mas eu bem que sinto saudade da imagem "ruim" das TVs antigas rs. Eu gosto de Super 8, minha gente, me entendam!

 E o Clube dos Cinco? 

 Pode não ser o mais conhecido, mas decerto é considerado o resumo da obra de John Hughes (Curtindo a vida Adoidado, Quem vê cara não vê coração, Garota de Rosa Shocking, Esqueceram de mim), é entendido como um cult dos anos 80, mas eu não vejo assim. Realmente estão lá os elementos da época, inclusive no figurino, na música (uma delícia com Don't you forget about me do Simple Mind), mas o sentido de ser adolescente, de se sentir sozinho, confuso e com um monte de sensações que a gente não entende, estão lá. E é esta essência que torna o filme atemporal. 

 Fora a frase mais linda de todos os tempos: "quando a gente cresce, o coração morre." Super considero que este filme e mais ainda, esta frase, manteve muito viva a energia da minha juventude. E eu vou ouvir Smiths pra sempre. E continuarei usando all star, comendo jujuba e procurando levar a vida de forma leve.

 Assistam o Clube dos Cinco e vejam como a juventude é bonita e como é possível sim, mantê-la com a gente, mesmo que os cabelos brancos e as rugas cheguem ;).

Inté. 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Doce Ville


Um post doce, porque as coisas por aqui andam assimassim e sempre é bom adoçar a vida.

Quando ainda estava no Rio, já ouvia falar através de amigos e conhecidos, sobre um lugarzinho lindolindolindo, mimoso que só ele, chamado Doce Ville, que fica escondidinho na Aldeota, com décor de casinha de fada e os doces mais lindos e deliciosos.

E uns dias depois que cheguei, tratei de ir até lá, numa tarde muito azul e agradável, neste último janeiro nosso. E foi amor, viu? O sofazinho, a parede florida, o banheiro fotogênico, a geladeira dos sonhos e, o mais importante, os doces e quitutes mais incríveis.

Trouxe para casa alguns docinhos, inclusive o famoso sanduichinho de brownie e brigadeiro. Só Deus na causa. A caixa é tão fofinha que guardei, e hoje descansa uma borboleta linda que achei no parabrisas do carro do vizinho.

Causos, sinais, coisas doces.






Bisous.

Imagens: de celular, direto do meu IG.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Sylvia Plath



Sylvia Plath era uma escritora americana incrível, uma poeta maravilhosa, mas que, infelizmente, muita gente cultua por ter cometido suicídio, especialmente pelo romance auto-biográfico The Bell Jar. Acontece mais ou menos a mesma coisa com alguns pseudo leitores da Virginia Woolf. Eu sei, o horror. 

 É que tem gente tosca que acha bonito o sofrimento e o sacrifício de si mesmo, por existências que parecem sofrer mais que as outras, talvez por descontrole emocional, talvez por excesso de sensibilidade ou falta de algum hormônio funcionando à contento. 

 Bisous.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Dizeres do Dia - I'm Nobody


Emily Dickinson.

Hoje é dia de Clarice!


A primeira vez que a li eu tinha 18 anos, dona da minha vida, independente, mas sim, ainda muito jovem. Haviam começado as reedições das obras de Clarice pela editora Rocco. Amei as capas com ilustrações da Flor Opazo e Carlos Scliar. Óbvio que naquela época eu não sabia, mas o amor não fica menor por conta disso. 

 Dai comprei o Laços de Família, um livro de contos. Depois Felicidade Clandestina, outro livro de contos. Não parei mais. 

 Clarice foi um dos motivos que me empurrou para o curso de Letras, para entender direitinho o que torna algo tão íntimo, tão pessoal, quanto os textos da dona Clarice, em literatura, portanto ficção. Eu já tinha em mim, veja bem, algo da crítica literária. 

Adendo: dizem que isso é uma espécie de doença, quando o vivente é, não tem como escapar não, a tal da crítica literária. Mas vossas mercês sabem que fugi dela, da crítica literária e, que engraçado, por um mesmo motivo que me fez estudar as cousas da literariedade, por Clarice Lispector.

 Porque consigo viver, admitir, aceitar e até compreender que Clarice não é amor para todos. Contudo, que queiram contestar o valor dos escritos claricianos para a literatura, como aconteceu comigo, em minha pífia experiência acadêmica, posso não senhor. 

 Todo dia afogo a crítica que mora dentro de mim com terebintina. Parece que não morrerá, mas a quietude está ai. 

 Já falei foi tudo o que podia sobre Clarice aqui, em ataques de claricite, como diz minha amiga e mineira que só ela, Romina. Já chorei e ri lendo Clarice. Já amei e desamei um monte de coisas lendo Clarice. Amadureci, tive filho, os criei e ainda crio lendo Clarice. Ler é das coisas que deveriam ser naturais na vida de alguém e assim é para mim. Ler Clarice da mesma feita. Nem mais, nem menos afoita é a leitura clariciana, é apenas mais Clarice. 

 Acho que só pode ser, porque ela queria e virou o tal escrever movimento puro. 

 Imagem: Clarice por Bluma Wainer, Paris 1946.

Bisous.


Livros e autores injustiçados - Clarice Lispector

Esta publicação é originalmente do meu antigo blog Reverbera, querida!, tomei a liberdade de publicá-la aqui, porque né, o texto e imagens são de minha autoria.



Prometi em escritos passados que voltaria aqui com uma lista de livros injustiçados ou mal compreendidos ou ainda, compreendidos de forma ridícula, como, na minha opinião, o é Great Gatsby. Mas mudei de ideia e farei toda a semana um post sobre um livro e/ou autor mal interpretado e afins. Como já falei, mesmo que rapidamente, do livro preferido por todos de Fitzgerald (o meu é Suave é a noite - tenho uma edição de capa dura) o já citado Great Gatsby, começarei com uma das autoras mais importantes da minha vida, a quem dediquei e dedico alguns anos de estudos e muito bem querer, dona Clarice Lispector. 


 Ao menos em termos de Brasil, Clarice Lispector se tornou a autora mais esculhambada de todos os tempos. Virou bodega, em português chulo mesmo. De trechos inventados à batatinha quando nasce, tudo é atribuído à Clarice, que virou chacota nas redes sociais. 

 Passeando pela tenebrosa timeline do Facebook, tenho que me deparar com mini posts de coleguinhas mal alfabetizados dos meus erês, dando a referência de qualquer asneira à Clarice, para fins de ridicularização de qualquer coisa, pra parecer bacana, coisa e tal. Ou seja, Clarice virou a metonímia do ridículo, do grotesco e da farsa literária. 

 Estorinha verídica de internet: uma certa pessoinha, que se dizia fã de Clarice Lispector, a citava e recitava quase como mantra, mas nunca havia lido um livro de Clarice, apenas sobre Clarice, o malogro da biografia (e enfim eu entendi a academia que tanta raiva sente do biografismo). E quando foi ler Clarice Lispector propriamente dito, odiou. 

 O que isso quer dizer? Que Clarice virou um autor mito, de tantas citações e falsas informações sobre uma vida cercada de mistérios, fugida de uma guerra. Uma estória triste, que muitos sem conhecer, julgam charmosa. E acaba que para uma leva de leitores, a literatura de Clarice ficou à deriva deste mito. 

 Fora o mito Clarice, há aquela lenda da escritora hermética, difícil, que só gente muito profunda entende, ou seja, papo de hipster, ou seja, que coisa antipática. Daí que tudo ridiculamente difícil (ou que aparenta difícil) ganha um atributo clariciano. A piada foi tão esgotada que o difícil escapou, restando apenas o advérbio ridiculamente, mesmo que incomode profundíssimamente a nossa língua portuguesa. E tudo que é ridículo é clariciano, tipo a batatinha quando nasce. E as pessoas se divertem, multiplicando tais ideias sobre Clarice, compartilhando trechos que a autora nunca escreveu. Poesias, Clarice nunca escreveu poesia! E seguem com o massacre.

 Pessoas que nunca leram um conto da Flor de Lis, quando enfim procuram ler, se decepcionam, porque ler Clarice é uma outra experiência literária, a do fluxo de consciência levada a última instância. Bem diferente dos monólogos interiores de um Dostoiévski, muito mais palatáveis.

 Para ler Clarice recomendo: 1ª Laços de família; 2ª A Paixão Segundo G.H. e se você conseguiu, ou seja, se deixou conquistar por todas as cores, perfumes e sensações da tessitura de Clarice, recomendo em 3ª Água Viva. Você será então um leitor iniciado.


 {Minhas edições antigas perto do Coração Selvagem - 3ª edição da linda editora Sabiá - e A Paixão Segundo GH}


 {Edições da Rocco, que publica Clarice faz alguns anos}

{Biografias da Clarice} 

{E o meu Caderno de Literatura Brasileira, raríssimo, esgotado e xodó!}

Bisous.

Hoje é dia de Emily Dickson!


There is no frigate like a book 
To take us lands away, 
Nor any coursers like a page 
Of prancing poetry. 
This traverse may the poorest take 
Without oppress of toll; 
How frugal is the chariot 
That bears a human soul!

Né linda? Nhoin. A poeta mais linda de todas e hoje é seu aniversário.

Bisous.

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