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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Cílios de Twiggy

Postagem antiga e de sucesso do bloguito antigo, Reverbera querida!, trouxe para cá com alguns adendos.


Ah, o ser humano e seus contrastes existenciais. Apesar de que nunca gostei de carnaval, sempre tive vontade de ir a um baile daqueles bem arrumados, tipo o baile da Vogue. E todo o ano eu imagino que maquiagem usaria e sempre me ocorre o que há de mais dragqueen, cílios postiços, tipo Twiggy.

Onde encontrar cílios? No Rio as lojas de fantasia e adereços no Saara e as lojas de artigos de beleza. Em São Paulo, óbvio, a 25. Em Fortaleza na região do Centro da cidade, Senador Pompeu, General Sampaio, nas ruas de trás da Caixa Econômica da Praça do Ferreira, na Casa China que fica na rua do  antigo CCBNB, acho que é a Floriano Peixoto.

 Geralmente (eu disse geralmente) em casas que vendem os cílios, vendem as colinhas, nem sempre muito boas. Sempre usei a Fing'rs (em média R$ 20,00). Uso cílio postiço quando quero um olho escândalo-drama, ou seja, sempre que tem festinha. Uso Fing'rs preto, porque uso em esfumado escuro, com delineador preto coisa e tal. Dá pra dançar, suar e fica tudo quieto no canto. 

 Mas e para o carnaval, qual postiço usar? O mais Drag queen possível, minha gente. Valendo desde os tipo boneca de porcelana Twiggy até os coloridos, que podem vir com strass e penas (rs).Dica: cílio laranja fica lindo com batom pink, cílio amarelo com boca vinho. Daí é glitter no canto da pálpebra (ou nela toda) aplicado com dedo mesmo 

E se inspire em nossa linda Twiggy.


Inté.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

ABC da Moda - R (Rosa)



Monsiuer Dior adorava rosa. Achava a mais doce e feminina das cores e talvez por isso seu petit dictionnaire seja rosa. Nem sempre amei rosa. Quando criança não gostava muito e durante a adolescência, e comecinho da vida madura, não me lembro de comprar para mim nada rosa, nem tampouco pintar unhas de rosa, usar maquiagem rosa. Nada. 

Contudo, o enxoval da minha primeira menina foi rosa, e da segunda aussi. A maturidade me fez doce, me fez apreciar a leveza de aceitar que é bom ser mulher e se sentir mulher e me achar linda de girl about town. 

Bisous. 

 Imagem: Kate Moss para Vogue Paris.

terça-feira, 29 de julho de 2014

ABC da Moda - I (Ícone)


Eis uma palavra com o sentido muito deturpado por estes nossos dias, cheios de informações demais, verdades demais, coisificando as pessoas e transformando gente sem sumo em modelos para se seguir. 

Nem todo mundo que usa uma Speedy é paradigma de comportamento. A palavra ícone, do grego eikón, ónos. De cara a gente encontra como definição que ícone é quadro, estátua ou qualquer imagem que, na Igreja Ortodoxa, representa Cristo, a Virgem, ou um santo. Na Rússia, Romênia, Sérvia e Grécia, designava uma pintura executada sobre madeira representando uma imagem religiosa. Ou seja, o exemplo em imagem.

Quando falamos em imagem, é importante entender que a imagem é sempre uma representação de um objeto, embora tratemos a imagem do objeto como se fosse o próprio objeto mais importante e querido. 

Bisou. 

Imagem: Audrey by Avedon, 1961.

domingo, 27 de julho de 2014

ABC da Moda - E (Estilo)



Isabela Blow, foi uma das editoras de moda mais importantes, um ícone da moda internacional e um ícone de estilo. Tinha um sentido natural de estilo e uma boa sensibilidade para as futuras direções da moda. A musa do designer de chapéus, Philip Treacy, é reconhecida por ter descoberto as modelos Stella Tennant e Sophie Dahl, tal como Alexander McQueen, de quem comprou a primeira coleção inteira por 5.000,00 £, parceladas em 100,00 £ por semana..

De acordo com uma entrevista concedida Tamsin Blanchard, Blow declarou que usava chapéus extravagantes por uma razão prática: "para manter todos afastados de mim. Eles dizem, Oh, posso beijá-la? Eu digo, Não, muito obrigado. É para isso que uso o chapéu. Adeus. Não quero ser beijada por qualquer um. Quero ser beijada pelas pessoas que amo." 

Suicidou-se em consequência de problemas nervosos em 2007.

Bisous.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

A pataquada do ser sexy



Recentemente se falou de uma certa polêmica, em relação a uma certa senhora, muito fina, filha de outra senhora, muitomuito fina, que todos das modinhas amam dizer que amam. Pois é, vocês sabem de quem estou falando. E elas são realmente tudo isso, são finas, elegantes, a mãe é ícone de estilo tupiniquim (seja lá o que isso quer dizer), reverenciada até pela chatíssima Garance Doré (apesar de muito-muuuuito chata, Garance consegue ser menos chata do que a Man Repeller). 

Ninguém quer e nem ousa mexer na santidade alheia. Talvez, em algum momento, aqui e ali, Regina Guerreiro o faça, porque né, ela pode (e se reparar bem, sempre há um certo tom de sei lá o quê quando Dona Regina se refere a Dona Pascolato). Mas não me entendam mal, também meio que me junto ao coro do oba-oba. Meio. Porque é muito bom ter ícones e heróis e pessoas que a gente admira. Muito mais do que amar dizer que ama. 

Acontece que meu ícone para vida toda, em termos de estilo, é Dona Audrey Hepburn, lindalindalinda, atriz talentosa, humanitária e protetora dos animais, já nos idos da antiga Hollywood, quando não era modinha ou politicamente correto.

Quando comecei a observar os looks de desfile europeu de Dona Costanza, sempre com alguma pele ("porque é quentinho e aquece o corpo" segunda a própria), tudo arrumadinho em cima da cama do hotel e registrado com orgulho, deu um certo abuso, daí uma preguiça enorme. É o que tenho a dizer sobre.

A tal da polêmica em relação a filha, que se mostrou de lingerie aos 50 anos? Primeiro, de fato as imagens não são nada vulgares, tampouco sensuais. Na verdade beirou o patético. A primeira ideia que me ocorreu foi a de uma canjica (curau) salpicada por canela. E canjica não é algo visualmente sensual, nem sexy. É um quitute jeca, matuto, caipira, sertanejo. Então, né? Rolou algum problema ali. 

E a necessidade disso, sabe como? Desculpa, mas esta conversa de que a mulher brasileira acha errado ser velha? A gente pode discutir um monte sobre isso, mas encaremos um fato incontestável, o desfile de mulheres acima dos 50 nas pelas praias brasileiras, de biquinis, estando em forma ou não, nem aí para a opinião alheia. Quer dizer, né?

Eu já acredito que a mulher brasileira é obrigada a ser sexy cedo demais e por muito tempo. E isso é um saco. Fujo completamente do padrão sexy-mommy, sou converse-mommy total e estou muito feliz e tranquila do jeito que sou.

Mas se eu procurasse um ícone de mulher madura e sexy procuraria Sophia, Jessica. E precisa de outras?

Bisous.

Imagem: Audrey Hepburn by Steven Meisel, Vanity Fair.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Armani Privé 2014 - Ai de mim

















Faz um tempo que deixei de ser besta e só escrevo sobre os desfiles que me agradam, porque né, não sou paga para assumir tamanho compromisso, o de deixar por aqui juízo de valor mediante toda a minha parca visão modística, especialmente sobre algo tão distante da maioria  de nós, que são os desfiles parisienses, direto de seus ateliers de alta costura, que só é feita lá.

E isso foi muito saudável, decisão que mantenho firme e forte faz quatro anos, amém. Mas confesso que, quando chega os benditos desfiles franceses, couture ou prêt-à-porter, o  bicho carpinteiro toma conta de mim: porque eu quero ver tudo, saber  de tudo, comentar tudo ahhh. Esta fashionista absurda e doida que mora dentro de mim, que tem que se conformar com sua vidinha de estilo brechó. E nem são mais os brechós cariocas.

O desfile da Armani Privé é dessas coisas que me deixam maluca de tão incríveis: os tecidos maravilhosos, o trabalho, o acabamento e, ainda teve fofura em dots em 3d. Ai de mim.

Bisous.


sábado, 24 de maio de 2014

O Vestido de noiva e a Rainha Victoria




Quando comecei a me envolver na organização de casamento (eu passei por esta fase), por conta da minha índole curiosíssima, comecei a querer saber de todos os pormenores e, adivinhem por qual me fascinei mais? O vestido de noiva. Porque o vestido de noiva é a grande metáfora de tudo, porque é quando todos vêem a noiva, que tudo se torna verdade, eis ali o casamento todo representado em cada ponto, em cada nervura e detalhe do vestido, que para nossa cultura herdou a cor branca. 

E de onde veio isso? 

Sobre a origem do vestido branco, em termos de datas, não há um consenso. Registros históricos dão o nome da Rainha Mary Stuart da Escócia como a primeira a usar o branco para se casar, isso no século XVI. Mas se formos avaliar de forma mais profunda, a história do vestido de noiva está ligada à própria história do casamento, que entendo mais como uma necessidade de cumprir etapas e de erigir símbolos. 

Óbvio que tem toda uma questão nada romântica na raiz das coisas, é sempre assim, mas a necessidade de cumprir etapas me parece ser o legado mais forte. Certo que existiam e existem até hoje casamentos combinados, arranjados, por interesse político e/ou material, a história dos dotes que esteve presente entre nós ocidentais até dia desses, todo mundo sabe disso. 

 No início de tudo, as tradições de casamento exigiam flores e suntuosidade nos vestido (coisa que nos acompanha até hoje), que haveriam de ser diferentes de um vestido comum, isto se falando da nobreza, realeza. As camponeses casavam-se com vestidos especiais também, mas sem luxos. As cores eram variadas, sendo que na Idade Média muito se usou o vermelho, o dourado e até o preto, pois era a cor certa para se apresentar perante o altar católico. O preto era a cor do respeito e da contemplação. Aí entram os casos peculiares, do primeiro uso do branco que, digamos, reverberou de fato, que não foi a "precursora" Mary Stuart, mas sim a jovem Maria de Médice. O branco era uma cor vetada, acredito também por remeter a certos rituais pagãos em que as sacerdotisas se vestiam de branco. Foi um ato de rebeldia. E ela só tinha 14 anos mal completos. Por sua pouca idade, alguns artistas da Renascença atribuíram o branco à sua pureza de quase criança. 

 Porém, a história mais famosa, acredito que muito por força desta figura e por toda a aura de romantismo da história, atribui-se o vestido branco de noiva à Rainha Victoria, um verdadeiro mito, uma existência incrível da Inglaterra, séc. XIX. Ela foi talvez a primeira nobre a se casar por amor, inclusive ela quem fez o pedido de casamento ao seu primo, príncipe Albert. É que ninguém podia pedir a mão da rainha, daí né? 

 Ela escolheu um lindo e doce vestido e véu brancos, tendo a cabeça adornada por flores e sem coroa, o que foi uma coisa completamente nova. Esta história de soberania do amor, correu as cortes, as rodas de conversa e de repente todas queriam imitar a Rainha Victoria e se casar de branco.

 Tanto a rebelião corajosa da Rainha Maria de Médice, como a força da personalidade e do amor da Rainha Victoria são elementos que super atribuem aos vestidos de noiva, herdeiros destas mulheres, uma carga afetiva riquíssima. 

Bisous.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

The Forest Magazine


Editorial lindolindolindo que encontrei recentemente, The Forest Magazine. 

Em clima de contos de fadas noir, a nudez velad e os tons pastel invadem a alcova desta pequena novaiorquina, em devaneios imagéticos.






Bisous.

Imagens: The Forest Magazine
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