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sábado, 31 de outubro de 2015

Mês do Halloween - Rose Red



E para encerrar as postagens de Halloween, a minissérie de terror, criação do nosso querido Stephen King, que por sinal participa do filme como entregador de pizza.

Originalmente Rose Red foi ao ar em três episódios e foi inspirado levemente no romance "The Haunting of Hill House" de Shirley Jackson, que virou filme em "Desafio ao Além", de Robert Wise, e "A Casa Amaldiçoada", de Jan De Bont. 

O enredo é bem interessante, uma excursão de médiuns e parapsicólogos a uma casa assombrada com um passado terrível, Rose Red, em que o intuito é comprovar de maneira factual que fantasmas existem.

Por causa da longa duração foi possível construir de maneira muito detalhada a história de tragédias da casa, além de desenvolver alguns dos personagens principais do grupo de paranormais, todos muito interessantes. 

 King e o diretor Baxley conseguem criar um clima perfeito de filme de terror somente fazendo com que os personagens contem histórias sobre a casa e conversando sobre seus poderes, tudo isso na primeira metade da trama. O que gera uma grande expectativa do que irão encontrar quando finalmente entram na casa, o que acontece só na segunda parte.  Confesso que essa segunda parte o clima meio que se perde, pois tudo parece corrido e sem muita explicação. Alguns personagens têm destinos confusos, não deixa de ser assustador.

Como disse o próprio Stephen King no texto de Rose Red: casas são corpos que nos protegem, têm vida, às vezes, quando tudo está em silencio, conseguimos ouvir a respiração da casa. Quando estão assombradas é que na verdade estão doentes, então uma casa assombrada é como uma pessoa doente.

Boo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Mês do Halloween - Cemitério Maldito



É uma história que, sublimando a coisa do terror, dos cemitérios indígenas amaldiçoados e mortos que volta do além, mas sim do efeito que a morte causa nas pessoas. 

Baseado em um livro de Stephen King com roteiro adaptado pelo próprio, e dirigido por Mary Lambert em 1989, Cemitério Maldito é um filme sobre a morte, o luto e o sepultamento. Seu lado mais perturbador não está ligado ao sobrenatural, e sim no horror de perder um ente querido, horror pelo qual todos nós teremos de passar algum dia. 

 O título original, Pet Sematary (ou “cemitério de bichos”, escrito com a grafia propositalmente errada) se refere ao lugar onde as crianças da cidade de Ludlow, Maine (você que é leitor de Stephen King também teme o Maine?), enterravam seus bichos de estimação, a maioria mortos pelos enormes caminhões que cruzam a estrada principal. Louis Creed (Dale Midkiff) é um médico que acaba de se mudar junto com a esposa Rachel (Denise Crosby) e os filhos Ellie (interpretada pelas gêmeas Beau e Blaze Berdahl) e Gage (o adorável monstrinho Miko Hughes) para os arredores do cemitério de bichos. Com uma casa grande e confortável, um emprego sólido como médico da faculdade local e a agradável vizinhança do simpático Jud Crandall (Fred Gwyne, do seriado Os Monstros, perfeito no papel), a nova vida parece perfeita para os Creed. 

Mas as coisas começam a piorar quando o jovem Victor Pascow (Brad Greenquist) morre no consultório de Louis. Mesmo depois de seu coração parar de bater, ele abre os olhos e avisa ao médico que tentou salvar sua vida sobre o perigo que espera além do cemitério de bichos. Louis se vê confrontado com a morte novamente quando Church, o gato de sua filha, é atropelado na estrada, e em seguida a empregada Missy (Susan Blommaert) se suicida. Ao menos para o gato, Louis encontra uma solução, ao acompanhar Jud para uma área de sepultamento indígena e enterrar o pobre bichinho. 

No dia seguinte, Church está em casa, de volta dos mortos e com um comportamento estranho e agressivo. Poderia terminar aí, mas a maior desgraça da vida de Louis ainda está por vir, e a tentação de ressuscitar os mortos é grande demais, mesmo com consequências aterrorizantes. 

 Cemitério Maldito é cinema de horror puro, daquele que garante sustos, lágrimas e momentos de aflição, e, como toque final, a trilha dos Ramones, que não, não é só uma camiseta usada por gente que nem gosta de música, mas sim é uma banda punk dos anos 1970, das mais importantes, diga-se de passagem. 

Boo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Mês do Terror - Halloween



E lá estamos nós de novo no mês do Halloween, mês que eu amo, que eu comemoro. Não, querido leitor chatonildo, não é que eu seja colonizada e aculturada (na verdade, todos nós somos, menso do Policarpo Quaresma), eu amo a cultura do meu país, mas dá licença, que o mundo é globalizado e que eu escolho o que eu gosto e deixo de gostar, tá bom? Tá bom, então.

Reclamações, por favor, no post do Dia do Saci, com Babe Jane, que te despreza.

Então, como ano passado, este ano passaremos o mês de outubro na companhia dos melhores (e piores rs) filmes de terror. Segue a lista do ano passado, para quem quiser matar saudades ou para os que ainda não leram, conferirem as minhas resenhas malucas e cheias de spoiler, Desculpa, eu amo spoiler. Sim, sou doida.

1. Arquivo X
2. O Chamado (Ringu)
3. Coraline e o mundo secreto 
4. O Bebê de Rosemary
5. Medo (O conto de duas irmãs)
6. A espinha do diabo
7. Simpsons e A casa da árvore dos horrores
8. O grito (Ju-on)
9. A Hora do Pesadelo
10. O Iluminado
11. Carnivàle
12. It (A Coisa)
13. Hellraiser
14. Alien - O Oitavo Passageiro
15. REC
16. Fenômenos Paranormais
17. A Bruxa de Blair
18. Poltergeist
19. O Exorcista
20. Uma noite alucinante
21. O segredo da cabana
22. Cine Trash
23. Água negra
24. Sexta-feira 13
25. O Silêncio dos inocentes
26. O estranho mundo de Jack
27. Carrie, a estranha
28. Sexto sentido
29. A lenda do cavaleiro sem cabeça
30. Silent Hill
31. Halloween, a noite do terror

Boo.

Imagem; Edward Mãos de tesoura que está em nossa lista ;)

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Book a Day Week 38







14. Currently reading - Aqui e ali releio. Achei uma delícia de livro, gosto muito do jeito moderno e newyorker que a lena escreve.

15 and 16. Can't stop and  Chair - Tiny Books of tiny things - Tenho que fazer uma resenha sobre esse livrinho lindo *_*!

17. Laugh - Paulo Gustavo muso! Dona Hermínia sou eu na vida rs.

18. I want it - na verdade eu comprei no Book Depository, mas nunca chegou. Fiz uma segunda compra já faz uns 25 dias. Oremos.

19. Biography - Amo Stephen bem pouquinho.

20. I need it - Demais, estou aceitando de natal.

Bisous.

domingo, 16 de agosto de 2015

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Book a Day Week 26









22. Massive tome, minha edição do It do Stephen King, gigante. Passou anos fora de catálogo e daí foi relançada em 2014. Participei de todos os concursos para ganhar uma edição e óbvio que não ganhei nenhum, tampouco fui agraciada pela editora, tive foi que comprar mesmo, mas numa promoção economizando 60%. Tem livraria, dessas modísticas, vendendo It por mais de 100 moças da república. Né? Não, obrigada.

23. Revistinha antiga de Literatura com uma pintura linda, que é a Clarice Lispector,

24. Detalhe da capa da edição da Matilda pela Puffing Books. Desejo.

25. Biografia do Morrissey que já li duas vezes. 

26.  Livro que ninguém (ou quase) ninguém entende. Tive um professor na graduação de Letras que odiava Ulisses, odiava James Joyce e na época era muito legal dizer que lia James Joyce, ou ler mesmo, né? Pois é, esse professor tinha ódio. E todo mundo tirava onda de mim, porque eu nem ao menos sabia quem era. Daí eu fui ler e eu li mesmo e me apaixonei pelo livro. E eu não acho difícil. É extenso e confuso nas informações muito próprias da Irlanda. mas nada que atrapalhe o entendimento, porque é uma viagem sobre linguagem, escrita e imaginação. O vocabulário e a maneira como se conduz o dia em que se passe Ulisses é apenas um detalhe. Ao menos para mim. Eu sempre gostei de desafios e Ulisses foi isso, um desafio incrível.

27. Outro livro que alguns gostam de desdenhar, o que é uma falta, porque Grande Sertão é um dos nossos livros mais incríveis. Próximo bimestre trabalharei com Guimarães Rosa com minhas turmas de Ensino médio e sempre é interessante, porque para alguns funcionará, para outros não. 

28. Roubei de uma aluna, porque achei esse marcador tão lindinho *_*.

Bisous.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O Mês do Terror - Fenômenos Paranormais



A primeira vez que assisti Fenômenos Paranormais foi em algum momento entre 2012 e 2013, não recordo bem, mas lembro da sensação de assistir a mais um found footage, com a certeza de que seria uma completa decepção, como são 99% dos filmes do gênero e, de me surpreender em calafrios. Para uma fã de terror, é muito bom quando isso acontece. Reassisti este ano com meus filhos, minha filha Vivi ficou tão assustada que passou algumas noites me acordando para conversar, com medo de acordar e nosso apartamento ter virado outra dimensão doentia e sinistra.

A historinha fuefa #spq: Lance Preston e sua equipe do programa Grave Encounters (o nome do fime em inglês), um reality show caça-fantasmas, está filmando um episódio no interior de um hospital psiquiátrico abandonado, onde fenômenos inexplicáveis têm sido relatados ao longo dos anos. Em nome do entretenimento de qualidade, eles voluntariamente se trancam dentro do prédio durante a noite para iniciar a investigação paranormal, registrando tudo em câmeras. Eles rapidamente percebem que o edifício é mais do que apenas assombrado, ele está vivo, mais ou menos como Rose Red de Stephen King. E olha, esse tipo de história, sobre lugares assombrados, tão assombrados que adoecem quem nele está, são de lascar. Li que um monte de gente não entendeu muito bem que é sobre isso que o filme fala, que, quando um lugar está assombrado é que ele está doente (de novo, mestre Stephen King). Ou entendeu e não gostou por isso mesmo.

No começo temos cenas tensas, sustinhos, daí as coisas começam a dar muito errado, depois que um dos membros da equipe some. As horas passam, mas a noite nunca acaba e a comida deles estraga como se eles estivessem ali há meses. E daí a gente percebe que eles não estão mais na dimensão dos vivos ou nesse plano que nós julgamos conhecer. E obviamente o pânico e o histerismo tomam conta de todos, que se apegam com o que podem, como a câmera, por exemplo. Um dos argumentos mais falhos das críticas contra o estilo found footage é essa, do porquê as criaturas não largarem as câmeras. Bem, no cao de Fenômenos Paranormais temos o singelo detalhe de que a única luz que sobra é justamente a da câmera e, lá para o final, nosso querido Preston não larga a câmera pelo mesmo motivo que fez a última vítima do Buffalo Bill (Silêncio dos Inocentes) não soltar o cachorrinho: pânico. A coisa de você se agarrar ao último laço com o mundo que conhece, com a sanidade. Gostaram da explicação em diagrama?

Boo.

domingo, 12 de outubro de 2014

Mês do Terror - It (A Coisa)



Em homenagem ao dia 12 de outubro, dia dos erês aqui na terra brasilis, falaremos sobre um clássico para criancinhas incautas, It (A Coisa) de Stephen King. O livro foi recentemente relançado e já esgotou. Eu ainda não comprei e aceito de presente de dia das crianças atrasado, viu leitores, editora coisa e tal? Obrigadinha.

Como já assisti o filme (que é uma versão muito boa para a televisão, que foi apresentada à época em dois episódios, no dia 30 e 31 de outubro) e li o livro, posso lhes afirmar que ambos são assustadores quase na mesma medida. Na minha experiência particular com o livro, relíquia de um amigo, lendo em períodos noturnos, acompanhada por velas (não era charme, era pobreza mesmo) e café, eu confesso que fiquei com muito muito medo.

E a história? Derry é uma cidade do Maine, onde crianças foram assassinadas por algo que todos chamam de A Coisa: um ser sobrenatural e assustador que não se sabe ao certo o que é, porque assume a forma que mais lhe assusta.  Super legal. Nessa cidade havia sete crianças pertencentes ao Clube dos Perdedores, cujo principal objetivo era ouvir indie Belle & Sebastien caçar e destruir A Coisa, antes que ela os destruísse ou algo que o valha.  Muita treta depois, eles pensavam que tudo havia ficado no passado e seguiram seus caminhos. Lego engano. Anos se passaram, as crianças são adultos que se reencontram com a notícia de que A Coisa voltou a atormentar Derry e eles precisam por um fim nisso.

Tenham medo.



Boo.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O Mês do Terror - O Iluminado



“Only work and no play makes Jack a dull boy” 

Recentemente assisti Room 237, documentário, dirigido por Rodney Ascher e lançado em 2012, que revela algumas teorias implícitas e mensagens subliminares presentes na versão para o cinema de O Iluminado, versão essa do nosso querido Stanley Kubrick. O livro a gente sabe que é Stephen King que por sinal, odiava Stanley Kubrick.

Adendo: prometi  falar algo sobre a pinimba entre Kubrick e King. Cumprirei em breve.

 O filme deixa claro que, mesmo após tantos estudos, provavelmente ainda há mais mensagens que não foram descobertas pelos estudiosos da obra. E olha que o filme foi super dissecado. Inclusive foi visto por gente maluca por Kubrick, de todas as formas possíveis: de trás para frente e sobreposto ao original. E eu acho isso tudo muito interessante, mas, ao mesmo tempo, aborrecido, porque né, Kubrick modificou consideravelmente a história em relação ao romance original. O labirinto, por exemplo, sequer existe no livro e seria uma referência ao mito do Minotauro, que super faz sentido, mas é uma avacalhação com o autor. Duchamp adoraria.

O certo é que o filme traz muitas referências da mitologia do universo kubrikiano, mas o que mais me chama a atenção é a tensão entre o delírio e o fantasmagórico: em que lugar os personagens se encontram, sabe como? Se na versão literária de O Iluminado temos uma construção psicológica que direciona a narrativa para os acontecimentos que se passam no Overlook, o filme de Kubrick, ao contrário, não nos conta nada. E de propósito. 

Na amplitude lúgubre colorida do hotel, a sensação de insegurança nos faz descartar todo o background da família Torrance, para centrar a constructo imagético no Overlock. Prédios são elementos utilizados por ele para criar uma atmosfera de dúvida, deixar o espectador com a sensação perene de que algo não está certo. Um dos aspectos decisivos para o sucesso visual do filme foi o uso ostensivo da steadicam, técnica de filmagem que havia acabado de ser criada. Com a câmera móvel, acompanhando as andanças dos personagens pelo hotel, Kubrick, ao contrário da estética clássica do terror, que sempre optou por esconder o ponto de ação, o diretor deixa sempre o cenário muito amplo e visível, o que coloca o espectador dentro da cena. Os passeios de velotrol de Danny pelos corredores do hotel, estamos sempre no ângulo de visão do pobre Dany, sob a imensidão quase opressora do prédio, a cada curva um novo corredor, a expectativa de encontrar algo ou ser encontrado pelo Overlook.

Ápice da loucura em palavras repetidas, Jack pretende terminar seu livro durante seu período como zelador. Esse trabalho literário de Jack aparece no livro, mas não tem tanto destaque como no filme de Kubrick, que utiliza a frase “Only work and no play makes Jack a dull boy” repetidas vezes ao longo dos originais para dar forma a uma das cenas mais perturbadoras do filme, o momento em que a loucura do protagonista se torna insuperável. 

Boo.


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Sonâmbulos de Stephen King




Faltando um pouco mais de um mês para o Halloween, já comecei as minhas leituras dessa época do ano, até já mostrei no IG, e devo mostrar por aqui também, e estou reassistindo alguns filmes que combinam com essa época, tipo o filme tema dessa postagem, Sonâmbulos.

Sonâmbulos é originalmente um conto do Sephen King que nunca foi publicado, mas foi roteirizado pelo próprio King e produzido pelo amigo de sempre Mick Garris, o filme virou um clássico dos filmes trash que todo mundo que simpatiza com o gênero terror gosta, tipo euzinha.

Olha e vamos lá, Sonâmbulos é bem trash. Sonâmbulos é muito trash. E muito divertido, apesar de passar bem longe de ser uma grande coisa, e é um festival de tosquice com aquela dose razoável de gore e ainda consegue ser chocante e subversivo com a coisa do incesto coisa e tal. 

O filme começa explicando mais ou menos a origem das criaturas do título (Sleep Walkers) que são uma espécie de vampiro com traços felinos que se alimentam da energia vital de jovens virgens desde o Egito. Aparece a Bastet. Ok, só que por alguma razão que só Stephen KIng pode explicar, os inimigos naturais dos sonâmbulos são  gatos. E as criaturas são gatos. Quer dizer. Mas voltando, depois de uma cena em que dois policiais (sendo que um é o Mark Hamil, vulgo Luke Skywalker) investigam uma cena de crime onde encontram gatos mortos e o cadáver mumificado de uma erê com aparelho ortodôntico - que a identificaria como girlie - aparecem nossos queridos sonâmbulos, Mary e Charles (Brian Krause, do péssimo De Volta à Lagoa Azul), mãe e filho recém-chegados à cidade. Nessa cena os dois dançam ao som de Sleep Walk, daí se beijam e vão para o quarto. E o Stephen King não tem um pingo de juío, mas tudo bem.

Bem, essas duas criaturinhas fuefas precisam de uma nova virgem para se alimentar e a eleita é Tanya, vivida por  Mädchen Amick (sim, a Shelly de Twin Peaks!). Tanya trabalha no cinema local, tem uma cena bonitinha em que ela dança Do You Love Me? enquanto varre o chão do cinema e é surpreendida pelo nosso sonâmbulo Charles, e daí começa a magia. Ou não. Esse é o miolo do filme. Depis disso é ladeira abaixo: mortes, sangue, gore, trash, gatos. Risos, muitos risos. A pior cena é a da espiga de milho, gente. Sem comentários.

No final das contas eu super acho que o filme vale muito pela coisa das participações especiais, como as já citadas e ainda, Clive Barker, Joe Dante, Tobe Hooper e o próprio Stephen King como o zelador do cemitério. 

 Enfim, é bacaninha, é ruim, mas é divertido. 

domingo, 21 de setembro de 2014

On Writing - Hoje é dia de Stephen King!


Hoje é dia de Stphen King, completando 67 anos como um dos discípulos de Cthulhu. Sim gente, eu gosto de Stephen King. Na verdade, eu adoro Stephen King, que conheci primeiro pelas adaptações de livros para o cinema, que ele nem sempre gosta, tipo o Iluminado. Adendo - daí, meu querido leitor fã de Kubrick, como eu, pode se perguntar? Como assim cara, você não gosta do Kubrick, o cara salvou sua historinha de fantasmas? 

Isso é tão, mas tão relativo, minha gente. E é conversa para outra postagem, em breve ;).

Então, o primeiro livro do Stephen King que li foi Carrie, por causa da adaptação do Brian de Palma. E nessa fazem uns vinte anos que leio Stephen King. E acho que nunca falei tão abertamente sobre em nenhum dos meus blogs, nhoin.

O que aparece na imagem é a auto-biografia do King, On Writing - A Memoir on the Craft, estou na segunda leitura e adorando. No livro King nos conta o começo da sua carreira, as tentativas frustradas de publicar seus contos durante a adolescência, a dificuldade de sustentar sua família, dar aula e eu super me identifico, mas deixa pra lá.

O mais legal do livro são as dicas para escritores iniciantes e todo o carinho, devoção e agradecimento que ele sente pela esposa Tabitha, primeira e única companheira da vida toda, sua primeira leitora e responsável pelos manuscritos de Carrie não terem sido destruídos. É que numa certa altura, muito frustrado por conta de Carrie ser rejeitada por várias editoras, um dia Stephen King jogou os manuscritos no lixo, só que a esposa Tabitha foi lá, salvou e lhe disse para insistir. E né? Deu no que deu.

If you don’t have the time to read, you don’t have the time or the tools to write.


Bisous.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Sexta-feira 13!


Em homenagem à energia da sexta-feira 13, nosso gato preto icônico, Salem, direto de Sabrina the Teenage Witch (Sabrina, aprendiz de feiticeira - detesto o título em português, mas deixa).

 O que Salem nos ensina:
 - gato preto não dá azar (alias, gato nenhum dá azar, gato nenhum tem energia negativa, gato nenhum é espírito do mal); 
- mas é bom evitar passar por baixo de escadas; 
- caiu sal, joga um tiquinho por cima do ombro esquerdo; 
- evite quebrar espelhos, especialmente se for um veneziano, porque né; 
- tome chá de camomila para relaxar, porque sexta-feira é sagrado relaxar, dá azar quebrar uma tradição tão importante; 
- velas e incensos protegem e fazem a casa ficar linda (e cheirosa, especialmente essências delicadas, como lavanda); 
- você tem alergia demais (aromas, flores, gatos...); 
- não rogue pragas, dá azar e o universo funciona na energia do retorno, é física (toda ação provoca uma reação contrária e de igual força); 
- dá um azar danado desprezar as pessoas que te amam numa sexta-feira 13, aliás isso dá azar sempre; 
- dá azar não comer chocolate (se você é alérgico, faça como minha amiga Bel e cheire uma barra de chocolate rs, ela cheira e diz, ai comi rs); 
- como aprendemos em Practical Magic, plante alfazema pra ser feliz (eu já plantei);
 - pode dar um pouco de azar não tentar ser ao menos um pouco feliz na sexta-feira 13 (aliás, todos os dias, viu?); 
- se embebedar em alegria é bonito (pra mim, em outros sentidos também rs). 

 Para assistir: 
 - Friday 13th, porque é óbvio e sexta-feira 13 é uma coisa super clichê, a série de filmes toda é podre, tosca, mas é divertido (Freddy x Jason é a rebordose, podre ² e divertido ³); 
- Nightmare on Elm Street, titio Freddy Krueger causando muito em sua primeira aparição nos cinemas, é um clássico do cinema trash, amo de paixão e ainda dá uns bons sustos; 
- Evil Dead (tem uma versão nova, muito terrível, bem gore) o que dizer da cena da criatura dançando sem a cabeça(?); 
- The Lost Boys, filminho clássico de vampirinhos da década de 80, uma besteira com trilha delícia e figurino cheio de referências pop (amo filmes da década de 1980 ♥); 
- Frigh Night, (também tem uma versão nova que eu não gostei) filmão bacana, tosquíssimo também sobre vampiros da década de 1980; 
 - Interview with the vampire, baseado no livro de Anne Rice, o roteiro é dela aliás, é sombrio e sexy até hoje; 
- Låt den Rätte Komma In (deixa ela entrar; tem a versão americana, que eu acho fraca), agora um filme mais sério, sueco, também sobre vampiros, numa visão mais artística, mais apurada. Tem lá suas caricaturas, mas a coisa em si é bem plástica;
 - Shining, baseado no libro homônimo de Stephen King, brilhante direção de Kubrick que fez o texto ganhar outras acepções; 
- Carrie, (teve uma lamentável versão nova. desnecessária) outra adaptação de livro do Stephen King por outro diretor icônico, Brian De Palma. É assustador até hoje (confesso que desejei ser Carrietta White ); 
- Poltergeist, é do Spielberg e eu tenho medo. Filme cheio de lendas e supostas maldições como Exorcist, só que ainda mais tensas, porque como já disse Stephen King, casas são corpos que nos protegem, têm vida, quando estão assombradas é porque estão doentes. Medo disso; 
- Rosemary's baby, do Polanski, faz parte da trilogia do apartamento, incrivelmente plástico, porém cru;
 - Jeepeers Creepers, produção do Coppola, assisti quando ainda tinha video-cassete, não dava nada por ele e quase morro. Meu video-cassete nunca mais funcionou depois deste filme. Só para constar; 
- Gabal, dica do filhão Yan, filme de terror oriental (Coréia do Sul) o tema é meio ridículo, porque trata-se de uma peruca possuída e de uma pessoa careca e deprimida, mas dá medo, eu juro rs. 

Bisous.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Livros reconfortantes e um blog novo

Esta publicação é originalmente do meu antigo blog Reverbera, querida!, tomei a liberdade de publicá-la aqui, porque né, o texto é de minha autoria.


Na verdade o blog em questão não é novo, já está por aí faz seis anos, mas eu só descobri há pouco, pouquíssimo para ser exata, foi quarta-feira agora. Descobri, já amei e já inclui na lista de links do RQ.

 É um blog que versa sobre leituras, diversas e boas, na minha opiniãozinha. Tiny Little Things é construído em texto e vídeo. Queria eu ter coragem de postar vídeos aqui no bloguito. Quem sabe, né? Pois então, muito bom, leiam. 

 Por lá encontrei a tag (meme, algo que o valha) Livros Reconfortantes, e como eu adouro este tipo de coisa, e vocês sabem disso, deixo aqui as minhas respostas com imagens e escritos (e nada de vídeo!). 

Adendo: a Tatiana Feltrin, uma das autoras do blog, me fez lembrar de uma pessoinha que eu lia muito, que é a Márcia Frazão. Sim, a bruxa que é escritora e eu gosto bastante também. Aliás, eu gosto muito do tema esoterismo e afins, tenho alguns livros sobre. E também estudo Tarot e Runas. Agora os haters têm mais uma munição contra mim, eba-que-legal-como-eu-me-divirto. Contudo, a Márcia Frazão não entra na minha lista de livros reconfortantes. Mas eu leio. E gosto



{Look du jour! Estou brincando. Tirei esta fotinha, que por sinal achei linda (sim, mesmo sem a minha cabeça rs} e como é pra falar de livros reconfortantes, vesti meu vestidinho fucsia reconfortante, soltinho, levinho e lindinho ♥.} 

 1. Qual (ou quais) livros tem o poder de despertar memórias boas da sua infância? (Cite até 3) 1ª. Meu Pé de Laranja Lima do José Mauro de Vasconcelos. Eu li na escola, minha gente, quando tinha uns 9 anos e era uma época tão boa. Eu me lembro do cheiro do livro e que queria muito um pé de laranja lima. Na verdade quero até hoje. 2ª. O Menino do Dedo Verde do Maurice Druon, um outro livro infanto-juvenil francês, que não o Pequeno Príncipe. Muito muito lindo. 3ª. Lusíadas, Camões gente fina. Li com 11 anos, e eu fui obrigada pelo meu pai, que me disse que era a última coisa boa que ele faria por mim. Meu pai já era bem velho (meu velho ♥), estava doente e morreu naquele mesmo ano. Preciso justificar?

 2. E da adolescência? No finalzinho do 1ª Grau, Ensino Fundamental hoje em dia, uma Elizabete com 13/14 anos, entrou em contato com Machado de Assis e José de Alencar. Ao contrário de todos os meus colegas, eu não odiei, na verdade eu me encantei pela Iracema mulher maravilha do Alencar, e me diverti muito com o filho da mãe do Brás Cubas. Então, tanto poderia citar a Iracema do José de Alencar, quanto Memórias Póstumas de Brás Cubas do Maneco (é como eu chamo Machado de Assis). Mas na verdade o livro que marcou a minha adolescência foi a Carrie, A Estranha do Stephen King, porque eu queria ser a Carrie, cara! A mãe doida deixa pra lá, mas os poderes. 

 3. Um livro que você relê sempre para te trazer bons sentimentos: O Leão, A Feiticeira e O Guarda-roupa das Crônicas de Nárnia do C. S. Lewis. 

 4. Qual é seu gênero literário mais reconfortante? Gente, reconfortante Literatura fantástica, especialmente romances de imaginação.

 5. Qual é seu escritor mais reconfortante? Oscar Wilde, tudo o que leio dele me faz bem. Mesmo Dorian Gray, qualquer coisa.

 6. E a escritora que você procura quando quer conforto para a alma? Clarice Lispector, nesse momento de minha vida estou muito (re)apegada a Água Viva. 

 (Esta última parte é jogo rápido) 

 7. Um livro para dias de fúria: Eu não leio quando estou com raiva, se eu fosse fazer isso, procuraria algo que me acalmasse, tipo as poesias da Emily Dickson.

 8. Um livro para momentos de tristeza e melancolia: Em geral eu procuraria algo que melhorasse o meu ânimo, tipo, não iria ler Memorial de Aires do Machado, livro profundamente melancólico. Sei lá, Harry Potter e a Pedra Filosofal da Rowling é uma boa pedida. 

 9. Um livro que remete a algum momento muito bom da sua vida: (Por que?) O Senhor do Anéis, A sociedade do Anel do Tolkien. Eu li os livros em 2002, após assistir o primeiro filme e me encantei pela Sociedade do Anel (amo os três, mas a Sociedade é o amor), especialmente quando chega a parte de Lothlorien. Fora que foi uma época muito boa, lembro de dias lindos em Fortaleza, o jardim todo vistoso, cheiro de bolo em casa, meus erês ainda pequenos e a minha cadeira de balanço ♥. 

 10. Um livro para provocar emoções boas: Peter Pan do Barrie, I do believe in fairies! 

 Bisous.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Alguns livros e um gato modelo ♥

Esta publicação é originalmente do meu antigo blog Reverbera, querida!, tomei a liberdade de publicá-la aqui, porque né, o texto é de minha autoria.

Como dizia uma conhecida, nada como um dia após o outro com uma noite (de preferência, bem dormida) no meio, não é mesmo? Não há nada que o tempo não cure ou, ao menos, amenize. RQ voltando aos poucos à programação normal, iêêêi. 

 Umas semanas atrás recebi no e-mail uma promoção muito linda da Submarino, os 5 livrinhos da coleção Guia dos Mochileiros das Galáxias por 29,90. Tudo bem, eu sabia que seria uma edição bem simplinha, pobrinha, mas o que importa de verdade é sempre o conteúdo. Óbvio que uma edição deluxe, harcover, etcetera coisa e tal é bom, é lindo e a gente ama, mas né, livro, para mim, ainda é conteúdo, acima de qualquer coisa. 

 Então eu comprei a coleção mais baratinha. Quando chegou não me decepcionei nadinha. Li os cinco numa tarde muito divertida, fácil e delícia de ler.


No bendito único sebo de Nova Iguaçu (sebo físico, existem os virtuais cadastrados na Estante e em outros sites que eu nunca me arrisquei) procurando dei de cara com duas edições capa dura, antigas, com folhinha tipo bíblia (fininha, delicada e luxo) de obras do Machado de Assis e José de Alencar que incluíam em cada Dom Casmurro e Lucíola, os dois livros que perdi, cada edição por 20 moças da república. Resultado, trouxe para casa, né?





E na Estante Virtual me dei de presente dois livros do Stephen King que há muito queria, À Espera de um Milagre e Carrie, A Estranha.



E comprei um livrinho sobre velas, porque amo velas. Quer dizer, não tão louca (ainda) ao ponto de pagar 300,00 em uma vela Diptyque. Vou confessar, já tive este livro, mas me desfiz dele e de outros da Gerina Dunwich sei lá, por bestagem momentânea.


Sorte da fadinha.


Bisous.

Imagens: Sim, a primeira imagem está com a abertura toda errada, foi uma foto tirada no teste e eu gostei, porque vocês me conhecem, eu tenho gosto obtuso para fotografia. Fora que a impressão é de que Miu está num espaço etéreo, zen e eu amei ♥.
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