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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

ABC da Moda - Y (Yohji Yamamoto)



Toda a experimentação nipônica modal encarnada nas mãos do brilhante Yohji Yamamoto das dobraduras e sobreposições texturas e tecidos que remetem a anos de excelência na cousa criativa, no artístico, no sair do lugar comum. 

 Bisous.

ABC da Moda - Z (Zuzu Angel)



Zuzu Angel foi uma estilista brasileira, mãe do militante político Stuart Angel Jones e da jornalista Hildegard Angel. 

 Personagem notória do Brasil da época da ditadura militar, ficou conhecida nacional e internacionalmente não apenas por seu trabalho inovador como estilista de moda, mas também por sua procura pelo filho, militante de organizações extremistas, assassinado pelo governo e transformado em desaparecido político, em que enfrentou as autoridades da época e levou sua busca a se tornar conhecida no exterior.

Bisous.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

ABC da Moda - X (Xadrez)



A gente está vivendo uma época de muita informação, que é muito fácil de encontrar (google, wiki - eu sou do tempo da enciclopédia, dos almanaques abril, dos dicionários e confesso que ainda os uso), difícil de confirmar e que todos, por conta justamente (em parte) do excesso de informação, sabem de tudo um monte (em excesso), especialmente no mundo virtual. 

Há quem se zangue (comigo) com quem sabe o nome de meia dúzia de estilistas, sabe a história de cada um, ao menos um pouco para prosear e, vejam só, até identifica de olhar um vestido Versace de um Chanel (porque é óbvio). O que lhes parece pedante, na verdade é uma questão de cuidado profissional. Já pensaram nisso? Pois bem, mas não é deste tipo de (pseudo) conhecimento especializado (chato) que falo (conhecimento similar a quem entrou no curso de letras e já havia lido toda a obra de Machado de Assis, de Alencar, de Guimarães Rosa, de Graciliano, lido um monte de filosofia etcetara coisa e tal, porque lhe pareceu natural, fora que o ser humano tinha tempo - eu). 

O excesso de informação a que me refiro é, ainda, a coisa da tendência . tem que ter, que ser, tem que fazer, bla bla bla. Pois muito que bem, uma das tais tendências vigentes que super me aborrece, é a coisa do xadrez neste momento em que vivemos. Não, eu não tenho raiva alguma do xadrex, pelo contrário, gosto bastante, apesar de que só tenho duas peças xadrez, uma saia kilt (estilizada, criada por mim pelo único e besta motivo de que eu não encontrava em canto algum algo similar) e, uma camisa xadrez. Que não, eu não comprei para esta temporada. Não, eu não comprei na última temporada do xadrez. Na verdade comprei em meados de 1994 (ou 1995) na época em que inaugurou a C&A em Fortaleza, uma coleção meio homenageosa ao grunge, ao Nirvana, ao Kurt Cobain, meu ídolo mor da adolescência e que continua sendo um dos meus ídolos inté hoje. 

 Sim, a camisa ainda está firme e forte, não caiu botão, não desbotou, não criou bolinha. O meu único problema em relação a minha camisa xadrez de estimação, além das asneiras de modinha e tendência que me obrigo a ouvir, era o ex-respectivo me chamando de lenhadora. 

 Então, muito que me aborrece alguém sugerir, ao me ver com minha camisa xadrez, que estou usando a modinha do momento, sendo que minha camisa tem bons 17 anos, foi comprada por uma inspiração conteudística, com referência de época e não porque a revista tal disse que é o forte da estação. Certo que não há como deduzir toda a minha história de vida com a bendita camisa xadrez, mas realmente tem como deduzir que eu (ou qualquer outra pessoa) está a usar por conta da tendência fresquinha do momento? Acho que já passou da hora da geral começar a pensar em se vestir para si, respeitando a sua história e legitimando o ser único de cada um de nós.

Bisous.

Imagem: Marc Jacobs Grunge.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

ABC da Moda - W (Walter Rodrigues)



Walter Rodrigues é conhecido pelos seus vestidos fluídos e longilíneos, inspirados nas silhuetas dos anos 30 e no seu fascínio pela cultura oriental. 

 Gostava de pesquisar e descobrir novos caminhos, nas artes em geral e a história do homem. Pensou em ser museólogo ou mesmo antropólogo, mas descobriu a moda, e que ela é um pouco disso tudo. 

Walter acredita que o futuro da moda está na tecnologia, pois as formas e estruturas das roupas, pouco mudaram neste último século. A pesquisa é primordial para o descobrimento de novas matérias, novos tingimentos e acabamentos para impulsionar os caminhos da moda. Ele associa seu sucesso ao fato de ser uma pessoa privilegiada, pois trabalha com aquilo que gosta: ¨fazer pessoas felizes com suas roupas¨.

A imagem que escolhi para o verbete de Walter Rodrigues não poderia ser outra, seu famoso desfile todo composto por modelos negras, o que não deveria ser incomum em um país mulato como é o Brasil. Mas é. E Walter faz a diferença.

Bisous.

domingo, 10 de agosto de 2014

ABC da Moda - V (Villaventura)



Lino Villaventura, nasceu em Belém, se criou no Ceará e fez fama em São Paulo. Uma das estrelas da moda tupiniquim, um dos poucos em que a gente identifica o tal do dna brasileiro. Adendo: particularmente, eu tenho muito abuso da expressão "dna da moda", mas né, faz sentido,

Começou sua carreira em 1978 e em 1982 lança em Fortaleza a marca "Lino Villaventura" em parceria com Inez Villaventura. Já em 1987 participa de eventos e exposições nacionais e internacionais mostrando o seu trabalho. Em 1996 participa do Morumbi Fashion (antigo Phitoervas), que depois viria a ser o São Paulo Fashion Week. 

Já trabalhei no backstage, no apoio da equipe, fazendo bainha de vestido no Dragão Fashion. Se eu pudesse, colocaria esta informação em meu currículo de professora, mas né. Adendo: fez-me lembrar de uma amiga que ficava triste por não poder colocar todos os cursos que havia feito, como pintura em cerâmica e bordado da vovó, coisas lindas, mas que não servem de nada em currículo de professorinha. Ah, a inutilidade do ser.

Bisous.

ABC da Moda - V (Valentino)



Poucos estilistas criaram moda tão bonita e feminina quanto este caro senhor italiano. Valentino é daqueles estilistas que aprenderam fazendo. Brincando com os retalhos da loja da tia, usando agulhas, fazendo moldes, recortando, inventando, moldando, criando. Seu atelier era uma conjunção de tudo o que há na moda, seus colaboradores são a comunhão de todos os estilos, que deságuam em sua conhecida elegância, beleza e requinte.

 Valentino Garavani nasceu em um povoado próximo à Milão, em 11 de maio de 1932. Desde pequeno sabia que sua vida seria dedicada a arte de vestir. Na juventude foi para Paris, estudou na Escola de Beaux Arts e na Câmara Sindical de Costura Parisiense, antes de se tornar assistente de costureiros como Guy Laroche e Jean Desses. Voltou para a Itália em 1959, para abrir sua primeira loja, em Roma. Isso tudo com pleno apoio e estímulo dos pais. O pai vendeu a casa de campo para abrir a primeira loja do filho.Fofo, né? A mãe o aconselhou a manter-se sempre elegante e simples, o que faz até hoje.

 Já com suas primeiras produções, 1960, Valentino chamou a atenção do mundo e já atraia o olhar de mulheres elegantes, pelo deslumbre de suas criações, como foi o caso de Elizabeth Taylor, que usou um modelo criado por ele, na pré-estreia do filme Spartacus, de Stanley Kubrick, em 1960. 

Sua aclamação, contudo, veio em seu mais que famoso desfile da Coleção Branca, também conhecido como Fase Branca, em 1968, que foi aplaudido de pé pela plateia por mais de dez minutos. 

Bisous.

sábado, 9 de agosto de 2014

ABD da Moda - U (Underground)




Underground, do inglês subterrâneo, é um termo utilizado para definir pessoas que utilizam padrões diferentes para agir e se vestir, fora do que os demais identificam como tradicional. O termo underground é bastante comum desde que começaram os movimentos jovens ou tribos urbanas. 

Bisous.

Imagem: Vivienne Westwood, a pioneira da moda underground.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

ABC da Moda - T (Tule)


O tule é um tecido originalmente fabricado em seda, algodão ou nylon. É fino, armado, leve e transparente, sendo bastante utilizado como adorno para vestidos e saias. Sua aparência é representada por malhas que podem ser redondas ou poligonais. Possui esse nome por causa do lugar que surgiu, Tulle, uma cidade na França. O tule foi bastante usado a partir de 1900, para dar a sensação de frescor ao vestir.

Tule é um daqueles tecidos mágicos que habitam os nossos sonhos de meninas, desde os tchutchus de bailarinas até escândalos, como a coleção de vestidos em tule de Viktor&Rolf.

Bisous.

Imagem: Viktor&Rolf.

ABC da Moda - T (Tailleur)



Tailleur é a palavra francesa para alfaiete, literalmente. Contudo, em termos semânticos, o que a maioria das pessoas quer dizer e pensa quando fala, ouve ou lê tailleur é no conjunto feminino de saia e casaco ou calça e casaco de alfaiataria. 

Em francês seria 'un tailleur pour dames'. O traje começou a ser adotado em 1880, mas foi popularizado por Chanel, na década de 1950. Ela simplificou o corte da roupa, que virou o uniforme da mulher moderna e chic. Um tailleur bem cortado, de ótimo material e de caimento perfeito é atemporal. Um tailleur Chanel é herança. 

 Bisous.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

ABC da Moda - S (Seda)


Deixa Monsieur Dior falar, que ele sabe das cousas, e como sabe, né?

 "A rainha de todos os materiais. A mais adorável, a mais feminina, com todas as qualidades que a natureza dá às coisas que não conseguimos nós mesmos fazer." 

 Precisa falar mais? 

 Bisous. 

 Imagem: vestido de seda Dior by Galliano.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

ABC da Moda - R (Rosa)



Monsiuer Dior adorava rosa. Achava a mais doce e feminina das cores e talvez por isso seu petit dictionnaire seja rosa. Nem sempre amei rosa. Quando criança não gostava muito e durante a adolescência, e comecinho da vida madura, não me lembro de comprar para mim nada rosa, nem tampouco pintar unhas de rosa, usar maquiagem rosa. Nada. 

Contudo, o enxoval da minha primeira menina foi rosa, e da segunda aussi. A maturidade me fez doce, me fez apreciar a leveza de aceitar que é bom ser mulher e se sentir mulher e me achar linda de girl about town. 

Bisous. 

 Imagem: Kate Moss para Vogue Paris.

ABC da Moda - R (Ronaldo Fraga)



Ronaldo Fraga é um estilista brasileiro, nascido em Minas Gerais e graduado em estilismo pela Universidade Federal de Minas Gerais. Também estudou em Nova York, cursou a Parson's School com a bolsa que recebeu por ter vencido um concurso da empresa Têxtil Santista. Em Londres, aprendeu chapelaria na Saint Martins e, junto com o irmão, abriu uma pequena produção de chapéus, vendidos nas famosas feiras de Camden Town e Portobello.

Em 1996, participou do Phytoervas Fashion (o pai da SFW), em São Paulo. Em 1997, ganhou o prêmio de estilista revelação. Logo em seguida lançou a sua marca própria. Após participar da semana de moda Casa de Criadores, Fraga foi convidado a entrar no São Paulo Fashion Week e desde então desfila nas duas edições anuais do evento.

 Logo na segunda participação, as roupas para o verão 2001-2002, inspiradas em Zuzu Angel, foram indicadas como melhor coleção feminina de 2002 para o prêmio Abit - Associação Brasileira da Indústria Têxtil.

Bisous.

ABC da Moda - R (Renda)



A renda é delicada, as mais preciosas feitas à mão. Fios entrelaçados que formam beleza. Renda é lindeza e é história.

 Bisous. 

 Imagem: Prada fall/winter 2008.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

ABC da Moda - Q (Quarar)


Quando aprendi a lavar roupa, com 18 anos, foi uma tia querida que me ensinou. Era uma daquelas mulheres fortes do Sertão, que lavavam roupa na beira do rio, que trabalhavam muito, de sol a sol, para criar os filhos. Veio passar uns dias em Fortaleza, para se tratar de um mal que um dia a levou de nós.

Ela que me ensinou a fazer tapioca, cuscuz de milho, a passar um café bom que só, no coador de pano. E, me ensinou a lavar roupa. E quarar a roupa, que é deixá-la ainda com sabão (se possível de coco) ao sol ,por um dia inteiro e depois enxagüar (deixa a trema!).

Por motivos de que, moro em apartamentos faz muito tempo, nunca mais experimentei o velho método de quarar a roupa. Nunca mais tive um varal a contento, coisa que por si só, acho lindo.

Bisous.

Imagem: Rodney Smith.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

ABC da Moda - P (Preto)



Segundo Monsieur Dior, a mais importante, a mais popular e a mais elegante de todas as cores. Gostava tanto de preto que jurava poder escrever um livro todo apenas sobre essa cor. Quem somos nós para discordar de Monsieur Dior?

 Bisous.

 Imagem: Lanvin Fall 2009.

ABC da Moda - P (Plumas)



Plumas, porque eu acho escândalo, acho lindo, acho carnaval, tropical.

Bisous.

ABC da Moda - P (Plissado)



Plissados ou plissés (do francês) são pregas feitas à máquina, que atribuiem textura a cousa. É um pregueado regular criado por penses costuradas ou prensadas no tecido. O plissado é usado desde o século XIX na confecção de vestidos de baile. Tornou-se particularmente popular nas décadas de 20 e 50 e eu acho lindo.

 Bisou. 

 Imagem: Vera Wang, a musa dos plissés.

ABC da Moda - P (Perfume)



Deixarei Clarice lhes dar uns conselhos sobre o assunto, tudo bem?

 “Uso um perfume cujo nome não digo: É meu. Sou eu. Não digo o nome também por segredo. É bom perfumar-se em segredo. Só digo uma coisa dele: é agreste e um pouco áspero com doçura escondida”

 Trecho do Correio Feminino, de Clarice Lispector. Para ler mais Clarice versando sobre perfume leia Água Viva. 

 Bisou.

domingo, 3 de agosto de 2014

ABC da Moda - O (Organza)



Lindo, e apesar da leveza da transparência, a organza é ainda assim um tecido com uma certa estrutura, que possibilita brincar em camadas com franzidos, criando flores e texturas. Uma das primeiras sensações de riqueza pura e simples que senti foi justamente com uma saia feita de organza italiana, do meu vestidinho de primeira comunhão. 

 São poucas as mentes da moda que trabalham tão bem com um tecido melindroso como a organza, e uma dessas pessoas lindas é Valentino. 

 Bisou.

 Imagem: vestido lindolindolindo de doer, Valentino por ele mesmo.

sábado, 2 de agosto de 2014

ABC da Moda - N (Nylon)



Monsieur Dior nunca fez um vestido de nylon (náilon), mas apreciava sua facilidade em termos de lavagem e durabilidade e falava que muito haveria de se estudar até se fazer algo lindo com nylon. 

 Já Yohji Yamamaoto não esperou muito, não é? 

 Bisou. 

 Imagem: Yohji Yamamoto nylon parachute wedding.
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