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domingo, 13 de março de 2016
domingo, 25 de outubro de 2015
Domingo em movimento - O Iluminado
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sexta-feira, 10 de abril de 2015
100 Unhappy Days #13
75. Todo mundo do trabalho esqueceu do meu aniversário. Confesso que tirei o lembrete do facebook de propósito pra ver quem lembraria. E tirando família e amigos íntimos, ninguém lembrou. E está bem visível num quadro na sala dos professores, feito pela coordenação, e daí que falam de integração da equipe. Né? Feio, viu?
76. Estou precisando de Rivrotril, e não, não é frescura, porque eu não gosto de precisar de Rivrotril. Apesar do efeito ser fantástico.
77. Raquearam minha conta do Facebook. Durou pouco, mas eu fiquei passé composé com o incômodo que provoco em algumas pessoinhas. Inveja é uma doença, de fato. E ainda tem gente que tenta amenizar a coisa da inveja. Não gente, inveja é coisa séria e grave. O pior é que sei quem foi, por conta da coisa que foi feita especificamente. A pessoa escreveu na minha linha do tempo: "dou péssimas aulas de português". Um dia depois que recebi um monte de mensagens lindinhas de alguns alunos que gostam das minhas aulas. Pessoinha, melhore.
78. Um moleque ex-aluno da escola onde dou aula tentou me cortejar, digamos assim. Na verdade, ele me deu uma cantada horrorosa, feia, asquerosa, daquele tipo que as pessoas chamam de cantada de pedreiro, que eu não entendo muito bem, porque a cantada nojenta não é um domínio único dos pedreirinhos da vida. Mas então, fiquei me sentindo mal, sabe? Porque aluno é aluno para o resto da vida. É muito feio, é anti-ético.
79. Tomei um tombo que vocês não têm noção, mas tipo, me esborrachei sinistro no chão. Quase que desloco o joelho.
80. Encontrei este kit de canetas marcadores da Sharpie na Montreal, que fica perto da Praça do Correios no Centro de Fortaleza. Não faço ideia do nome da rua, tampouco estou com vontade de procurar a lista de endereços. Sejam bonzinhos comigo, tudo bem? Tudo bem então. Pois é, encontrei e estava custando uns 65,00 R$ e eu pensei: é caro, depois eu passo aqui e compro. E eu voltei um pouco depois. E não tinha mais. E deixe que agora estou viciadinha na frescura de lettering, que é basicamente fazer uma letra desenhada ou gótica ou ambos e as canetas Sharpie são bem boazinhas para começar, né? Eu as uso para ilustração também, são baratas a unidade, cerca de 5,00 R$. Pois não tinha mais desse estojo com todas essas cores lindas. Encontrei online vendendo por 150,00 R$. Sim, você leu certo, CENTO E CINQUENTA REAIS. E me deu vontade de escrever um email para a loja perguntando da cara de pau. E não tem o diabo do estojo em nenhum outro lugar. Osso.
81. Aliás, material de desenho é um negócio assustadoramente caro e difícil em Fortaleza. Fiz um post para La Coloriste sobre, contando um pouco da minha historinha com material artístico ao longo dos anos. Uma frustração só. Que saudades das Casas cruz.
Inté.
Imagens: 4. A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça e 5. Laranja Mecânica.
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sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Laranja Mecânica (livro e filme)
Dia desses uma aluna muito querida me perguntou sobre o Laranja Mecânica e fazia tanto tempo que eu não pensava sobre o filme e sobre o livro, que meio que me perdi em pensamentos e digressões acerca.
O Laranja Mecânica é um livro, antes de ser o filme do Stanley Kubrick. Seu autor, Anthony Burguess, escreveu e publicou em 1962, após receber um diagnóstico errado do tipo, você morrerá daqui uns meses, lamento muitíssimo. Eu já fui desenganada aos 21 anos então eu super sei como é.
Então, o tal livro é o Laranja Mecânica, um dos livros mais aclamados, e por que não dizer, atuais de todos os tempos, que foi imortalizado em 1971 pelo Kubrick na sua adaptação da história do depravado e demente Alex. Até hoje a história consegue impressionar pela violência e alienação ao som de Beethowen, ídolo de um jovem delinquente, que se vê a mercê da manipulação do governo e tem tirado de si seus bens mais preciosos: o sadismo e a perversão.
E o nome Laranja Mecânica, donde vem? É duma expressão inglesa “as queer as a clockwork Orange” ou “tão bizarro quanto uma laranja mecânica” e é a definição dada a uma pessoa que, apesar da aparência normal e saudável, não possui vontade própria, vira uma marionete ou fantoche. Como é o caso do fofo #sqn, Alex DeLarge, que no livro é apenas um adolescente de 15 anos (no filme Alex é mais velho), que se encontra numa Inglaterra retro-futurista, onde a juventude não quer saber de nada, o governo aliena a população e a violência entre jovens chega a níveis absurdos. Lembra algo? Pois é. Mas eu também gosto da metáfora da laranja mecânica como algo natural que se coisifica. Eu fazia uma alusão ao suco de laranja industrializado, cheio de conservantes (modificado, coisificado) que até internalizei que os membros da gangue de Alex tomavam suco de laranja, mas não, é leite batizado. Aloka.
Voltando ao Laranja Mecânica e sua “ultraviolência”, os jovens se vestem e se comunicam num dialeto próprio, dialeto esse que contém termos da língua eslava e de outros idiomas, denominado Nadsat. O livro tem um glossário inclusivo, meus *druguinhos. A experiência de ler o livro nos faz sentir um pouco ignorantes à princípio: “naquela manhã de domingo, o chapelão leu trechos do livro sobre tcheloveks que haviam sluchado a slovo". Pois é. E Burguess queria mesmo causar essa sensação de estranheza com o seu Nadsat, ele queria que o leitor se aproximasse mais da situação que os adultos viviam em relação à juventude retratada no livro. O desentendimento e falta de sentido são peças chave para que se mergulhe no mundo de Laranja Mecânica.
E o Alex? Ele é jovem, sem perspectivas, que não a maldade. Não é reprimido pelos pais, que deveriam reprimí-lo. Perfeito caso de alienação parental. Um rapazinho difícil, supostamente inteligente, apaixonado por música clássica, especialmente Ludwig Van Beethowen. É bonitinho e teria um futuro promissor, caso não fosse um psicopata. Um monte de gente acha o personagem de Alex charmoso e interessante. O mesmo tipo de gente que deve achar o Ted Bundy bonito e charmoso. Tanto o psicopata ficcional, quanto o real, para mim são dois idiotas perversos. Sinto abuso. Náusea.
Alex é pego cometendo assassinato, daí é preso e vira cobaia num experimento do governo, que eu já citei. No filme de Kubrick, a cena do “Tratamento Ludovico” é eternizada tanto pelo impacto visual, quanto pelos gritos do ator Malcom McDowell.
O livro é muito melhor que o filme? Na verdade é muito maior. Mas o filme ganhou uma dimensão assustadora, porque é uma adaptação incrível de um diretor incrível, que meio que alterou a paternidade da obra. É muito comum ouvir por aí "Laranja Mecânica do Kubrick" em vez de "Laranja Mecânica do Burguess".
Mas Burguees está vivo, minha gente. Kubrick não. Burguess escapou de um tumor no cérebro. Kubrick, por ironia (ou não) morreu anos atrás muito doente, dum infarto fulminante, possivelmente por uma mandinga do Burguess, que o odiava. Euestoubrincando.
Assistam e leiam.
* drugues, gíria originada do russo ‘droogs’, que designa um grupo de jovens delinqüentes.
* drugues, gíria originada do russo ‘droogs’, que designa um grupo de jovens delinqüentes.
Bisous.
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sexta-feira, 10 de outubro de 2014
O Mês do Terror - O Iluminado
“Only work and no play makes Jack a dull boy”
Recentemente assisti Room 237, documentário, dirigido por Rodney Ascher e lançado em 2012, que revela algumas teorias implícitas e mensagens subliminares presentes na versão para o cinema de O Iluminado, versão essa do nosso querido Stanley Kubrick. O livro a gente sabe que é Stephen King que por sinal, odiava Stanley Kubrick.
Adendo: prometi falar algo sobre a pinimba entre Kubrick e King. Cumprirei em breve.
O filme deixa claro que, mesmo após tantos estudos, provavelmente ainda há mais mensagens que não foram descobertas pelos estudiosos da obra.
E olha que o filme foi super dissecado. Inclusive foi visto por gente maluca por Kubrick, de todas as formas possíveis: de trás para frente e sobreposto ao original. E eu acho isso tudo muito interessante, mas, ao mesmo tempo, aborrecido, porque né, Kubrick modificou consideravelmente a história em relação ao romance original. O labirinto, por exemplo, sequer existe no livro e seria uma referência ao mito do Minotauro, que super faz sentido, mas é uma avacalhação com o autor. Duchamp adoraria.
O certo é que o filme traz muitas referências da mitologia do universo kubrikiano, mas o que mais me chama a atenção é a tensão entre o delírio e o fantasmagórico: em que lugar os personagens se encontram, sabe como? Se na versão literária de O Iluminado temos uma construção psicológica que direciona a narrativa para os acontecimentos que se passam no Overlook, o filme de Kubrick, ao contrário, não nos conta nada. E de propósito.
Na amplitude lúgubre colorida do hotel, a
sensação de insegurança nos faz descartar todo o background da família Torrance, para centrar a constructo imagético no Overlock. Prédios são elementos utilizados por ele para criar uma atmosfera de dúvida, deixar o espectador com a sensação perene de que algo não está certo.
Um dos aspectos decisivos para o sucesso visual do filme foi o uso ostensivo da steadicam, técnica de filmagem que havia acabado de ser criada. Com a câmera móvel, acompanhando as andanças dos personagens pelo hotel, Kubrick, ao contrário da estética clássica do terror, que sempre optou por esconder o ponto de ação, o diretor deixa sempre o cenário muito amplo e visível, o que coloca o espectador dentro da cena. Os passeios de velotrol de Danny pelos corredores do hotel, estamos sempre no ângulo de visão do pobre Dany, sob a imensidão quase opressora do prédio, a cada curva um novo corredor, a expectativa de encontrar algo ou ser encontrado pelo Overlook.
Ápice da loucura em palavras repetidas, Jack pretende terminar seu livro durante seu período como zelador. Esse trabalho literário de Jack aparece no livro, mas não tem tanto destaque como no filme de Kubrick, que utiliza a frase “Only work and no play makes Jack a dull boy” repetidas vezes ao longo dos originais para dar forma a uma das cenas mais perturbadoras do filme, o momento em que a loucura do protagonista se torna insuperável.
Boo.
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Stephen King
domingo, 10 de agosto de 2014
ABC da Moda - V (Valentino)
Poucos estilistas criaram moda tão bonita e feminina quanto este caro senhor italiano. Valentino é daqueles estilistas que aprenderam fazendo. Brincando com os retalhos da loja da tia, usando agulhas, fazendo moldes, recortando, inventando, moldando, criando. Seu atelier era uma conjunção de tudo o que há na moda, seus colaboradores são a comunhão de todos os estilos, que deságuam em sua conhecida elegância, beleza e requinte.
Valentino Garavani nasceu em um povoado próximo à Milão, em 11 de maio de 1932. Desde pequeno sabia que sua vida seria dedicada a arte de vestir. Na juventude foi para Paris, estudou na Escola de Beaux Arts e na Câmara Sindical de Costura Parisiense, antes de se tornar assistente de costureiros como Guy Laroche e Jean Desses. Voltou para a Itália em 1959, para abrir sua primeira loja, em Roma. Isso tudo com pleno apoio e estímulo dos pais. O pai vendeu a casa de campo para abrir a primeira loja do filho.Fofo, né? A mãe o aconselhou a manter-se sempre elegante e simples, o que faz até hoje.
Valentino Garavani nasceu em um povoado próximo à Milão, em 11 de maio de 1932. Desde pequeno sabia que sua vida seria dedicada a arte de vestir. Na juventude foi para Paris, estudou na Escola de Beaux Arts e na Câmara Sindical de Costura Parisiense, antes de se tornar assistente de costureiros como Guy Laroche e Jean Desses. Voltou para a Itália em 1959, para abrir sua primeira loja, em Roma. Isso tudo com pleno apoio e estímulo dos pais. O pai vendeu a casa de campo para abrir a primeira loja do filho.Fofo, né? A mãe o aconselhou a manter-se sempre elegante e simples, o que faz até hoje.
Já com suas primeiras produções, 1960, Valentino chamou a atenção do mundo e já atraia o olhar de mulheres elegantes, pelo deslumbre de suas criações, como foi o caso de Elizabeth Taylor, que usou um modelo criado por ele, na pré-estreia do filme Spartacus, de Stanley Kubrick, em 1960.
Sua aclamação, contudo, veio em seu mais que famoso desfile da Coleção Branca, também conhecido como Fase Branca, em 1968, que foi aplaudido de pé pela plateia por mais de dez minutos.
Bisous.
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domingo, 18 de maio de 2014
Dimanche au cinema - Nascido para matar
Ao contrário de todos os fãs de Stanley Kubrick que já conheci, euzinha considero Full Metal Jacket seu melhor filme. Sim, tem 2001, Dr. Jivago (detesto De Olhos bem Fechados), Iluminado, Laranja Mecânica (depois escreverei sobre as adaptações de obras literárias por Kubrick), mas eu prefiro Nascido para matar.
A maioria dos filmes que mais amo assisti sem saber do que se tratava e foi isso que aconteceu com este filme em questão. Aluguei num feriadão, faz muito tempo, nem sabia direito quem era Stanley Kubrick, basicamente só conhecia 2001 Uma odisséia no espaço, que eu havia gostado consideravelmente e que havia me perturbado - é que curto experiências perturbadoras.
Nascido para matar era completamente diferente. Os primeiros 20 minutos parecem com qualquer filme razoável sobre a Guerra do Vietnã e os fuzileiros americanos, uma instituição yankee: tem o engraçadinho, o melhor amigo do engraçadinho, o esforçado, o débil e o sargento durão desumano, Sargent Hartman, um ícone da história do cinema, que só dura a primeira parte do filme. Depois há a reviravolta e nos deparamos com a linguagem kubrickneana e suas desconstruções. É terrível e por isso, muito, muito bom.
Bisous.
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segunda-feira, 28 de abril de 2014
Segunda ♥
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